Elon Musk tenta escalar xAI enquanto executivos saem
Saída de cofundador da xAI ocorre enquanto empresa de Musk tenta captar bilhões e competir com Microsoft e Google
Tony Wu, cofundador da xAI, deixou a empresa de Elon Musk após uma sequência recente de saídas de executivos técnicos enquanto a startup acelera o lançamento de novas versões do chatbot Grok.
Segundo a Bloomberg, Wu saiu poucos meses depois de outras baixas importantes na equipe responsável pelos modelos de inteligência artificial, movimento que marca mais uma mudança interna na companhia.
Em setembro de 2025 a xAI realizou a dispensa de aproximadamente 500 rotuladores de conteúdo que participavam do treinamento do Grok. O diretor financeiro e o conselheiro jurídico da empresa já haviam deixado seus cargos depois de passar pouco tempo nas funções.
A xAI nasceu em 2023 com a proposta de criar sistemas menos restritivos e integrados à rede social X. Desde então, Musk passou a apresentar o projeto como eixo de seus negócios digitais, usando dados da plataforma, grande capacidade de processamento e assinaturas pagas.
A empresa busca captar alguns bilhões de dólares para ampliar centros de processamento e treinar modelos maiores, numa corrida por poder computacional que virou o principal gargalo do setor.
A disputa ocorre num mercado já dominado por grupos com acesso antecipado a chips e infraestrutura. Microsoft, Google e outras companhias operam redes próprias de data centers, enquanto novas empresas precisam comprar capacidade ou firmar parcerias.
Isso aumenta custos e reduz o tempo disponível para testes. Nesse contexto, a rotatividade de lideranças técnicas ganha peso porque projetos de inteligência artificial dependem de continuidade em pesquisa e treinamento dos modelos.
A xAI tenta compensar a diferença usando o fluxo constante de dados do X para melhorar respostas do chatbot. A aposta é que a interação em tempo real acelere o aprendizado do sistema, embora também amplie riscos de moderação e qualidade, temas já sensíveis na plataforma.
A saída de Wu não altera o cronograma anunciado por Musk, mas reforça que a disputa pela inteligência artificial envolve não só tecnologia, e sim financiamento e capacidade de manter equipes especializadas por longos ciclos de desenvolvimento.
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