Desaprovação de Milei cresce às vésperas das eleições legislativas
Áudios de irmã de Karina Milei e estagnação econômica desgastam imagem do governo argentino

Levantamento AtlasIntel/Latam Pulse aponta que a desaprovação do presidente da Argentina, Javier Milei, chegou a 55,1%.
Segundo a pesquisa, Milei é aprovado por 43,8% dos entrevistados.
O aumento da rejeição ocorre em meio à revelação de um suposto escândalo de corrupção que pode implicar sua irmã, Karina Milei.
Áudios vazados sugerem que havia cobrança de comissões ilegais em contratos públicos da agência, com a participação de pessoas ligadas a Karina.
Até o momento, não há qualquer comprovação do envolvimento da irmã de Milei, mas autoridades argentinas abriram uma investigação formal contra ela.
Ainda assim, o caso desgasta a imagem de Javier Milei, que sempre defendeu o combate à corrupção.
A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 25 de agosto com 4.987 entrevistados.
Eleições legislativas
Além disso, em 26 de outubro será realizada eleição legislativa, que renovará um terço do Senado e metade da Câmara dos Deputados.
A votação servirá com um termômetro para a avaliar a força popular do governo e de Javier Milei.
O La Libertad Avanza (LLA, partido do presidente argentino, busca ampliar as cadeiras no Congresso para avançar com reformas propostas pelo governo.
Entre elas, as reformas fiscais, trabalhistas e previdenciárias.
Composição do Congresso
Em 2021, Milei fundou o partido libertário LLA.
O pouco tempo de sigla conferiu a Milei uma pequena representação do Congresso argentino.
Somente 6 dos 72 senadores e 38 dos 257 deputados representam o LLA.
Atualmente, o Unión por la Patria (UP), uma coalizão peronista de centro-esquerda e principal adversária de Milei, possui a maior bancada.
No entanto, o UP carece de uma liderança.
Uma pesquisa recente apontou que 25% dos eleitores da sigla enxergam a ex-presidente Cristina Kirchner como a líder.
Mas ela cumpre prisão domiciliar e foi banida da vida política.
Estagnação
Neste ano, a atividade econômica está estagnada no país, devido à supervalorização do peso argentino.
Com isso, houve redução da competitividade das exportações do país.
Os salários do setor público também caíram.
O Banco Central da Argentina também aumentou os requisitos de reservas bancárias nesta semana, o que pode prejudicar ainda mais a economia.
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