PT e aliados iniciam perseguição a rivais
Políticos da esquerda pediram passaporte de Flávio Bolsonaro e querem impedir que Deltan Dallagnol tome posse como senador
"Eu amo vocês", disse Lula (foto), com sua voz rouca aos seus eleitores na Avenida Paulista, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarar a sua vitória nas urnas no domingo, 25.
O amor de Lula e dos petistas, contudo, é só para aqueles que comungam da mesma causa.
Para os demais, restam ódio e perseguição.
Uma página do PT do Paraná no Instagram divulgou uma imagem com a frase: "Deltan, você é o próximo".
O ex-promotor da Lava Jato Deltan Dallagnol comentou a mensagem na rede social X.
"Viva a 'democracia', eles disseram. Não deu nem 24 horas depois da eleição, o PT já ameaça os 3 milhões de votos que o Paraná confiou a mim. Enquanto isso, parlamentares da esquerda pedem a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro e prometem ir atrás de outras lideranças da direita. Esse é o 'governo do amor': ódio, vingança e perseguição contra quem ousa enfrentar o sistema", escreveu Deltan.
Nesta segunda, 26, os deputados federais Duda Salabert (Psol), Otoni de Paula (PSD) e Rogério Correia (PT) solicitaram a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro alegando risco de fuga após derrota do senador para Lula.
Flávio é alvo de duas investigações na Polícia Federal, uma sobre irregularidades no filme Dark Horse e outra sobre suas relações com o advogado Willer Thomaz.
"Urgente: Acabo de pedir a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro. O próximo passo desse bandido é tentar fugir do Brasil para não enfrentar os vários inquéritos em seu nome. Precisa ser preso logo. Não podemos permitir que ele se junte ao irmão nos EUA para tramar contra a soberania nacional!", escreveu Duda Salabert nas redes sociais.
No mesmo dia, à tarde, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais dizendo que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ordenou, no domingo, 25, que ele entregasse seu passaporte para a Polícia Federal.
"A decisão do Alexandre de Moraes se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro, em que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição", afirmou Flávio.
Em fevereiro do ano que vem, sem mandato, Flávio perderá o foro privilegiado. Contudo, o STF hoje entende que mesmo pessoas que não têm mais o foro continuam sendo julgadas na Corte.
A sanha de perseguir rivais da esquerda não é de agora.
Ao tomar posse em 1º de janeiro de 2023, Lula foi recebido pelo público aos gritos de "sem anistia".
Naquele dia, petistas em frente ao Palácio do Planalto pediam punição aos crimes que teriam sido cometidos no governo de Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19.
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