Ataque russo com míssil mata civis em cidade de Zelensky
Ofensiva contra área urbana de Kryvyi Rih deixou 14 mortos

Um ataque de míssil russo contra Kryvyi Rih, cidade natal do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, matou 14 pessoas, incluindo cinco crianças nesta sexta, 4.
Em postagem no X, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky publicou imagens de um playground destruído em uma área civil.
Segundo Zelensky, a ofensiva prova que a Rússia "não quer um cessar-fogo".
Kryvyi Rih
Moscou intensificou os bombardeios contra a áreas civis da Ucrânia, em meio às negociações para um acordo de cessar-fogo.
Em menos de uma semana, a cidade de Kryvyi Rih sofreu três ataques.
Uma outra ofensiva com drones russos deixou quatro pessoas mortas.
Setor energético
Zelensky também acusou a Rússia de violar o acordo de cessar-fogo voltado para os setores energéticos.
“Recebi um relatório do Ministro da Defesa da Ucrânia sobre contatos com parceiros, particularmente com o lado americano. Compartilhamos todas as informações sobre as violações da Rússia no setor de energia — houve ataques e hoje novamente em Kherson, um drone russo teve como alvo uma instalação e equipamento de energia — deliberada e propositalmente. Parte da cidade ficou sem eletricidade”. escreveu no X.
Segundo o presidente ucraniano, os descumprimentos devem ser documentados e respondidos pelos países parceiros.
Mar Negro
Na última sexta, 25, Rússia e a Ucrânia concordaram em interromper os combates no Mar Negro, após um acordo mediado pelos Estados Unidos.
A Casa Branca condicionou a assinatura do cessar-fogo no Mar Negro à derrubada de punições econômicas ao setor agrícola do país.
Zelensky, porém, tratou a exigência russa como inapropriada e inútil.
“Nesse contexto, falar sobre aliviar a pressão sobre a Rússia, suspender sanções e assim por diante é definitivamente inapropriado e inútil. A Rússia mata pessoas todos os dias e prolonga esta guerra. A proposta dos EUA para um cessar-fogo incondicional está na mesa há meio mês.
A pressão sobre a Rússia é necessária para salvar vidas e fazer a diplomacia funcionar de forma mais rápida e eficaz. Sem pressão sobre a Rússia, não haverá resultado”, publicou.
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