Crusoé
22.03.2026 Fazer Login Assinar
Crusoé
Crusoé
Fazer Login
  • Acervo
  • Edição diária
Edição Semanal
Pesquisar
crusoe

X

  • Olá! Fazer login
Pesquisar
  • Acervo
  • Edição diária
  • Edição Semanal
  • Entrevistas
  • O Caminho do Dinheiro
  • Ilha de Cultura
  • Leitura de Jogo
  • Crônica
  • Colunistas
  • Assine já
    • Princípios editoriais
    • Central de ajuda ao assinante
    • Política de privacidade
    • Termos de uso
    • Política de Cookies
    • Código de conduta
    • Política de compliance
    • Baixe o APP Crusoé
E siga a Crusoé nas redes
Facebook Twitter Instagram
Diários

Como a hegemonia progressista redefiniu "extremismo"

Em um sistema dominado por elites liberal-progressitas e identitárias, o rótulo de “extremismo” passou a depender da avaliação da motivação ideológica

avatar
Alexandre Borges
5 minutos de leitura 27.05.2025 11:40 comentários 0
Como a hegemonia progressista redefiniu "extremismo"
Foto: IA por Alexandre Borges
  • Whastapp
  • Facebook
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

Dois homicídios recentes nos Estados Unidos, ambos cometidos por militantes radicais de esquerda, ilustram um fenômeno já consolidado: o julgamento do extremismo se tornou seletivo.

Tudo depende da alegada filiação ideológica do autor. Se é de direita, o ato é enquadrado como "ameaça à democracia" e "extremista".

Se é de esquerda, é "produto de frustração legítima", "caso isolado" ou "luta contra opressões sistêmicas".

Antissemitismo

Elias Rodriguez matou dois diplomatas da embaixada de Israel em frente ao Museu Judaico, em Washington.

Ao ser preso, declarou ter agido “por Gaza”, gritando “Palestina livre”. Em sua atividade digital, exaltava o Hamas, ameaçava judeus e publicava frases como “Votei no Hamas” e “Morte à América”.

Apesar da motivação claramente antissemita e política, o enquadramento como extremismo foi diluído por parte da imprensa, que tratou o episódio como reação natural à guerra em Gaza.

O assassino foi homenageado por ativistas e sua imagem convertida em símbolo de "resistência": camisetas, criptomoedas digitais e campanhas de apoio se espalharam entre grupos de esquerda radical.

“Ganância corporativa”

Luigi Mangione, autor confesso do assassinato do CEO da UnitedHealthcare, usou balas gravadas com mensagens contra as seguradoras: “delay”, “deny”, “depose”. No manifesto que deixou, atacava o sistema de saúde americano e denunciava a “ganância corporativa”.

Seu crime, com motivação abertamente esquerdista, foi vendido à opinião pública como um grito contra um sistema injusto. A campanha “Free Luigi” angariou fundos e apoio entre universitários e jovens militantes, sendo tratado quase como um mártir.

Ao mesmo tempo, manifestações ambíguas de figuras públicas associadas à direita — como um gesto ou uma frase solta — são imediatamente classificadas como “fascismo”, “ameaça à democracia” ou “extremismo de direita”.

Política

A discrepância não se dá pela gravidade dos atos, mas pela disposição política de quem julga.

Esse fenômeno é sustentado por uma hegemonia progressista consolidada nas instituições culturais e informacionais — universidades, grandes redações, organismos multilaterais, ONGs e plataformas digitais — que passou a definir não apenas os termos do debate, mas os critérios morais de avaliação.

Nessa lógica, qualquer ideia fora da ortodoxia social-democrata ou da agenda identitária é tratada como perigosa ou extremista.

A elite progressista opera como casta iluminada que acredita deter o monopólio da verdade e da virtude.

A rebelião das elites

Como observou Christopher Lasch em A rebelião das elites, trata-se de um grupo “desvinculado das obrigações cívicas e hostil aos valores populares”, que projeta sobre a sociedade uma visão moralizante, mas profundamente autorreferente.

Patrick Deneen, em Por que o liberalismo fracassou?, descreve essa elite como “antipolítica”, pois substitui a deliberação pública por consensos impostos de cima para baixo.

Esse descolamento se revela não apenas na política, mas na identidade moral da modernidade.

Alasdair MacIntyre, filósofo escocês falecido na semana passada, diagnosticou esse vazio em Depois da virtude, ao denunciar o “emotivismo” como a condição ética dominante do mundo moderno — uma cultura em que juízos morais se tornam expressões de preferência individual, não mais enraizadas em tradições compartilhadas ou fundamentos racionais.

Bem e mal

MacIntyre advertia que, quando a moralidade pública se reduz à emoção e à sensibilidade do momento, desaparece a possibilidade de distinguir o bem do mal de forma objetiva.

A consequência inevitável, segundo ele, é a substituição do argumento moral pelo poder político e simbólico, onde vence quem controla os meios de narrativa e persuasão.

É nesse ambiente que o rótulo de extremismo perdeu seu conteúdo objetivo.

Não importam mais os métodos — ameaças, assassinatos, terrorismo — mas sim as bandeiras. Se são “progressistas”, recebem tratamento compreensivo; se são conservadoras, basta um gesto ou palavra para que se acionem os mecanismos de censura social e condenação pública.

"Especialistas"

O fenômeno conta ainda com o apoio de um aparato de “especialistas” que, em vez de esclarecer, funcionam como legitimadores de uma narrativa militante.

Termos como “violência sistêmica”, “resistência legítima” ou “ódio estrutural” são empregados para racionalizar agressões físicas e até assassinatos, desde que praticados por grupos ou indivíduos associados a causas alinhadas ao pensamento progressista.

Trata-se, como observou Curzio Malaparte em Técnica do golpe de Estado, da tendência dos regimes liberais a se tornarem autoritários quando ameaçados: “Nenhum poder é mais intolerante do que aquele que se crê moralmente superior”.

Ao tratar qualquer crítica à esquerda como “discurso de ódio” e toda divergência como “ameaça à democracia”, esse sistema fragiliza os próprios fundamentos democráticos.

A democracia exige liberdade para pensar diferente, julgar com critérios universais e distinguir atos violentos de ideias legítimas.

Quando o julgamento do extremismo passa a ser ditado pela ideologia dominante, abre-se caminho não para a paz, mas para a justificativa da violência como método político aceitável — desde que venha do “lado certo”.

Diários

O desserviço de Érika Hilton para a causa trans

Duda Teixeira Visualizar

Crusoé nº 412: Os donos da bola

Redação Crusoé Visualizar

Kataguiri apresenta PL para acabar com indenização "simbólica" por dano moral

Guilherme Resck Visualizar

Efeito Tayayá: reprovação a Toffoli pula para 81%

Redação Crusoé Visualizar

Não é sobre Bolsonaro. É sobre quem julga

Maristela Basso Visualizar

Gustavo Petro é investigado nos EUA

Redação Crusoé Visualizar

Mais Lidas

79% querem que Lula declare PCC e CV como terroristas

79% querem que Lula declare PCC e CV como terroristas

Visualizar notícia
A Corte Interamericana enfrenta o perigo das reeleições

A Corte Interamericana enfrenta o perigo das reeleições

Visualizar notícia
A maior de todas as damas

A maior de todas as damas

Visualizar notícia
Alexandre, o pequeno

Alexandre, o pequeno

Visualizar notícia
Crusoé nº 412: Os donos da bola

Crusoé nº 412: Os donos da bola

Visualizar notícia
De faccionados para terroristas

De faccionados para terroristas

Visualizar notícia
Felca defende a Lei Felca (mais ou menos)

Felca defende a Lei Felca (mais ou menos)

Visualizar notícia
Final melancólico

Final melancólico

Visualizar notícia
Novo líder supremo do Irã é gay?

Novo líder supremo do Irã é gay?

Visualizar notícia
O desserviço de Érika Hilton para a causa trans

O desserviço de Érika Hilton para a causa trans

Visualizar notícia

Tags relacionadas

ideologia

< Notícia Anterior

Janja é tudo e nada no Ceará

27.05.2025 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
Próxima notícia >

Os 4 absurdos no pedido da AGU para o STF

27.05.2025 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
author

Alexandre Borges

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)

Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)


Notícias relacionadas

O desserviço de Érika Hilton para a causa trans

O desserviço de Érika Hilton para a causa trans

Duda Teixeira
21.03.2026 07:42 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
Crusoé nº 412: Os donos da bola

Crusoé nº 412: Os donos da bola

Redação Crusoé
21.03.2026 07:05 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
Kataguiri apresenta PL para acabar com indenização "simbólica" por dano moral

Kataguiri apresenta PL para acabar com indenização "simbólica" por dano moral

Guilherme Resck
20.03.2026 16:22 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
Efeito Tayayá: reprovação a Toffoli pula para 81%

Efeito Tayayá: reprovação a Toffoli pula para 81%

Redação Crusoé
20.03.2026 15:58 2 minutos de leitura
Visualizar notícia

Variedades

Ver mais

Apelidada de “fruta da felicidade”, essa fruta tem sabor doce e previne o envelhecimento precoce

Apelidada de “fruta da felicidade”, essa fruta tem sabor doce e previne o envelhecimento precoce

Visualizar notícia
“Ronco” e outros 2 sinais podem indicar risco de morte em até 24 horas, alertam especialistas

“Ronco” e outros 2 sinais podem indicar risco de morte em até 24 horas, alertam especialistas

Visualizar notícia
Se seu parceiro fala isso com frequência, psicólogos dizem: o amor pode já ter acabado

Se seu parceiro fala isso com frequência, psicólogos dizem: o amor pode já ter acabado

Visualizar notícia
Você costuma prender o espirro? Especialistas alertam para riscos que quase ninguém imagina

Você costuma prender o espirro? Especialistas alertam para riscos que quase ninguém imagina

Visualizar notícia
Ele é considerado o homem mais feliz do mundo e diz que o segredo é fazer isso

Ele é considerado o homem mais feliz do mundo e diz que o segredo é fazer isso

Visualizar notícia
Especialistas revelam o que nunca deve entrar na máquina de lavar

Especialistas revelam o que nunca deve entrar na máquina de lavar

Visualizar notícia

Crusoé
o antagonista
Facebook Twitter Instagram

Acervo Edição diária Edição Semanal

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41
Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Acervo Edição diária

Edição Semanal

Facebook Twitter Instagram

Assine nossa newsletter

Inscreva-se e receba o conteúdo de Crusoé em primeira mão

Crusoé, 2026,
Todos os direitos reservados
Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem somos Princípios Editoriais Assine Política de privacidade Termos de uso