Ministro de Lula nega concorrer como vice de Campos em PE
Silvio Costa Filho quer uma vaga no Senado, mas vai precisar disputar espaço na coligação de Lula e Campos com Marília Arraes
Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Solidariedade, foto) divulgou uma nota para dizer que não vai compor chapa como vice com o prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao governo de Pernambuco neste ano.
Eleito deputado federal em 2022, ele pretende concorrer ao cargo de senador, mas vai ter de lutar por uma das duas vagas da coligação de Campos, que está concorrida.
"Não existe qualquer possibilidade de eu compor a chapa majoritária como candidato à (sic) vice-governador de João Campos no estado de Pernambuco, como vem sendo veiculado em alguns meios de comunicação. Nosso projeto está muito claro. Disputar o Senado federal ao lado do presidente Lula e de todos que sonham com um Pernambuco mais forte", disse Silvio Costa.
"Não tem volta atrás"
A mensagem do ministro foi publicada após a ex-deputada Marília Arraes dizer que sua candidatura ao Senado "não tem volta atrás". Ela deve trocar o Solidariedade pelo PDT para concorrer.
"Hoje, assumo a responsabilidade. Não tem volta atrás. Eu não tenho direito de fazer isso com mais de 40% da população de Pernambuco, que quer que a gente esteja no Senado. Meu governador é João Campos. Meu presidente é o presidente Lula. A gente precisa ter força, força para aguentar a pressão. E quem não tiver força para aguentar a pressão fique dentro de casa. Quero que as minhas três filhas escutem, mais na frente, que a mãe dela foi e é uma política que tem posicionamento, que respeita o povo de Pernambuco, que respeita a esperança das três filhas", disse Marília em post no Instagram.
Ela deve concorrer por uma vaga com Silvio Costa, já que a outra está reservada para a tentativa de reeleição de Humberto Costa (PT).
"Narrativas não se sobrepõem aos fatos"
O anúncio de Marília causou incômodo no Solidariedade. O deputado Paulinho da Força, presidente nacional do partido, divulgou uma nota para dizer que "o Solidariedade não pode ser responsabilizado por debates prematuros ou por cenários que sequer estão formalmente constituídos".
"Não há como assegurar participação em palanque de terceiro partido que ainda não se encontra estruturado", diz Paulinho na nota, na qual sugeriu mágoa com Marília:
"É importante recordar que, ao deixar o PT para disputar o governo do estado, diante da ausência de espaço partidário naquela legenda, foi o Solidariedade quem a acolheu com lealdade, garantindo sua candidatura sem ceder a qualquer tentativa de ingerência ou a arranjos que pudessem comprometer seu projeto eleitoral."
O presidente do Solidariedade disse ainda que "narrativas não se sobrepõem aos fatos" e que "a marca do Solidariedade é clara: palavra dada, palavra cumprida, um princípio que, infelizmente, nem sempre prevalece na política brasileira".
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