Gilmar celebra derrota de André Ventura em Portugal
Político do Chega é um dos principais críticos do Gilmarpalooza no país
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, celebrou nesta segunda-feira, 9, a vitória do socialista António José Seguro em Portugal e, consequentemente, a derrota de André Ventura, do Chega.
"Cumprimento o presidente eleito de Portugal, António José Seguro, pela expressiva vitória nas urnas, manifestação inequívoca da confiança do povo português e da vitalidade de suas instituições democráticas.
O resultado reafirma a tradição democrática de Portugal e a solidez de seus mecanismos institucionais de alternância de poder, fundamentais para a estabilidade política do país.
Que o novo mandato seja marcado pelo contínuo fortalecimento do Estado de Direito e pela ampliação da cooperação entre as nações democráticas", escreveu o decano no X.
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Gilmarpalooza
Gilmar Mendes é sócio-fundador do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), que realiza anualmente o Fórum de Lisboa, mais conhecido como Gilmarpalooza, no qual a elite política, judicial e empresarial brasileira se reúne longe do povo.
No começo, o nome era Fórum Jurídico de Lisboa, mas o termo “Jurídico” foi removido, já que há envolvimento de outros setores.
André Ventura é um dos principais críticos do evento organizado pelo IDP em Portugal.
Em 2025, o presidente do Chega prometeu fazer uma investigação própria sobre "influência, patrimônio e rede de interesses" do decano.
"Todos sabemos que o Governo Lula e os seus amigos tiveram e ainda têm em Portugal um lote grande de amigos que lhes apara os golpes, mesmo tendo em conta a ditadura em que o Brasil se está a tornar. Esse tempo, no que depender do CHEGA, vai acabar", disse.
Apesar da pressão, o Gilmarpalooza de 2026 já está confirmado.
"Orgia da promiscuidade"
Criticado desde a raiz em O Antagonista e Crusoé, o Fórum de Lisboa também foi criticado em 2024 pelo colunista João Paulo Batalha, consultor de políticas anticorrupção da revista Sábado, devido à "orgia de promiscuidade" no evento.
"Todos os anos, Lisboa acolhe um encontro de que nunca ouviu falar, mas que é uma autêntica parada de poderes promíscuos.
Que diria de um juiz que andasse em almoços, jantares e eventos de charme com empresários que têm processos pendentes junto desse mesmo juiz?
Diria provavelmente que é corrupto ou que, no mínimo, estava a violar o seu mais elementar dever de reserva e recato, expondo-se a um conflito de interesses que põe em causa o seu julgamento.
E se esse encontro de confraternização e palmadinhas nas costas acontecesse às claras, com datas marcadas e site na Internet, disfarçado apenas pelo véu (aliás, muito transparente) de um evento académico?
(…) Bem-vindo ao ‘Fórum de Lisboa’."
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