Crusoé
06.09.2026 Fazer Login Assinar
Crusoé
Crusoé
Fazer Login
  • Acervo
  • Edição diária
Edição Semanal
Pesquisar
crusoe

X

  • Olá! Fazer login
Pesquisar
  • Acervo
  • Edição diária
  • Edição Semanal
  • Entrevistas
  • O Caminho do Dinheiro
  • Ilha de Cultura
  • Leitura de Jogo
  • Poder
  • Colunistas
  • Assine já
    • Princípios editoriais
    • Central de ajuda ao assinante
    • Política de privacidade
    • Termos de uso
    • Política de Cookies
    • Código de conduta
    • Política de compliance
    • Baixe o APP Crusoé
E siga a Crusoé nas redes
Facebook Twitter Instagram
Edição Semana 395

O Brazil não conhece o Brasil

Sem energia, sem logística e sem estrutura, ninguém quer, ou consegue, permanecer no meio da floresta

avatar
Izabela Patriota
4 minutos de leitura 21.11.2025 03:30 comentários 3
O Brazil não conhece o Brasil
Moradora de Vila da Barca, em Belém. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
  • Whastapp
  • Facebook
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

A reação brasileira ao chanceler alemão mostrou mais sobre o ego nacional do que sobre Belém.

Os brasileiros não conhecem a própria Amazônia, tampouco Belém e seus desafios.

E isso não é questão de opinião: os rankings nacionais de turismo mostram isso ano após ano.

Belém não aparece entre os destinos mais visitados do Brasil.

Nunca figura no top 10, top 20, nem top 30.

Em 2023 ficou em 33º lugar entre os destinos mais procurados durante a pandemia.

Em 2025, só entrou em alguma lista relevante porque virou “destino emergente” em virtude da COP, num pico artificial que precisará ser testado nos dados de 2026.

A verdade é que os brasileiros não elegem Belém como destino turístico.

Se a falta de estrutura veio antes ou depois da falta de interesse dos visitantes, o fato permanece: Belém sabidamente não tinha os atributos necessários para receber um evento de tal porte.

Naturalmente, isso foi notado pelos visitantes, sobretudo os de países desenvolvidos, como o chanceler alemão Friedrich Merz, que comentou que seus jornalistas ficaram aliviados em retornar ao país de origem.

A ofensa coletiva soa hipócrita, ou no mínimo curiosa, quando a vasta maioria dos brasileiros nunca colocou os pés na região.

Quando a primeira-dama Janja responde dizendo que a impressão do chanceler foi apenas porque “não tomou tacacá”, “não viu carimbó”, “não experimentou a aparelhagem”, ela esquece, ou tenta omitir, que tampouco o fizeram os brasileiros.

A própria Janja afirmou na mesma declaração que ela também ainda não fez nada disso durante a COP.

O ditado de que o brasileiro não conhece a Amazônia é verdadeiro. Fingir o contrário é patriotismo performático.

Os brasileiros não podem se sentir pessoalmente atacados quando um estrangeiro comenta algo óbvio: falta infraestrutura.

Sem energia, sem logística e sem estrutura, ninguém quer, ou consegue, permanecer no meio da floresta.

Colocar um megaevento ali, exigindo obras e deslocamentos enormes, apenas evidencia a contradição.

O intuito do chanceler, ao afirmar que a Alemanha é um dos países mais bonitos do mundo no Congresso Alemão do Comércio, era exaltar a pujança econômica do próprio país.

A Alemanha só é desenvolvida e bonita porque fez uso dos seus recursos naturais a seu favor, e porque transformou essa exploração em riqueza e infraestrutura.

Não é possível falar em desenvolvimento sem a exploração dos próprios recursos. É isso, aliás, que a Amazônia merece: desenvolvimento, e não isolamento.

A fala do chanceler deveria ter apenas desnudado a hipocrisia óbvia: só existe desenvolvimento quando há exploração dos próprios recursos naturais.

A Amazônia não é museu e é muito cômodo pedir que permaneça intocada, enquanto se vive no conforto de um país desenvolvido após séculos de exploração doméstica.

Os europeus não querem cortar a Amazônia, mas também não querem admitir que nada ali se sustenta sem uma economia pujante.

Uma cobrança externa por preservação ambiental absoluta, às custas do subdesenvolvimento de quem vive na floresta, é supérflua.

Em tese, a COP e países como a Alemanha deveriam endereçar justamente o desenvolvimento da região e de suas populações.

Izabela Patriota é diretora de relações internacionais do Lola Brasil e colaboradora no programa Young Voices

Instagram: @patriota_iza

X: @iza_patriota

As opiniões dos colunistas não necessariamente refletem as de Crusoé e O Antagonista

Diários

Crusoé nº 436: Xerife suspeito

Redação Crusoé Visualizar

Ausência em debates importa para o eleitor?

Redação Crusoé Visualizar

Ruas pede cassação de Paes por propaganda eleitoral

Redação Crusoé Visualizar

Transparência Internacional defende afastamento de Moraes

Guilherme Resck Visualizar

A guerra do delivery: iFood vs Keeta vs 99

José Inácio Pilar Visualizar

Amiga de Lulinha se defende nas redes sociais e alega misoginia

Redação Crusoé Visualizar

Mais Lidas

A burocratização do mal

A burocratização do mal

Visualizar notícia
A guerra do delivery: iFood vs Keeta vs 99

A guerra do delivery: iFood vs Keeta vs 99

Visualizar notícia
Amiga de Lulinha se defende nas redes sociais e alega misoginia

Amiga de Lulinha se defende nas redes sociais e alega misoginia

Visualizar notícia
Brigadeiro indigesto

Brigadeiro indigesto

Visualizar notícia
Censura em campanha

Censura em campanha

Visualizar notícia
Crusoé nº 436: Xerife suspeito

Crusoé nº 436: Xerife suspeito

Visualizar notícia
O Brasil de cabeça para baixo

O Brasil de cabeça para baixo

Visualizar notícia
Por que as plateias estão vazias?

Por que as plateias estão vazias?

Visualizar notícia
Quem representa os judeus?

Quem representa os judeus?

Visualizar notícia
Renan Santos e o Judiciário que dita o algoritmo

Renan Santos e o Judiciário que dita o algoritmo

Visualizar notícia

Tags relacionadas

Belém

COP30

turismo

< Notícia Anterior

O Agente Secreto do intelectual orgânico

14.11.2025 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
Próxima notícia >

O braço violento de Maduro na América Latina

28.11.2025 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
author

Izabela Patriota

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (3)

Marcelo Tolaine Paffetti

2025-11-22 15:33:09

O problema do meio ambiente passa pelos interesses financeiros de quem que explorar, aos interesses financeiros das ONGs.


Maria Das Gracas De Souza Mayrink

2025-11-22 14:26:13

O alemão falou a verdade e aí doeu ai doeu!


Albino

2025-11-21 07:26:35

Muito bom!


Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (3)

Marcelo Tolaine Paffetti

2025-11-22 15:33:09

O problema do meio ambiente passa pelos interesses financeiros de quem que explorar, aos interesses financeiros das ONGs.


Maria Das Gracas De Souza Mayrink

2025-11-22 14:26:13

O alemão falou a verdade e aí doeu ai doeu!


Albino

2025-11-21 07:26:35

Muito bom!



Notícias relacionadas

Geopolítica da inteligência artificial

Geopolítica da inteligência artificial

Márcio Coimbra
04.09.2026 03:30 5 minutos de leitura
Visualizar notícia
A paz sombria dos estádios

A paz sombria dos estádios

Rodolfo Borges
04.09.2026 03:30 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
Xerife suspeito

Xerife suspeito

Duda Teixeira, Wilson Lima
04.09.2026 03:30 11 minutos de leitura
Visualizar notícia
O fenômeno Cury ainda não é maior que a polarização

O fenômeno Cury ainda não é maior que a polarização

Roberto Reis
04.09.2026 03:30 6 minutos de leitura
Visualizar notícia
Crusoé
o antagonista
Facebook Twitter Instagram

Acervo Edição diária Edição Semanal

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41
Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Acervo Edição diária

Edição Semanal

Facebook Twitter Instagram

Assine nossa newsletter

Inscreva-se e receba o conteúdo de Crusoé em primeira mão

Crusoé, 2026,
Todos os direitos reservados
Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem somos Princípios Editoriais Assine Política de privacidade Termos de uso