O suspense do PL sobre candidatos ao Senado no RJ
Com Flávio candidato a presidente, Carlos Portinho surge como pré-candidato à reeleição no estado
O senador Carlos Portinho (PL-RJ, à direita na foto) saiu da visita a Jair Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar, a Papudinha, nesta quarta-feira, 18, dizendo ser pré-candidato à reeleição no Rio de Janeiro.
"Eu sou pré-candidato ao Senado", disse o líder do PL no Senado a jornalistas.
"O presidente deve ter uma conversa com o Flávio na sequência, quando o Flávio voltar ao Brasil, para que a gente possa representar no Senado e mudar a situação no nosso país", acrescentou.
Até o final de 2025, dois nomes despontavam no partido de Valdemar Costa Neto como candidatos ao Senado: o do governador Cláudio Castro, que não poderá disputar a reeleição, e o de Flávio Bolsonaro.
Antes de receber o apoio do pai para disputar a Presidência, Flávio era favorito ao cargo de senador pelo Rio de Janeiro.
Cláudio Castro
O governador Cláudio Castro irá se reunir com o presidente do PL no Rio de Janeiro, Altineu Côrtes, e com o filho 01 de Bolsonaro na semana que vem para definir o seu futuro.
Há um vácuo de poder no estado desde que Thiago Pampolha deixou o cargo de vice-governador para ocupar uma vaga no Tribunal de Contas do estado.
Sem vice no Rio, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) fará uma eleição para escolher um governador para um mandato-tampão, caso Castro deixe o cargo.
De olho em seu sucessor, o governador planeja apoiar a candidatura de Nicola Miccione, secretário da Casa Civil do Rio de Janeiro, tanto ao governo do estado quanto para o mandato-tampão.
O PT, por sua vez, deve lançar André Ceciliano, ex-presidente da Alerj. Se vencer, ele irá assumir o governo do estado no período eleitoral e garantir um palanque a Lula no Rio.
Porta aberta
A mudança de Carlos Bolsonaro para Santa Catarina, onde será candidato ao Senado, deixou uma porta aberta para Flávio.
Se o filho 01 desistir de se candidatar à Presidência, ele poderia tentar se reeleger no Rio.
Apesar da "grife Bolsonaro", Flávio tem uma elevada rejeição.
Palanque fraco
O vácuo no poder do Rio de Janeiro pode deixar um palanque fraco para Flávio Bolsonaro no estado.
Sem um candidato forte à sucessão de Castro, caberia ao pré-candidato à Presidência fazer o nome candidato do partido em vez de o escolhido da legenda ajudar a elegê-lo.
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