Como o mundo reagiu ao "dia da libertação" de Trump
"Esse é o dia da libertação que estamos esperando há muito tempo", disse Trump ao anunciar tarifas recíprocas generalizadas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quarta-feira, 2, a assinatura de uma ordem executiva estabelecendo tarifas recíprocas generalizadas sobre importações dos parceiros comerciais americanos.
"Esse é o dia da libertação que estamos esperando há muito tempo", disse o republicano, acrescentando que a data deveria ser lembrada como "o dia em que a indústria americana renasceu".
Trump apresentou uma lista de países que, segundo ele, "cobram dos Estados Unidos".
Em primeiro lugar, aparecia a China, com impostos de até 67% sobre produtos importados dos EUA.
Agora, a Casa Branca irá impor uma taxa de 34% aos produtos chineses.
O Brasil aparece em 15º lugar da lista, cobrando 10% de imposto e, a partir de agora, será cobrado em 10%.
Este é o patamar mínimo aplicado pelos americanos.
A reação do mundo ao "dia da libertação"
O anúncio das novas tarifas comerciais americanas desencadeou uma forte reação dos líderes globais.
O comissário para o Comércio e Segurança Econômica da União Europeia, Maroš Šefčovič, prometeu não ficar de braços cruzados.
"Tarifas injustificadas inevitavelmente saem pela culatra.
Agiremos de forma calma, cuidadosamente faseada e unificada, enquanto calibramos nossa resposta, enquanto permitimos tempo adequado para conversas. Mas não ficaremos de braços cruzados, caso não consigamos chegar a um acordo justo.
Falarei com meus colegas americanos amanhã", escreveu no X.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o governo do Reino Unido tem "uma série de ferramentas à disposição" para responder às tarifas de Trump, prometendo agir com "cabeça fria" e "pragmatismo".
China promete retaliação
Como país mais afetado pelo 'tarifaço', a China prometeu retaliar os Estados Unidos.
"A China pede que os EUA resolvam adequadamente as diferenças com os parceiros comerciais por meio de um diálogo igualitário", disse o Ministério do Comércio chinês em comunicado, alertando que tomará "contramedidas resolutas".
Leia também: Governo Lula acusa EUA de violarem regras da OMC com ‘tarifaço’
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)