Crise entre Pochmann e servidores do IBGE vai afetar divulgação do PIB?
Pelo menos três servidores da divisão responsável pelos cálculos do PIB pediram desligamento de seus cargos
A crise entre o presidente do IBGE, Marcio Pochmann (à direita na foto), e os servidores de carreira do instituto ganhou um novo capítulo.
Pelo menos três servidores da divisão responsável pelos cálculos do PIB pediram desligamento de seus cargos, faltando pouco mais de um mês para a divulgação do Produto Interno Bruto de 2025.
Cristiano Martins, gerente de Bens e Serviços do IBGE, Claudia Dionísio, gerente das Contas Nacionais Trimestrais, e Amanda Tavares, gerente substituta da área, entregaram seus cargos em solidariedade à coordenadora das Contas Nacionais, Rebeca Palis, afastada pela direção do IBGE.
Servidores concursados, os recém-desligados continuam trabalhando no instituto e na área das Contas Nacionais.
Segundo O Globo, funcionários do IBGE suspeitam que a exoneração de Rebeca Palis tenha ocorrido em represália aos gerentes e coordenadores que assinaram uma carta de repúdio a ações da gestão de Pochmann.
A data prevista para a divulgação do PIB de 2025 é 3 de março de 2026.
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Pochmann, o “presidente paralelo” do IBGE
Funcionários da área de comunicação do IBGE divulgaram uma carta em 31 de janeiro de 2025, acusando o presidente do instituto, Marcio Pochmann, de usar o cargo para promover-se politicamente.
No documento assinado por 300 servidores, o grupo protesta contra a gestão de Pochmann no ambiente digital, o qual definiram como “presidente paralelo”.
“Saturou a página do IBGE na internet, a Agência IBGE e as redes sociais do Instituto com notícias sobre o presidente e suas realizações”, dizia um trecho do manifesto.
Segundo os funcionários, Pochmann usa o cargo de presidente do instituto para ter “agenda paralela incluindo contatos com diversos políticos locais” e privilegia um grupo fechado de auxiliares escolhidos de fora do IBGE.
A distância de Pochmann com a imprensa também foi criticada pelos servidores.
“Até hoje não deu uma coletiva para a imprensa que cobre o IBGE rotineiramente, preferindo falar com correspondentes estrangeiros, blogueiros amigos ou com veículos isolados, escolhidos sem qualquer transparência”, disseram.
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