Crusoé
10.06.2026 Fazer Login Assinar
Crusoé
Crusoé
Fazer Login
  • Acervo
  • Edição diária
Edição Semanal
Pesquisar
crusoe

X

  • Olá! Fazer login
Pesquisar
  • Acervo
  • Edição diária
  • Edição Semanal
  • Entrevistas
  • O Caminho do Dinheiro
  • Ilha de Cultura
  • Leitura de Jogo
  • Poder
  • Colunistas
  • Assine já
    • Princípios editoriais
    • Central de ajuda ao assinante
    • Política de privacidade
    • Termos de uso
    • Política de Cookies
    • Código de conduta
    • Política de compliance
    • Baixe o APP Crusoé
E siga a Crusoé nas redes
Facebook Twitter Instagram
Diários

Embraer no olho do furacão de Trump

A falta de uma estratégia diplomática clara e a escalada retórica entre Brasília e Washington nos últimos dias deixam o setor tenso

avatar
José Inácio Pilar
3 minutos de leitura 21.07.2025 10:05 comentários 2
Embraer no olho do furacão de Trump
Imagem: Embraer
  • Whastapp
  • Facebook
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

As recentes ameaças de tarifas e sanções comerciais impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros acenderam um sinal de alerta no setor industrial, especialmente na Embraer, terceira maior fabricante de aeronaves do mundo.

A tensão entre os dois países, acirrada após medidas unilaterais do governo Trump, pode ter impactos diretos sobre a companhia, cujos laços com o mercado norte-americano vão muito além da exportação de aeronaves.

Em recente entrevista à Folha de S.Paulo, o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, afirmou que cerca de 45% do custo de produção de cada aeronave da empresa é composto por conteúdo originário dos EUA.

Isso significa que quase metade dos componentes, sistemas e tecnologias embarcadas nos jatos da companhia tem origem em fornecedores americanos.

Trata-se de uma cadeia de suprimentos altamente integrada, o que, segundo o executivo, torna as tarifas uma ameaça não apenas ao Brasil, mas também à própria indústria dos Estados Unidos.

Além da dependência de peças, a relação comercial com os EUA é fundamental para a Embraer. Cerca de 45% das exportações de jatos comerciais da fabricante têm como destino os Estados Unidos — no segmento de jatos executivos, o percentual sobe para 70%.

Esses números evidenciam o peso do mercado americano para a sustentabilidade financeira da empresa, e tornam qualquer obstáculo alfandegário potencialmente nefasto.

O temor é que, caso as tarifas anunciadas por Donald Trump sejam de fato implementadas, o impacto vá além do aumento de custos logísticos e se reflita também em perda de competitividade em escala mundial.

O CEO da Embraer já classificou tarifas de 50% como “praticamente um embargo comercial” aos jatos brasileiros. Isso afetaria contratos em andamento, empregos e investimentos futuros.

Por outro lado, essa interdependência entre Brasil e EUA no setor aeronáutico também é vista como uma possível barreira contra retaliações mais duras.

Como muitas das peças usadas nos aviões brasileiros são produzidas em solo americano, sanções rigorosas poderiam prejudicar também fornecedores dos Estados Unidos — incluindo empresas de médio e grande porte da cadeia aeroespacial.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que deu entrevista hoje cedo à rádio CBN, mencionando a vulnerabilidade da Embraer, tem usado esse argumento para tentar conter os efeitos políticos da crise, apontando que as relações industriais entre os dois países são complexas e simétricas.

Ainda assim, a falta de uma estratégia diplomática clara e a escalada retórica entre Brasília e Washington nos últimos dias deixam o setor tenso e sem saber qual o destino da questão.

Em meio a esse cenário tumultuado e incerto, a Embraer mantém cautela. A empresa evita confrontos diretos e aposta na negociação bilateral para preservar seu acesso a um de seus mercados mais importantes — tanto como cliente quanto como fornecedor. O risco, porém, é grande e está no ar.

Diários

Janja explica por que Lula não vai à missa

Duda Teixeira Visualizar

"Estamos de volta", diz Witzel

Redação Crusoé Visualizar

"Preferimos a linguagem da diplomacia, mas falamos outras línguas com mais fluência"

Redação Crusoé Visualizar

Quando a dor dos outros vira entretenimento

Maristela Basso Visualizar

Censura de Nunes Marques é Direito Xandônico com sinal trocado

Duda Teixeira Visualizar

Carta do PT a evangélicos não menciona aborto

Redação Crusoé Visualizar

Mais Lidas

As menções a Toffoli no relatório que embasa pedido de tarifa

As menções a Toffoli no relatório que embasa pedido de tarifa

Visualizar notícia
Campanha artificial

Campanha artificial

Visualizar notícia
Carta do PT a evangélicos não menciona aborto

Carta do PT a evangélicos não menciona aborto

Visualizar notícia
Censura de Nunes Marques é Direito Xandônico com sinal trocado

Censura de Nunes Marques é Direito Xandônico com sinal trocado

Visualizar notícia
Do mar ao céu

Do mar ao céu

Visualizar notícia
"Estamos de volta", diz Witzel

"Estamos de volta", diz Witzel

Visualizar notícia
Janja explica por que Lula não vai à missa

Janja explica por que Lula não vai à missa

Visualizar notícia
Mais um fiasco para Datena?

Mais um fiasco para Datena?

Visualizar notícia
O doping comercial chinês

O doping comercial chinês

Visualizar notícia
Os influenciadores do crime

Os influenciadores do crime

Visualizar notícia

Tags relacionadas

Donald Trump

economia

Embraer

empresas aéreas

tarifaço

< Notícia Anterior

Poupado por Moraes, Eduardo segue com suas articulações

21.07.2025 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
Próxima notícia >

Para 82% dos brasileiros, emenda é sinônimo de corrupção

21.07.2025 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
author

José Inácio Pilar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (2)

F-35- Hellfire

2025-07-22 14:41:11

A Ford do Brasil tinha uma grande indústria de rádios para automóveis do mundo todo, produziam aqui e exportavam para todas as fábricas da Ford nos EUA, Inglaterra, Alemanha, Austrália, etc. Ficava em Guarulhos/SP. Seus funcionários tinham plano de saúde, assistência odontológica e salários acima da média. Lula, ainda como sindicalista, promoveu uma greve que parou essa indústria e as linhas de montagem da Ford pararam no mundo inteiro. A presidência da Ford nos EUA mandou fechar a fábrica e demitir seu pessoal. Os rádios passaram a ser fabricados em outro país. Lula nem se preocupou com as consequências de tal fato. Em breve veremos que o ex-metalúrgico não mudou.


MARCOS

2025-07-21 18:07:08

O EX-PRESIDIÁRIO SÓ ESTÁ FAZENDO O QUE PROMETEU: DESTRUIR O BRASIL. VINGANÇA.


Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (2)

F-35- Hellfire

2025-07-22 14:41:11

A Ford do Brasil tinha uma grande indústria de rádios para automóveis do mundo todo, produziam aqui e exportavam para todas as fábricas da Ford nos EUA, Inglaterra, Alemanha, Austrália, etc. Ficava em Guarulhos/SP. Seus funcionários tinham plano de saúde, assistência odontológica e salários acima da média. Lula, ainda como sindicalista, promoveu uma greve que parou essa indústria e as linhas de montagem da Ford pararam no mundo inteiro. A presidência da Ford nos EUA mandou fechar a fábrica e demitir seu pessoal. Os rádios passaram a ser fabricados em outro país. Lula nem se preocupou com as consequências de tal fato. Em breve veremos que o ex-metalúrgico não mudou.


MARCOS

2025-07-21 18:07:08

O EX-PRESIDIÁRIO SÓ ESTÁ FAZENDO O QUE PROMETEU: DESTRUIR O BRASIL. VINGANÇA.



Notícias relacionadas

Janja explica por que Lula não vai à missa

Janja explica por que Lula não vai à missa

Duda Teixeira
09.06.2026 16:39 4 minutos de leitura
Visualizar notícia
"Estamos de volta", diz Witzel

"Estamos de volta", diz Witzel

Redação Crusoé
09.06.2026 16:06 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
"Preferimos a linguagem da diplomacia, mas falamos outras línguas com mais fluência"

"Preferimos a linguagem da diplomacia, mas falamos outras línguas com mais fluência"

Redação Crusoé
09.06.2026 15:41 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
Quando a dor dos outros vira entretenimento

Quando a dor dos outros vira entretenimento

Maristela Basso
09.06.2026 11:37 5 minutos de leitura
Visualizar notícia
Crusoé
o antagonista
Facebook Twitter Instagram

Acervo Edição diária Edição Semanal

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41
Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Acervo Edição diária

Edição Semanal

Facebook Twitter Instagram

Assine nossa newsletter

Inscreva-se e receba o conteúdo de Crusoé em primeira mão

Crusoé, 2026,
Todos os direitos reservados
Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem somos Princípios Editoriais Assine Política de privacidade Termos de uso