Crusoé
06.06.2026 Fazer Login Assinar
Crusoé
Crusoé
Fazer Login
  • Acervo
  • Edição diária
Edição Semanal
Pesquisar
crusoe

X

  • Olá! Fazer login
Pesquisar
  • Acervo
  • Edição diária
  • Edição Semanal
  • Entrevistas
  • O Caminho do Dinheiro
  • Ilha de Cultura
  • Leitura de Jogo
  • Poder
  • Colunistas
  • Assine já
    • Princípios editoriais
    • Central de ajuda ao assinante
    • Política de privacidade
    • Termos de uso
    • Política de Cookies
    • Código de conduta
    • Política de compliance
    • Baixe o APP Crusoé
E siga a Crusoé nas redes
Facebook Twitter Instagram
Diários

Controle, repressão e tortura: o horror do regime de Bashar Assad

As condições encontradas nas prisões revelaram uma estrutura mais parecida com campos de concentração do que prisões comuns

avatar
Redação Crusoé
4 minutos de leitura 13.12.2024 08:42 comentários 0
Controle, repressão e tortura: o horror do regime de  Bashar Assad
Reprodução
  • Whastapp
  • Facebook
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

A estrutura do regime sírio, marcada por medo, repressão e tortura, foi um elemento central para manter a população sob controle. Em uma entrevista para o jornal suíço Neue Zürcher Zeitung (NZZ), Noura Chalati, especialista em questões sírias, discorreu sobre o funcionamento desse sistema opressivo e suas conexões com práticas históricas de regimes totalitários.

As condições encontradas nas prisões que foram abertas após a queda do regime de Bashar Assad, revelaram uma estrutura mais parecida com campos de concentração do que prisões comuns.

"Embora os horrores já fossem conhecidos, faltavam imagens que comprovassem as atrocidades. Agora, com a divulgação de vídeos e relatos de sobreviventes, o mundo começa a entender a extensão desse sistema", afirma Chalati.

A especialista em questões sírias destaca ainda que existem cerca de 200 mil desaparecidos e expressa sua preocupação com o sofrimento contínuo das famílias que esperam por notícias de seus entes queridos.

Arbitrariedade como norma

Questionada sobre quem eram as vítimas da repressão, Chalati explica que uma variedade de cidadãos foi alvo do regime: "Alguns eram críticos abertos do governo, mas isso era raro, pois as pessoas sabiam que poderiam ser presas por isso.

Muitos foram detidos por motivos religiosos ou políticos, mas até cidadãos comuns que postaram algo considerado inadequado nas redes sociais ou que não agradaram um agente secreto foram encarcerados. A arbitrariedade era a norma".

A especialista detalha que o sistema de segurança era mantido por quatro principais agências de inteligência, duas militares e duas civis. No entanto, essa divisão é considerada artificial, já que todas tinham como alvo a população civil: "A estrutura era propositalmente complexa e opaca, com várias subdivisões competindo entre si por poder", afirma Chalati.

O chamado serviço de inteligência da Força Aérea era especialmente poderoso devido à proximidade com a família Assad. Hafez Assad, pai de Bashar, era piloto e posicionou seus aliados nas principais funções deste serviço.

Este órgão estava encarregado das operações sensíveis do Estado e das atividades no exterior, enquanto os outros serviços focavam na vigilância da população. Além disso, Chalati menciona a existência de pelo menos 150 mil informantes espalhados pelo país.

Intimidação e medo

As metodologias utilizadas pelas agências incluíam intimidação e a criação de um clima constante de medo e desconfiança. Com uma rede infiltrada em diversas esferas sociais, desde universidades até pequenas lojas, ninguém sabia exatamente quem poderia ser um informante. "Era um imenso aparato burocrático comparável", destaca Chalati.

A corrupção também era um problema crônico dentro desse sistema. Segundo Chalati, havia um jargão específico para os desaparecidos: "Eles estavam 'além do sol', indicando que estavam em locais desconhecidos. As famílias, porém, conseguiam subornar agentes para obter informações sobre o paradeiro dos desaparecidos".

Influência nazista

Ela também ressalta como o regime tinha raízes históricas na influência nazista após a Segunda Guerra Mundial. Ex-membros da SS e da Wehrmacht foram trazidos para ajudar na formação das agências de segurança durante as tentativas sírias de reformar as estruturas deixadas pelos franceses na década de 1940.

Além disso, a colaboração com a Alemanha Oriental foi significativa: "Síria pode ter sido um estado não alinhado, mas mantinha laços estreitos com o Pacto de Varsóvia", observa ela. Essa cooperação incluiu troca de estratégias de vigilância e tecnologias de comunicação entre os dois regimes.

E agora?

Agora que o regime Asad enfrenta desafios significativos após uma década de conflito, Chalati acredita que os altos funcionários das agências de inteligência estão em situação precária.

Embora tenha havido propostas de anistia para soldados regulares do regime pelos rebeldes, os membros dos serviços secretos são vistos como figuras responsáveis pelas maiores atrocidades e provavelmente enfrentarão resistência em qualquer tentativa de perdão oficial.

A preservação dos documentos relacionados às ações dos serviços secretos será importante para possibilitar uma futura responsabilização daqueles envolvidos em crimes contra a humanidade.

Diários

Pintou climão entre Gustavo Petro e a seleção colombiana

Duda Teixeira Visualizar

Trump não está nem aí para as legislativas

Duda Teixeira Visualizar

A guerra de Flávio é a mesma de Lula, não a do Brasil

Duda Teixeira Visualizar

Messias vai para onde Deus mandar

Duda Teixeira Visualizar

Crise no principal programa de jornalismo dos EUA

José Inácio Pilar Visualizar

Profissional prefere salário maior a jornada reduzida, diz CNI

Guilherme Resck Visualizar

Mais Lidas

A religiosidade seletiva de Lula

A religiosidade seletiva de Lula

Visualizar notícia
A republiqueta insignificante de Lula

A republiqueta insignificante de Lula

Visualizar notícia
Campanha artificial

Campanha artificial

Visualizar notícia
Do mar ao céu

Do mar ao céu

Visualizar notícia
"Feminismo no Judiciário livrou a monstra", diz Renan Santos

"Feminismo no Judiciário livrou a monstra", diz Renan Santos

Visualizar notícia
Flávio e a diferença entre herdar uma base e conquistar um país

Flávio e a diferença entre herdar uma base e conquistar um país

Visualizar notícia
Imposto é roubo e o Estado é um parasita

Imposto é roubo e o Estado é um parasita

Visualizar notícia
O golpe da maioridade

O golpe da maioridade

Visualizar notícia
O jogo dos 7 erros no debate sobre terrorismo

O jogo dos 7 erros no debate sobre terrorismo

Visualizar notícia
O jogo grande mudou para o Brasil

O jogo grande mudou para o Brasil

Visualizar notícia

Tags relacionadas

Bashar al-Assad

Síria

< Notícia Anterior

"Um dia o Irã será livre", diz Netanyahu ao povo iraniano

12.12.2024 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
Próxima notícia >

Macron nomeia Bayrou como novo primeiro-ministro da França

13.12.2024 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
author

Redação Crusoé

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)

Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)


Notícias relacionadas

Pintou climão entre Gustavo Petro e a seleção colombiana

Pintou climão entre Gustavo Petro e a seleção colombiana

Duda Teixeira
05.06.2026 17:19 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
Trump não está nem aí para as legislativas

Trump não está nem aí para as legislativas

Duda Teixeira
05.06.2026 16:39 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
A guerra de Flávio é a mesma de Lula, não a do Brasil

A guerra de Flávio é a mesma de Lula, não a do Brasil

Duda Teixeira
05.06.2026 15:38 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
Messias vai para onde Deus mandar

Messias vai para onde Deus mandar

Duda Teixeira
05.06.2026 13:04 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
Crusoé
o antagonista
Facebook Twitter Instagram

Acervo Edição diária Edição Semanal

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41
Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Acervo Edição diária

Edição Semanal

Facebook Twitter Instagram

Assine nossa newsletter

Inscreva-se e receba o conteúdo de Crusoé em primeira mão

Crusoé, 2026,
Todos os direitos reservados
Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem somos Princípios Editoriais Assine Política de privacidade Termos de uso