Zelensky cobra sanções contra a energia nuclear russa
As duas maiores empresas de petróleo russas --Rosneft e Lukoil-- foram alvo de sanções dos EUA em outubro de 2025
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, cobrou nesta segunda-feira, 16, sanções contra a Rosatom, companhia estatal russa de energia nuclear.
Para o líder ucraniano, sancionar a energia nuclear russa seria uma "mensagem poderosa" para os europeus.
Representantes de Rússia, Ucrânia e Estados Unidos voltarão a se reunir na terça, 17, em Genebra, na Suíça, para discutir o fim da invasão russa à Ucrânia.
"Sanções totais significam totais. O presidente Trump tomou medidas enérgicas ao sancionar a Lukoil e a Rosneft. Agradecemos a ele. Ele pode sancionar toda a sua atividade energética, em particular a energia nuclear. E isso será uma mensagem poderosa para os europeus.
Os europeus já fizeram muito. Mas ainda não sancionaram a energia nuclear russa, a Rosatom, as pessoas e seus parentes, seus filhos, que vivem do dinheiro deles na Europa, nos Estados Unidos, que pagam com esses lucros seus estudos em universidades europeias, que possuem imóveis nos Estados Unidos. Muitos imóveis. Eles sustentam financeiramente filhos e parentes em todos os lugares", escreveu o presidente da Ucrânia no X.
Zelensky subiu o tom da mensagem, mandando os familiares e executivos da Rosatom, que vivem na Europa e nos EUA, voltarem para a casa.
"Vão se foder para a Rússia. Voltem para casa. Vocês não respeitam ninguém nos Estados Unidos. Vocês não respeitam as regras. Vocês não respeitam a democracia. Vocês não respeitam a Ucrânia nem a Europa. Voltem para casa."
Sanções dos EUA contra petrolíferas russas
O governo Trump aplicou, em 22 de outubro de 2025, sanções contra as duas maiores empresas de petróleo russas --Rosneft e Lukoil-- em resposta à recusa do ditador russo, Vladimir Putin, em pôr fim à guerra na Ucrânia.
Em comunicado oficial, o Tesouro dos EUA afirmou que as novas sanções foram necessárias em decorrência da “falta de comprometimento” da Rússia com um processo de paz na Ucrânia.
Segundo o governo Trump, a pressão degrada a capacidade de Moscou de arrecadar “recursos para sua máquina de guerra e sustentar sua economia enfraquecida”.
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