Irã se prepara para ataque americano
Imagens de satélite revelam que Irã acelera obras de defesa enquanto negociações com os Estados Unidos não avançam
Imagens de satélite divulgadas nesta semana mostram equipes iranianas erguendo barreiras de terra, cobrindo instalações e reconstruindo estruturas militares danificadas, enquanto contatos diplomáticos indiretos com os Estados Unidos continuam sem acordo.
As fotografias analisadas pela Reuters indicam atividades no complexo de Parchin, onde uma nova estrutura foi protegida por camadas de concreto e solo. Em Isfahan, acessos de túneis ligados ao programa nuclear foram soterrados, e em áreas próximas a Natanz surgiram reforços em entradas subterrâneas. Segundo analistas ouvidos pela Reuters, esse tipo de intervenção pode reduzir a vulnerabilidade a misseis teleguiados e dificulta ataques aéreos de precisão.
O movimento ocorre após danos recentes em bases associadas a mísseis. Instalações em regiões como Shiraz e Qom passam por reconstrução e reorganização logística. As imagens também sugerem dispersão de equipamentos para locais menores, medida que dificulta a destruição simultânea de material sensível.
Relatos indicam que, paralelamente, a Guarda Revolucionária realizou exercícios militares e intensificou coordenação com grupos aliados no Líbano, na Síria e no Iêmen.
Sistemas de defesa aérea foram reposicionados perto de instalações nucleares e unidades treinaram uso de depósitos subterrâneos e rotas internas de transporte. O objetivo descrito por analistas é aumentar o custo de uma eventual operação americana sem iniciar confronto direto.
Forças navais iranianas realizaram manobras com drones e mísseis costeiros nas proximidades do Estreito de Ormuz com o apoio de embarcações da Rússia e China, enquanto autoridades civis conduziram preparativos de emergência em cidades próximas a refinarias.
Por outro lado, bases que abrigam militares americanos no Iraque, frequentemente citadas por milícias pró-iranianas como possíveis alvos, reforçaram abrigos e restringiram deslocamentos de pessoal.
Essa tensão já produz efeitos econômicos, com o preço do petróleo registrando oscilações com o risco de interrupção dos transportes, e seguradoras elevaram prêmios para navios que atravessam a região. Cerca de um quinto do petróleo transportado por via marítima no mundo passa pelo estreito, o que torna o mercado amais reativo a qualquer incidente.
Diplomatas europeus tentam manter negociações e discutem medidas de contenção, enquanto Washington afirma que responderá a ataques contra suas forças. Autoridades iranianas dizem aceitar um acordo que alivie sanções, desde que não haja novas pressões militares.
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