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    O novo modelo de apoio militar à Ucrânia: EUA fabricam, UE paga

    Em encontro com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, Trump deixou claro que as armas seriam produzidas nos EUA, mas os custos deveriam ser arcados pelos países europeus

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    Redação Crusoé
    3 minutos de leitura 15.07.2025 13:15 comentários 0
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    A recente posição dos Estados Unidos em relação ao fornecimento de armas à Ucrânia revela uma nova abordagem, embora ainda repleta de incertezas.

    O presidente americano, Donald Trump, em uma declaração na última segunda-feira, 14 de julho, sinalizou que não se opõe mais à ideia de enviar armamentos para ajudar a Ucrânia em sua luta contra a Rússia. No entanto, ele enfatizou que a responsabilidade pelo financiamento recairá sobre os aliados europeus.

    Durante um encontro no Salão Oval com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, Trump deixou claro que as armas seriam produzidas nos EUA, mas os custos deveriam ser arcados pelos países europeus: "Nós não vamos comprá-las, mas iremos fabricá-las. E eles [os europeus] é que vão pagar", afirmou o presidente.

    Embora essa proposta não seja totalmente nova — já havia sido discutida entre membros da administração Biden e a equipe de Trump durante a transição de governo —, o novo presidente hesitou por meses em firmar um compromisso concreto.

    O foco inicial de Trump era atuar como mediador no conflito entre Rússia e Ucrânia. Contudo, ele agora admite que um acordo pacífico está distante.

    Defesa aérea Patriot

    Trump fez promessas otimistas sobre a entrega de sistemas de defesa aérea Patriot. Ele mencionou a possibilidade de transferir várias unidades em um futuro próximo e citou um país não identificado que estaria desativando 17 sistemas Patriot.

    Essa estratégia sugere uma troca, onde os europeus financiam o armamento enquanto se fortalece a defesa da Ucrânia.

    Para os líderes ucranianos, esse movimento representaria um avanço significativo na proteção contra ataques russos. No entanto, especialistas alertam que as declarações de Trump devem ser recebidas com cautela.

    Não há evidências públicas sobre a existência de 17 sistemas Patriot disponíveis para transferência; Israel é frequentemente mencionado nesse contexto, pois está modernizando sua própria defesa aérea e poderia estar se desfazendo de algumas unidades.

    Contudo, qualquer equipamento israelense precisaria passar por uma manutenção antes de ser enviado à Ucrânia, questionando assim as previsões otimistas sobre prazos para entrega.

    Durante uma visita a Washington, o ministro da Defesa alemão Boris Pistorius comentou que uma decisão sobre o envio dos sistemas Patriot poderia resultar em entregas dentro de meses.

    Entretanto, a questão do financiamento permanece em aberto. Até o momento, apenas a Alemanha e a Noruega se mostraram dispostas a financiar novas baterias Patriot para a Ucrânia.

    A Alemanha, por sua vez, quer assegurar um maior envolvimento dos aliados europeus neste esforço.

    Quem vai financiar?

    Ainda não está claro quais países estarão dispostos a contribuir financeiramente para esse novo plano.

    Durante uma reunião dos ministros das Relações Exteriores da UE em Bruxelas, não surgiram novas propostas significativas, mas indicativos claros de que ainda há muito espaço para negociações.

    Uma análise mais detalhada revela que os gastos americanos com ajuda militar à Ucrânia totalizam cerca de 20 bilhões de dólares por ano — um valor que representaria apenas 0,09% do PIB europeu caso os membros da Otan decidissem assumir esse ônus.

    Esse custo relativamente baixo é insignificante quando comparado ao novo objetivo da Otan de aumentar os gastos com defesa de 2% para 3,5% do PIB.

    Vale ressaltar que os investimentos destinados à assistência à Ucrânia podem ser considerados dentro desse novo parâmetro orçamentário da Otan e não configuram necessariamente um encargo adicional para os países europeus

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