Cérebro por trás da fuga de Flávio é Marco Rubio, diz aliado de Trump
Segundo o empresário mexicano Simón Levy, o senador brasileiro já está em território americano
Aliado de Donald Trump, o empresário mexicano Simón Levy atribuiu ao Secretário de Estado americano, Marco Rubio, a operação de fuga que levou Flávio Bolsonaro aos EUA.
Segundo o empresário, o senador brasileiro já está em território americano.
"Como relatei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos.
O cérebro por trás dessa operação é o Secretário de Estado dos EUA Marco Rubio.
Dos Estados Unidos, livre e seguro, Flávio liderará a oposição contra Lula", publicou Levy no X.
A fuga de Flávio
Aliados do senador confirmaram a O Antagonista que ele deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos, onde vive foragido o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, seu irmão.
O senador foi intimado na segunda, 26, a entregar seus passaportes e também impedido de deixar o país. Ele tinha até as 11 horas desta terça para entregar os documentos, mas não o fez.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a entrega dos passaportes e proibiu Flávio de deixar o território nacional diante do risco de uma eventual saída do Brasil enquanto avançam as investigações que envolvem o senador.
A medida foi tomada no inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas na relação de Flávio com o advogado Willer Tomaz, que vive nos Estados Unidos.
PF tinha pressa
A Polícia Federal pediu a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro apenas sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar a derrota do candidato à Presidência do PL no segundo turno.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, atendeu à solicitação ainda na noite de domingo, 25, sem nem ao menos consultar a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo O Globo, a representação da PF tem 16 páginas e foi assinada digitalmente às 21h16 de domingo.
A vitória de Lula foi matematicamente confirmada pela Justiça Eleitoral às 21h09.
O pedido se baseia no fato de Flávio ser listado como “usuário master” de uma conta da Alcazar Holding, a empresa mantida pelo advogado Willer Tomaz na Ilha da Madeira, em Portugal.
Além disso, a PF teria argumentado que o advogado, que “dispõe de recursos financeiros suficientes para permanecer indefinidamente no exterior, caso assim deseje”, está em Miami, nos Estados Unidos, desde 25 de agosto, sem previsão de retorno.
A PF também demonstrou preocupação com a declaração do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro na qual ele defendeu a saída do irmão do Brasil, caso ele perdesse a eleição.
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