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58 anos após fim da Panair, governo anistia seu antigo dono

O ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, assinou nesta segunda-feira (23) uma portaria que dá a anistia política, post mortem, ao empresário Celso da Rocha Miranda, o dono da Panair do Brasil, a primeira empresa aérea brasileira de grande porte. A decisão foi tornada em sessão da comissão de anistia no inicio do mês,...

Crusoe
Redação Crusoé
3 minutos de leitura 23.10.2023 11:44 comentários 2
58 anos após fim da Panair, governo anistia seu antigo dono
Esqueletos de aviões da Panair no Galeão em 1969, quando empresa já havia sido extinta
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O ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, assinou nesta segunda-feira (23) uma portaria que dá a anistia política, post mortem, ao empresário Celso da Rocha Miranda, o dono da Panair do Brasil, a primeira empresa aérea brasileira de grande porte.

A decisão foi tornada em sessão da comissão de anistia no inicio do mês, atendendo a um recurso do filho do empresário, Rodolfo. Celso, o anistiado,, faleceu em 1986, aos 69 anos.

Apesar de um empresário reconhecido no ramo de seguros —por ter comandado corretoras como a Ajax e a Companhia Nacional de Seguros— a Panair do Brasil foi o empreendimento mais famoso de Celso. O empresário adquiriu o controle da empresa em 1961, quando esta já era consolidada como uma das grandes empresas a atenderem rotas nacionais no país.

Sua posição desfavorável à ditadura militar, no entanto, o levou à falência da empresa. Em 1964, logo após o golpe que sacou João Goulart do poder, as suas empresas e do seu sócio Mário Wallace Simonsen começara a sentir o peso dos militares. Ainda naquele ano, o governo de Castello Branco cassou a licença da exportadora de café Comal, o que levou Simonsen ao autoexílio na França.

A Panair teve um fim abrupto em 10 de fevereiro de 1965: naquele dia, o governo militar cassou todas as suas licenças e o direito a todas as suas rotas. Por meio de um telegrama, Celso soube que os destinos nacionais de sua companhia foram encaminhados para a Cruzeiro, uma de suas concorrentes, enquanto as internacionais ajudaram a Varig a se tornar a maior companhia brasileira a partir de então. Sem receita, a Panair do Brasil foi considerada falida cinco dias depois.

As acusações do governo — de que a empresa favorecia parlamentares com voos gratuitos e que monopolizou o transporte de material para a construção de Brasília — jamais foram provadas. A empresa, na verdade, chegou a ganhar a causa contra o governo no Supremo Tribunal Federal (STF), nos anos 1980.

O legado da empresa ainda existe. Não à toa, a empresa —em nome de Rodolfo— emitiu um comunicado à sua "família" sobre a decisão.

"O deferimento do pedido representa, 58 anos depois, o reconhecimento oficial do Estado Brasileiro de que nossa Panair foi fechada em ato de perseguição política continuada contra seus principais acionistas, em processo que atingiu os 5 mil funcionários e respectivas famílias", escreveu a empresa. "Por ocasião do julgamento, também recebemos do Estado Brasileiro um pedido oficial de desculpas por todas as violações de direitos que sofremos, individual e coletivamente, desde o dia em que tiraram de nós, de todos os brasileiros e dos céus de quatro continentes, 'manu militari', a nossa querida companhia."

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Comentários (2)

Odete6

2023-10-23 14:28:14

Sásinhora.... que coisa nojenta é uma ditadura.... que condutas predatórias repugnantes geram todas as ditaduras!!!...


Marcia Elizabeth Brunetti

2023-10-23 14:00:52

Muito interessante essa notícia. Poderia até estender um pouco mais para contar detalhes da história da Panair.


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Odete6

2023-10-23 14:28:14

Sásinhora.... que coisa nojenta é uma ditadura.... que condutas predatórias repugnantes geram todas as ditaduras!!!...


Marcia Elizabeth Brunetti

2023-10-23 14:00:52

Muito interessante essa notícia. Poderia até estender um pouco mais para contar detalhes da história da Panair.



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