Como o desfile eleitoreiro de Lula repercutiu no exterior
Veículos de outros países citaram críticas da oposição, que podem atrapalhar a candidatura de Lula este ano
O uso político do desfile da Acadêmicos de Niterói pelo presidente Lula não passou despercebido pela imprensa estrangeira que comentou o Carnaval no Rio de Janeiro no domingo, 15.
"O desfile apresentou carros alegóricos, fantasias e canções claramente elogiosas ao presidente, celebrando suas políticas sociais... mas a exibição alimentou um intenso debate sobre os limites nebulosos entre a celebração cultural e a campanha política", escreveu a agência americana Associated Press (AP).
"Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e suas esposas participaram da carreata, apesar dos riscos apontados por analistas jurídicos sobre a presença deles, já que poderia desencadear processos no tribunal eleitoral brasileiro antes e depois das eleições de outubro", diz também a AP.
"O Carnaval do Rio de Janeiro começou com uma homenagem controversa a Luiz Inácio Lula da Silva, criticada pela oposição como propaganda eleitoral em um ano em que o presidente buscará um novo mandato", afirmou a agência AFP.
"Figuras da oposição argumentam que a homenagem ultrapassa os limites legais... queixando-se de que a Acadêmicos de Niterói recebeu fundos públicos para realizar um desfile que funciona como um anúncio político de alto perfil", escreveu a agência alemã Reuters.
"O desfile gerou críticas da oposição porque as próximas eleições gerais do Brasil, que também elegerão o presidente do país, ocorrerão em outubro. Os críticos argumentam que a homenagem pode ser vista como propaganda eleitoral antecipada e uma possível violação das regras de campanha antes da eleição", afirmou a britânica BBC.
"Foi a confirmação de uma homenagem que havia sido noticiada dias antes e que inclusive motivou uma queixa da oposição, que considerou o desfile equivalente a um evento de campanha eleitoral antes das eleições presidenciais de outubro deste ano, nas quais o líder do Partido dos Trabalhadores buscará a reeleição", escreveu o jornal argentino Clarín.
"Especificamente, [os opositores] argumentaram que se tratou de campanha antecipada por parte de uma agremiação que recebe financiamento público. Os tribunais, contudo, recusaram-se a proibir o desfile, embora o Tribunal Eleitoral tenha deixado claro que ele poderia ser alvo de investigação", segue o Clarín.
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