Netanyahu acusa partidos árabes de fraude eleitoral em Israel
Partidos árabes conquistaram 19 cadeiras no Knesset, e nenhum bloco alcançou maioria
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou os partidos árabes de manipularem as eleições para o Knesset, o Parlamento israelense.
“As eleições no Estado de Israel foram roubadas por partidos árabes que apoiam o terrorismo e a eliminação do Estado judaico por meio de crimes penais graves de suborno, ameaças, violência, falsificações e uso de softwares proibidos para mobilização de eleitores”, diz trecho de uma declaração do Likud, partido de Netanyahu, compartilhada pelo premiê.
No comunicado, o Likud afirma ter encaminhado à polícia, ao Shin Bet, serviço de inteligência interna de Israel, e ao Comitê Central Eleitoral “centenas de testemunhos e evidências” de supostas irregularidades em seções eleitorais de comunidades árabes.
O partido acusa o Ra'am, legenda liderada por Mansour Abbas, de comprar votos com "envelopes com dinheiro", ameaçar eleitores e promover votações em dupla identidade.
Também alega ter identificado outras irregularidades durante a votação.
“Exigimos do Comitê Central Eleitoral uma resposta imediata para investigar esses crimes penais que prejudicaram de forma extrema a integridade das eleições em Israel e os resultados eleitorais. Isso é um ataque grave à democracia israelense e ao direito de voto dos cidadãos de Israel. Os órgãos de aplicação da lei devem agir com mão de ferro e de forma imediata”, diz o comunicado.
Três pessoas foram detidas sob suspeita de tentar comprar votos para o Ra'am.
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Impasse
Com a apuração das eleições, o bloco liderado por Netanyahu soma 53 assentos no Parlamento
Já o grupo de oposição, liderado por Gadi Eisenkot, tem 48.
Nenhum dos dois alcançou os 61 assentos necessários para garantir maioria no Knesset, que tem 120 cadeiras.
Os partidos árabes, Joint List e Ra'am, conquistaram juntos 19 assentos, um resultado histórico que pode ampliar seu peso nas negociações para a formação do próximo governo.
Esse grupo historicamente desconfiava do seu peso nas eleições israelenses.
Muitos dos árabes não votavam.
No entanto, ainda não há uma aliança consolidada entre as legendas árabes e o bloco de oposição.
Eisenkot também enfrenta obstáculos para formar uma coalizão sem o apoio desses partidos.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, deverá consultar as bancadas parlamentares antes de indicar quem terá a oportunidade de tentar formar o próximo governo.
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