Os políticos que lideram as vaquinhas nesta eleição
Campeões do financiamento coletivo são aqueles que mais conseguem engajamento da base de apoiadores
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) regulamentou o financiamento coletivo de campanhas eleitorais em 2017.
Cada CPF pode doar, ao longo da campanha, no máximo 10% dos rendimentos brutos auferidos no ano. A doação anônima é proibida.
As regras passaram a valer já para a eleição de 2018. Naquele ano, Jair Bolsonaro e João Amoêdo, do Novo, foram os que mais receberam esses recursos.
Nas eleições presidenciais de 2022, as vaquinhas passaram a ser usadas principalmente por candidatos competindo a cargos proporcionais e a governador. O campeão daquele ano foi Vinicius Poit, do Novo, que tentou o governo de São Paulo.
Em geral, o ranking das vaquinhas serve como um bom indicador da capacidade de engajamento que os candidatos conseguem ter em suas bases de apoiadores.
Isso porque a vaquinha exige uma ação voluntária do eleitor — tirar o cartão do bolso ou fazer um Pix.
Políticos água com açúcar do Centrão quase nunca aparecem nesse ranking, em que geralmente se destacam os nomes mais ideológicos, aqueles com muitos seguidores nas redes sociais ou que têm pautas polêmicas e bem definidas.
É um medidor mais fiel do que os valores dos fundos partidário e eleitoral, que são distribuídos pelos caciques partidários.
Ranking
O site QueroApoiar, que permite o financiamento coletivo e é homologado pelo TSE, traz um ranking dos candidatos que mais arrecadaram.
Até a sexta, 7 de agosto, o candidato que mais tinha arrecadado era o candidato a presidente pela Missão Renan Santos.
Renan arrecadou 1,2 milhão de reais, doados por 20 mil apoiadores.
A média do valor de cada doação foi de 60 reais.
Em segundo lugar está Marcel Van Hattem, do Novo, com 569 mil reais. Ele é candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul.
Em terceiro vem Jones Manoel, do Psol, candidato a deputado federal por Pernambuco, com 535 mil reais.
Em julho, ele se esquivou de condenar os estupros cometidos pelo grupo terrorista Hamas, durante um debate.
"Eu apoio a emancipação da Palestina do rio ao mar. Eu apoio que se pare a barbárie, o genocídio que Israel está praticando não só contra o povo palestino, mas contra o povo libanês e contra o povo do Irã. Israel é uma besta nazisionista, é um regime de apartheid, um regime racista que é o mais próximo que nós temos do nazismo hoje", afirmou o candidato.
Em quarto no ranking vem Rodrigo Spada, candidato a deputado federal pelo PSD, com 403 mil reais.
Em quinto aparece mais um membro da Missão, o deputado federal Kim Kataguiri, que desistiu de concorrer ao governo de São Paulo em julho. Kataguiri amealhou 206 mil reais.
O ranking completo pode ser conferido aqui.
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