Ditadura cubana homenageia agentes mortos na Venezuela
Funeral oficial expõe suporte militar cubano ao regime chavista antes negado por Nicolás Maduro
A ditadura de Cuba iniciou uma série de homenagens aos 32 soldados cubanos mortos por forças americanas durante a captura do ditador Nicolás Maduro, em Caracas, na Venezuela.
Havana, que até então relutava em admitir a presença de agentes do serviço secreto cubano na proteção de Maduro, recebeu os caixões com os restos mortais dos militares em cerimônia oficial.
Imagens da TV estatal cubana, mostraram a presença do ex-ditador Raúl Castro, irmão de Fidel Castro, e do atual ditador Miguel Díaz-Canel no evento.
"Com verdadeira coragem cubana, eles colocaram sob controle os sequestradores covardes, super equipados e ilegais do Presidente da Venezuela", escreveu no X.
O ministro do Interior, general Lázaro Alberto Álvarez, expressou "respeito" e "gratidão" aos militares.
“Não os recebemos com resignação, mas sim com profundo orgulho”, afirmou.
Maduro já negou proteção
Antes da captura de Maduro, os regimes de Cuba e da Venezuela negavam a presença de militares cubanos em solo venezuelano.
O próprio ditador chavista rejeitou essa informação em uma entrevista concedida em 2019 à jornalista María Elvira Salazar, hoje congressista americana.
"É uma fábula que na Venezuela tenham militares cubanos, é mentira. No território venezuelano há quarenta mil médicos cubanos. Existem médicos, enfermeira, jogadores de beisebol, esportistas, treinadores de beisebol, de futebol, isso tem bastante. Bailarinos, bailarinas, atores de teatro, é só o que tem aqui. Militares não têm“, afirmou Maduro em um vídeo antigo que circula nas redes sociais.
“Meu nível de segurança [pessoal] é de venezuelanos”, continua em outro trecho.
Próximo alvo dos EUA?
Para Yaxys Cires, chefe de estratégias do Observatório Cubano de Direitos Humanos (OCDH), é "impensável que os Estados Unidos permitam a continuidade da influência cubana na Venezuela, que também serviu de trampolim para sua interferência em outros países da região".
"Havana sempre negou a presença de militares e agentes de contraespionagem, mas os fatos e os relatórios de ONGs de direitos humanos indicam o contrário."
Segundo Cires, chegou o momento em que as famílias dos cubanos falecidos deveriam se perguntar se tudo valeu a pena, vendo Maduro os Estados Unidos e diante das supostas traições dentro do próprio regime.
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