Lula descarta Haddad
Derrotado no primeiro turno para Tarcísio, ex-ministro da Fazenda fica em segundo plano no palanque e sem direito ao microfone
O ex-ministro da Fazenda do governo Lula, Fernando Haddad (na foto, ao fundo), não discursou em ato público da campanha na Avenida Paulista no domingo, 11.
Os discursos, proferidos de cima de um palco, duraram cerca de meia hora.
Falaram ao microfone Lula, Guilherme Boulos, Geraldo Alckmin, Janja, Rafael Fonteles, Elmano de Freitas, Jerônimo Rodrigues e a presidente da União Nacional dos Estudantes, Bianca Borges.
Haddad não pegou no microfone e ficou sempre em segundo plano.
No primeiro turno
Haddad foi derrotado no primeiro turno, em 4 de outubro, para o governador Tarcísio de Freitas.
Ele teve 36% dos votos.
Tarcísio, por sua vez, teve a melhor votação da história para um candidato ao governo do estado e ficou com 62%.
Tarcísio venceu em 99% dos municípios paulistas e 58% da nova bancada paulista na Câmara dos Deputados será de partidos que integram sua coligação.
Ao constatar que Haddad não poderá lhe agregar votos em sua ambição de reeleição, Lula o empurrou para o fundo do palanque.
Sacrifício
Haddad relutou o quanto pôde quando Lula insistia para que ele disputasse o governo do estado de São Paulo, onde o PT nunca foi vitorioso.
Em fevereiro deste ano, quando finalmente anunciou sua candidatura após um jantar com Lula, Haddad disse que fazia o sacrifício "porque nunca poderia negar um pedido do presidente".
Lula entendia que Haddad, apesar da derrota em 2022 para o governo de São Paulo, obteve uma boa votação (44%) no estado mais populoso, o que garantiu a vitória do petista em todo o Brasil, por dois pontos de diferença.
A única vitória eleitoral que Haddad teve na vida foi para prefeito de São Paulo, em 2012.
Ele terminou o mandato com aprovação de apenas 14% na capital paulista.
Os cargos mais importantes que Haddad teve na vida foram concessões de outros petistas, seja como ministro da Educação ou da Fazenda.
E, no cargo de ministro da Fazenda, tampouco teve qualquer autonomia para realizar um equilíbrio fiscal.
Haddad foi apenas o ministro que se dizia em público preocupado com as contas, enquanto Lula gastava o que não tinha.
Ganhou a péssima fama de Taxadd, por estar sempre aumentando impostos.
Depois de ser usado por Lula, Haddad agora foi descartado pelo seu mestre.
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