Flávio encontra o Jair Bolsonaro de 'Dark Horse'
Senador disse que é preciso "ter ainda mais fé de que ainda não foi o fim" durante evento conservador nos Estados Unidos
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ, à esquerda na foto) encontrou na noite de quinta-feira, 5, o ator Jim Caviezel (à direita na foto), que interpretou seu pai, Jair Bolsonaro, no tumultuado filme Dark Horse.
"Agora no Mar-a-Lago Flávio Bolsonaro, em liberdade, se encontra com o ator Jim Caviezel", registrou o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro ao compartilhar vídeo do aperto de mão e do abraço entre os dois.
Caviezel está promovendo no momento, de olho no Dia dos Veteranos, celebrado em 11 de novembro, o filme Ghost Soldier (Soldado fantasma, em tradução livre), que conta a história de um ex-soldado das Forças Especiais do Exército dos Estados Unidos (Boinas Verdes) especialista e engenheiro de armas que se dispõe a defender uma comunidade rural.
"Quando uma poderosa e implacável corporação ameaça uma comunidade rural em Wyoming, o engenheiro decide ajudar seus vizinhos, protegendo-os da empresa que tenta tomar suas terras e posses à força", diz a sinopse.
Dark Horse
Dark Horse foi imaginado como uma homenagem e uma tentativa de preservar o legado de Bolsonaro, mas acabou se tornando um constrangimento para a família, porque o filme foi secretamente patrocinado por Daniel Vorcaro, o ex-banqueiro do Master, protagonista do maior escândalo financeiro da história recente do Brasil.
Flávio foi exposto em maio pedindo dinheiro para Vorcaro, por meio uma gravação enviada por ele mesmo via WhatsApp. A promessa seria de 24 milhões de dólares (cerca de 134 milhões de reais), dos quais teriam sido pagos 10 milhões de dólares (60 milhões de reais).
A revelação das mensagens e da relação entre os dois, que se encontraram pessoalmente mais de uma vez, poluiu a campanha presidencial de Flávio por semanas, e o filme, cuja estreia tinha sido prometida para depois das eleições, ainda não estreou.
CPAC
Flávio e Caviezel se encontraram no CPAC, a Conferência de Ação Política Conservadora, maior evento conservador dos Estados Unidos, sediado neste ano na casa de Donald Trump na Flórida.
Aliados do senador publicaram um trecho de seu discurso no evento.
"A minha palavra para o Brasil e também aqui para América é que Deus sempre está no controle de tudo. A porta que ele abre ninguém fecha e a porta que ele fecha ninguém abre. Um ano atrás, eu jamais imaginava que seria candidato a presidente do Brasil, mas eu creio que era um projeto de Deus, não só para mim, mas para minha nação. E mesmo quando o que parece ser o final não é aquilo que nós esperávamos, nós temos que agradecer a Deus e ter ainda mais fé de que ainda não foi o fim". discursou Flávio em português, com o auxílio de um tradutor para o inglês.
O senador deixou o país dois dias depois de perder a eleição para Lula. Sete minutos após a proclamação do resultado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes atendeu a pedido da Polícia Federal para apreender os passaportes de Flávio, por ocasião da investigação sobre possível lavagem de dinheiro com o advogado Willer Tomaz.
Desde então, o senador dá entrevistas e participa de eventos nos Estados Unidos para tentar se manter como líder da oposição ao governo Lula no Brasil, à distância, a exemplo do que seu irmão Eduardo faz desde fevereiro de 2025.
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