Barroso anuncia medidas para ampliar 'ainda mais' transparência das urnas
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso (foto), anunciou na sessão plenária da manhã desta quinta-feira, 12, a adoção de medidas para ampliar "ainda mais" a transparência do sistema de apuração de votos do processo eleitoral brasileiro. Barroso fez o comunicado dois dias após a Câmara rejeitar uma proposta de Emenda à...

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso (foto), anunciou na sessão plenária da manhã desta quinta-feira, 12, a adoção de medidas para ampliar "ainda mais" a transparência do sistema de apuração de votos do processo eleitoral brasileiro.
Barroso fez o comunicado dois dias após a Câmara rejeitar uma proposta de Emenda à Constituição, de autoria da deputada Bia Kicis, aliada de primeira hora do Planalto, que previa a adoção do mecanismo adicional do voto impresso nas eleições. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, assegurou que não ressuscitará o debate no Salão Azul.
O ministro voltou a explicar, detalhadamente, as justificativas para a postura contrária do TSE ao voto impresso. A mudança no sistema, disse Barroso, "faria mal à democracia brasileira e à integridade do sistema eleitoral". O magistrado citou riscos quanto à quebra do sigilo dos sufrágios, ao transporte e à contagem, por exemplo.
Barroso declarou que, apesar de o tribunal não ter dúvidas da transparência ou da segurança do sistema eletrônico, implementará aprimoramentos em "respeito" e "consideração" às "pessoa de boa fé" que, durante o debate sobre o voto impresso, foram incutidas com dúvidas.
De acordo com o ministro, a partir de outubro -- um ano antes do pleito de 2022 --, o código-fonte dos sistemas eleitorais ficará aberto para todos os partidos políticos e os técnicos que as legendas indicarem. Pelas regras anteriores, os dados eram disponibilizados seis meses antes das eleições. "O código-fonte são os programas que são inseridos na urna para a votação e computação dos votos. É o que faz o sistema funcionar", explicou.
Além disso, o TSE vai enviar convites para que partidos participem da inseminação do programa nas urnas, "quando poderão verificar, por seus técnicos, que o programa inserido é exatamente o que foi aprovado, assinado e lacrado".
"Não há como fraudar o programa uma vez lacrado e nós queremos fazer isso com a participação e na frente de todos os partidos políticos, além do Ministério Público e da Polícia Federal que já participam normalmente desse momento", completou Barroso.
Em outra ponta, a corte eleitoral criará uma comissão externa composta por pessoas da sociedade civil e instituições públicas para fiscalizar cada etapa do processo. Afora isso, o TSE avalia ampliar o número de urnas que participam do "teste de integridade", uma votação paralela em que os sufrágios são impressos e depois conferidos no boletim de urna.
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Comentários (10)
DAISY SCHMIDT
2021-08-13 11:29:54Paralelamente, o Ministro Barroso - à frente do TSE - deveria estimular PUNIÇÕES EFICAZES a crimes eleitorais, como os ocorridos em 2018, qdo o PT (de cofre cheio com os desvios da Petrobras) usou Correios, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil para distribuir material pró Dilma e usou Gráficas Fantasmas NUNCA punidas. Tal cenário estimula os receios sobre fraudes nas urnas. E isso vale para a ANTECIPAÇÃO de campanha promovida com as ridículas MOTOCIATAS...
Edmundo
2021-08-12 17:41:07No entendimento para claro que urna é segura vamos fazer a CPI da urna no congresso local adequado para decidir quanto a segurança e não no TSE.
PAULO
2021-08-12 17:04:361- O STF atacou a nossa democracia ao colocar o ex-presidiário Lula no jogo eleitoral, usando para isso mensagens hackeadas e adulteradas (quem prova o contrário, o imbecil do Gilmar Mendes?). Todo sistema é vulnerável. Temos mecanismos hoje, como um ataque interno, ou em diversas urnas. O 1° poderia ser realizado por uma pessoa. O outro por diversas, sendo necessário muitos recursos humanos e financeiros, então vislumbro que somente o ex-presidiário Lula, teria condição de implementá-lo.
PAULO
2021-08-12 16:48:55Bozo ataca às urnas eletrônicas, mas aceitou e externou que usaria, assim como o ex-presidiário Lula usou, às mensagens hackeadas de integrantes da Lava Jato. Então Bozo é seletivo na sua ignorância. Ele achou bom a princípio, ter o ex-presidiário Lula como oponente. Mudou de ideia, pois a maioria dos eleitores preferem um corrupto e a um genocida. O STF atacou a nossa democracia com mensagens hackeadas e adulteradas (quem prova o contrário?). Bozo ataca o TSE por possíveis vulnerabilidades.
Rafael L.
2021-08-12 16:12:51Parabéns ministro Barroso, fique certo que a maioria da população brasileira confia na segurança das urnas eletrônicas e não aceita retroceder, em plena era digital, ao voto impresso que tanta confusão e roubalheira causou em eleições passadas. Com todo respeito, é uma pauta do atraso que devia envergonhar todos os parlamentares que votaram a favor, seja por convicção, seja para agradar o PR da república. Não serve à caminhada civilizatória do Brasil o gasto de energia e tempo com tal matéria.
Inês
2021-08-12 15:28:45As urnas de primeira geração são seguras, todavia, de 193 países do mundo, são utilizadas no Brasil, Sudão e Quênia, os países ditos de 1° mundo consideraram inconstitucional por falta de transparência Alemanha, França e outros. Então é chover no molhado toda a discussão, basta adotar as urnas de segunda geração, as quais o voto é auditável.
José
2021-08-12 15:12:24Ministro Barroso, confiamos no TSE, na Democracia e em tudo que você falou!!
Lucia
2021-08-12 14:33:57O presidente do STE tem a obrigação de assegurar o legítimo resultado de todo o processo eleitoral. Esperemos que tudo seja feito com a maior lisura possível!
AIRTON
2021-08-12 14:13:58Para os otários seguidores do Genocida não adiantará nada mais transparência. Continuam sendo manipulados pela má fé do PR Boca de Fossa.
Nyco
2021-08-12 13:51:18Segundo Lulu BV "Eleição não se ganha, se toma!", estão está tudo dominado, basta um logarítimo (IA), previamente orientado para na hora da apuração, via supercomputador do TSE, fazer a devida irrigação de votos favoráveis àqueles que desejam "tomar" o governo. Mas isso não vai ficar barato, aguardem mais o desenrolar dos fatos. Bolsonaro 2022, a última TRINCHEIRA contra o comunismo.