Ditador bielorrusso oferece ajuda a Lula na eleição
Há 31 anos o poder, Lukashenko disse que poderia auxiliar o petista a garantir eleições em um "ambiente pacífico e tranquilo" em outubro
O ditador bielorrusso, Aleksandr Lukashenko (foto), ofereceu ajuda ao presidente Lula (PT) para garantir eleições em um "ambiente pacífico e tranquilo" em outubro.
"O Brasil atravessa um importante período político. Pelo que sei, este ano haverá eleições gerais, nas quais praticamente todos serão eleitos. Sinceramente, não os invejo, pois este é um momento desafiador. Esperamos sinceramente que o atual presidente do Brasil permaneça no cargo após essas eleições. Pelo que sei, ele já confirmou sua participação", disse o ditador bielorrusso, aliado de Vladimir Putin.
"Se necessário, faremos todo o possível para garantir que as eleições no Brasil ocorram em um ambiente pacífico e tranquilo, no interesse do povo brasileiro. Se isso for preciso", acrescentou.
A ajuda foi oferecida durante uma reunião com o embaixador do Brasil na Bielorrússia, Bernard Klingl, nesta segunda-feira, 2.
31 anos de Lukashenko em Belarus
Lukashenko está no poder em Belarus desde 20 de julho de 1994.
A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE, na sigla em ingês) acusa o governo Lukashenko de fraudar eleições desde 2001.
Em 2006, o Departamento de Estado dos Estados Unidos disse não poder aceitar o pleito daquele ano como legítimo.
"Conforme documentado no relatório preliminar da OSCE, a eleição 'não cumpriu os compromissos da OSCE para eleições democráticas' e foi caracterizada por 'um desrespeito aos direitos fundamentais de liberdade de reunião, associação e expressão', bem como por um 'clima de intimidação e insegurança' e uma contagem de votos 'altamente problemática'."
Desde 2020, as autoridades bielorrussas têm conduzido uma campanha para "silenciar a sociedade civil, a mídia independente e qualquer forma de oposição política", segundo o governo britânico.
"Milhares de pessoas foram detidas injustamente, submetidas a tortura ou forçadas ao exílio. Essas ações representam uma violação flagrante das obrigações de Belarus perante o direito internacional e constituem uma grave violação dos direitos humanos e das liberdades fundamentais. O apoio do regime à guerra ilegal de Putin contra a Ucrânia sublinha ainda mais o seu desrespeito pela paz e segurança globais", acrescentou.
O Centro de Direitos Humanos Viasna, principal organização que monitora prisioneiros políticos em Belarus, diz haver 1.152 presos políticos no país até o início de fevereiro.
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