A reação de Musk aos números da vitória de Lula
Dono do X endossou a narrativa de que o segundo turno da eleição brasileira foi fraudado
O bilionário Elon Musk (foto) reagiu nesta segunda-feira, 26, a uma mensagem no X com os números da eleição presidencial no Brasil.
O perfil End Wokeness publicou:
"1º turno: Bolsonaro: 56,1 milhões de votos; Lula: 53,9 milhões de votos.
2º turno: Lula: 64,1 milhões de votos (+10,2 mi); Bolsonaro: 59,8 milhões de votos (+3,7 mi).
Para se ter uma ideia de quão improvável isso é: todos os candidatos eliminados no 1º turno somaram, juntos, 9,33 milhões de votos."
Para Elon Musk, "a conta não fecha".
Math doesn’t add up https://t.co/dJFpyGJBZr
— Elon Musk (@elonmusk) October 26, 2026
Com o comentário, Musk endossa a narrativa de que os números obtidos por Lula e Flávio Bolsonaro seriam suficientes para comprovar que o segundo turno da eleição brasileira foi fraudado.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, gravou um vídeo, em inglês, defendendo a tese.
"A situação fica ainda mais intrigante quando analisamos os números: os candidatos que ficaram em terceiro, quarto, quinto e sexto lugares — Renan Santos, com 2.650.887 votos; Caiado, com pouco mais de 2,6 milhões de votos; Zema, com 326 mil votos; e Augusto Cury, com quase 3,5 milhões de votos — somam, ao todo, pouco mais de 9 milhões de votos […] Estamos falando de um contingente de 9 milhões de votos. Quando Lula venceu, foi como se ele tivesse conquistado todos esses votos, somados a quase outros 2 milhões. É simplesmente inacreditável. Além disso, ao observar o mapa, vemos cidades marcadas em vermelho — onde Lula aumentou sua votação — e em azul — onde Flávio aumentou a sua. Estatisticamente, isso é impossível de acontecer", afirmou.
Fatores não contabilizados
A conta, no entanto, não considera a redução das abstenções no segundo turno e a diminuição de votos brancos e nulos.
Na eleição de 4 de outubro, 4,77% dos votos registrados foram brancos e nulos. No domingo, esse percentual caiu para 3,24% .
Além disso, há a possibilidade de eleitores que votaram em Flávio Bolsonaro no primeiro turno terem mudado seus votos no segundo turno, passando a escolher o candidato petista.
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