Crusoé
27.02.2026 Fazer Login Assinar
Crusoé
Crusoé
Fazer Login
  • Acervo
  • Edição diária
Edição Semanal
Pesquisar
crusoe

X

  • Olá! Fazer login
Pesquisar
  • Acervo
  • Edição diária
  • Edição Semanal
  • Entrevistas
  • O Caminho do Dinheiro
  • Ilha de Cultura
  • Leitura de Jogo
  • Crônica
  • Colunistas
  • Assine já
    • Princípios editoriais
    • Central de ajuda ao assinante
    • Política de privacidade
    • Termos de uso
    • Política de Cookies
    • Código de conduta
    • Política de compliance
    • Baixe o APP Crusoé
E siga a Crusoé nas redes
Facebook Twitter Instagram
Diários

Como acabar com a "adultização" nas redes sociais

Estender as proteções do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para o ambiente digital seria uma forma de coibir exploração infantil

avatar
Duda Teixeira
4 minutos de leitura 12.08.2025 11:10 comentários 1
Influenciador Felca. Reprodução/redes sociais
  • Whastapp
  • Facebook
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

Um vídeo de 50 minutos divulgado pelo influenciador Felca (foto) na quarta, 6, gerou conscientização sobre a exploração de imagens de crianças nas redes sociais.

Desde então, treze projetos foram apresentados na Câmara dos Deputados para lidar com o problema da "adultização".

Ao contrário do PL das Fake News, o PL 2630/2020, que não prosperou por preocupações com a liberdade de expressão, agora há uma chance real de a iniciativa avançar, uma vez que é apoiada tanto pela direita quanto pela esquerda.

Com a discussão ganhando força em Brasília, é preciso observar os riscos e não perder as oportunidades.

Estatuto da Criança e do Adolescente

O Brasil já tem uma legislação que protege os menores, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990.

"Nos canais de televisão aberta, já estão proibidos certos tipos de anúncios para crianças em determinadas horas", diz Marianne Batista, cientista política especializada em moderação de conteúdo e inteligência artificial.

"A adultização e hipersexualização de menores sempre existiu na sociedade e na mídia. O importante então seria implementar a legislação que já existe para a proteção de crianças e adolescentes", afirma Marianne.

Para Marianne, a discussão agora deveria ser menos sobre "regulamentar as redes" e mais sobre "estender direitos e proteções para qualquer dipo de plataforma digital".

A advogada Juliana Sena Ikeda, sócia do Campos Thomaz Advogados, também acredita que a questão principal é aplicar o ECA no ambiente digital.

"Uma ampla regulação das redes sociais é extremamente questionável. Há grandes chances desse tipo de norma limitar o direito fundamental da liberdade de expressão. Além disso, mesmo as leis criadas antes da era da internet, como o ECA, são aplicáveis ao ambiente digital. Não é preciso criar uma nova lei, mas sim aplicar com rigor aquelas já existentes", afirma Juliana.

Monetização

Apesar de existir o Marco Civil da Internet, as plataformas ainda têm muita liberdade para decidir sobre o que podem ou não fazer em relação à adultização.

As plataformas derrubam conteúdos nocivos todos os dias mas, como mostrou o influenciador Felca, as medidas tomadas pelas empresas não estão sendo suficientes.

Há, em primeiro lugar, uma dificuldade em identificar qual conteúdo deve ser derrubado.

"Praticamente todas as grandes plataformas proíbem conteúdos eróticos em seus termos de uso e muitas delas possuem filtros que tentam impedir conteúdo pornográfico. A maior dificuldade é prevenir esse tipo de conteúdo quando ele é implícito. Muitas brincadeiras e 'trends' podem parecer inocentes, mas não são. Enquanto outros conteúdos (como fotos de seios de mulheres amamentando) supostamente 'explícitos' são automaticamente barrados, quando não há nenhum apelo erótico", afirma Juliana.

Outro problema é a fiscalização.

Quando uma conta é derrubada, o infrator pode criar outra, com nome diferente, e seguir divulgando os mesmos conteúdos.

Publicações expondo crianças ainda podem ser compartilhadas por outras pessoas e continuar circulando, mesmo quando o autor da postagem já foi bloqueado.

Medidas

Entre as medidas que poderiam ser tomadas é obrigar as empresas a reportarem automaticamente os casos suspeitos às autoridades, como já ocorre em outros países.

Na Câmara, hoje estão sendo discutidos propostas como tipificação penal da exposição sexualizada de menores; regras para atuação de influenciadores mirins (com exigência de autorização judicial); proibição de desafios perigosos voltados a crianças; reforço ao controle parental e filtros de conteúdo.

"Uma regulação mais ampla das redes sociais permitiria definir padrões mínimos de proteção, auditoria de dados e controle de publicidade infantil. Sem isso, continuaremos lidando com superexposição, monetização da infância e exploração disfarçada de entretenimento", afirma Antonielle Freitas, especialista em proteção de dados da Viseu Advogados.

Justiça lenta

Um último percalço a ser solucionado é a lentidão da Justiça brasileira.

Casos revelados por Felca, como o do influenciador Hytalo Santos, estão sendo investigados pelo Ministério Público da Paraíba.

Hytalo é investigado por suposto aliciamento de menores desde 2024.

Ele chegou a ser seguido por 27 milhões de pessoas, em várias redes sociais.

"A continuidade se explica por lacunas operacionais e legais. O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou procedimento após denúncias e exploração de menores. Porém, como o processo tramita em sigilo e ainda não houve decisão judicial impondo medidas cautelares,  como a suspensão dos canais, o conteúdo segue no ar", afirma Antonielle.

Edição Semana 409

Entre a coroa e o confete

Maristela Basso Visualizar

A raiz psicológica das ideologias políticas

Letícia Barros Visualizar

Casal presidencial

Duda Teixeira, Wilson Lima Visualizar

Quatro anos de resistência

Márcio Coimbra Visualizar

Entre salvadores e frustrações

Dennys Xavier Visualizar

Mulherzinhas

Rodolfo Borges Visualizar

Mais Lidas

As justificativas da Justiça para absolver Leo Lins

As justificativas da Justiça para absolver Leo Lins

Visualizar notícia
E agora, Sidônio?

E agora, Sidônio?

Visualizar notícia
Eduardo Bolsonaro elogia “mais um inglês perfeito” de Flávio

Eduardo Bolsonaro elogia “mais um inglês perfeito” de Flávio

Visualizar notícia
Funcionários da Receita contra-atacam Moraes

Funcionários da Receita contra-atacam Moraes

Visualizar notícia
"Guerra não vai acabar na mesa de negociação", diz analista ucraniano

"Guerra não vai acabar na mesa de negociação", diz analista ucraniano

Visualizar notícia
Maioria do Congresso aposta em derrubada do veto ao PL da Dosimetria

Maioria do Congresso aposta em derrubada do veto ao PL da Dosimetria

Visualizar notícia
Ministra-cantora da Cultura se complica novamente

Ministra-cantora da Cultura se complica novamente

Visualizar notícia
Motta sai em defesa de Dias Toffoli

Motta sai em defesa de Dias Toffoli

Visualizar notícia
Não se engane, OAB é STF Futebol Clube

Não se engane, OAB é STF Futebol Clube

Visualizar notícia
O que os brasileiros acham que melhoraria a segurança no país

O que os brasileiros acham que melhoraria a segurança no país

Visualizar notícia

Tags relacionadas

adultização

Estatuto da Criança e do Adolescente

Felca

redes sociais

< Notícia Anterior

Estão deixando Lula sonhar

12.08.2025 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
Próxima notícia >

Acabar com o PL? Por que não com o PT?

12.08.2025 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
author

Duda Teixeira

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (1)

Marcia Elizabeth Brunetti

2025-08-12 13:07:38

A morosidade de nossa Justiça é vergonhosa, afinal são muito bem pagos e tem funcionários de alto escalão para ajudá-los, além suporte técnico simplificando o trabalho final. Se reclamamos do serviço público não é à toa.


Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (1)

Marcia Elizabeth Brunetti

2025-08-12 13:07:38

A morosidade de nossa Justiça é vergonhosa, afinal são muito bem pagos e tem funcionários de alto escalão para ajudá-los, além suporte técnico simplificando o trabalho final. Se reclamamos do serviço público não é à toa.



Notícias relacionadas

Motta sai em defesa de Dias Toffoli

Motta sai em defesa de Dias Toffoli

Redação Crusoé
26.02.2026 13:50 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
Um agradecimento de Carol de Toni a Michelle Bolsonaro

Um agradecimento de Carol de Toni a Michelle Bolsonaro

Redação Crusoé
26.02.2026 09:53 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
O que os brasileiros acham que melhoraria a segurança no país

O que os brasileiros acham que melhoraria a segurança no país

Redação Crusoé
26.02.2026 09:18 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
Maioria do Congresso aposta em derrubada do veto ao PL da Dosimetria

Maioria do Congresso aposta em derrubada do veto ao PL da Dosimetria

Redação Crusoé
25.02.2026 15:25 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
Crusoé
o antagonista
Facebook Twitter Instagram

Acervo Edição diária Edição Semanal

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41
Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Acervo Edição diária

Edição Semanal

Facebook Twitter Instagram

Assine nossa newsletter

Inscreva-se e receba o conteúdo de Crusoé em primeira mão

Crusoé, 2026,
Todos os direitos reservados
Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem somos Princípios Editoriais Assine Política de privacidade Termos de uso