Crusoé
24.06.2026 Fazer Login Assinar
Crusoé
Crusoé
Fazer Login
  • Acervo
  • Edição diária
Edição Semanal
Pesquisar
crusoe

X

  • Olá! Fazer login
Pesquisar
  • Acervo
  • Edição diária
  • Edição Semanal
  • Entrevistas
  • O Caminho do Dinheiro
  • Ilha de Cultura
  • Leitura de Jogo
  • Poder
  • Colunistas
  • Assine já
    • Princípios editoriais
    • Central de ajuda ao assinante
    • Política de privacidade
    • Termos de uso
    • Política de Cookies
    • Código de conduta
    • Política de compliance
    • Baixe o APP Crusoé
E siga a Crusoé nas redes
Facebook Twitter Instagram
Diários

Unificar eleições é risco para a democracia

Um partido com um bom candidato a presidente poderia levar todos os principais cargos, e correção de rumo só viria depois de 5 anos

avatar
Duda Teixeira
4 minutos de leitura 23.05.2025 10:43 comentários 2
Unificar eleições é risco para a democracia
CCJ no Senado. Foto: Geraldo Magela / Agência Senado
  • Whastapp
  • Facebook
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

Há um consenso no Brasil hoje de que a reeleição, aprovada no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, fez muito mal ao país.

Desde 1997, a possibilidade de ganhar um segundo mandato levou incumbentes a usarem a máquina pública a seu favor, além de dificultar a renovação dos quadros políticos.

Mas a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a reeleição, como tudo que começa com boas intenções em Brasília, acabou incluindo penduricalhos sem muita discussão.

A ideia é que, a partir de 2034, todas as eleições sejam unificadas.

Além disso, deputados (estaduais e federais), prefeitos, vereadores, presidente da República, governadores e senadores passarão a ter mandatos de cinco anos. Todos.

Mas a proposta tem algumas falhas graves, pois pode reduzir os freios e contrapesos do sistema democrático.

Unificação das eleições

Quando se realizam todas as eleições em um mesmo dia, um partido que tenha um ótimo candidato a presidente pode conseguir não apenas a Presidência, mas vários governadores, prefeitos, senadores, deputados e vereadores.

O risco, aí, é de esse partido usar esse poder no Executivo e no Legislativos para fazer reformas radicais. A democracia poderia começar a ser implodida, como ocorreu com Hugo Chávez na Venezuela.

Uma correção de rumo só poderia ocorrer depois de cinco anos. E aí poderia ser tarde demais.

Com eleições para prefeitos e vereadores acontecendo em anos alternados, como ocorre atualmente, um presidente que tenha vencido a eleição com vantagem, mas que tenha tomado medidas impopulares, tem dificuldade para emplacar pessoas nos cargos municipais.

Vereadores e prefeitos, assim, acabam servindo como contraponto ao Palácio do Planalto.

No ano passado, o PT, partido do presidente Lula, só conseguiu uma capital: Fortaleza.

De mais de 5 mil municípios no país, o PT só levou 252 prefeituras.

Lição americana

Esse fenômeno também ocorre nas eleições de "meio mandato" nos Estados Unidos.

Presidentes geralmente têm dificuldade de obter maioria na Câmara dos Representantes e no Senado nas eleições que ocorrem dois anos após sua posse na Casa Branca.

O povo, em geral, tende a votar no partido que faz oposição ao presidente, como uma maneira de controlar o poder do mandatário.

Redução dos mandatos dos senadores

Uma das razões de o Brasil ter duas Casas legislativas, a Câmara e o Senado, é evitar mudanças radicais que possam ameaçar a democracia.

A Câmara dos Deputados representa mais diretamente o povo, a população, assim como acontece nos Estados Unidos.

O Senado representa os estados e o Distrito Federal, de forma igualitária.

Como o Brasil é uma federação, cada estado tem direito a três cadeiras.

Enquanto a Câmara é mais democrática e popular, o Senado tende a ser mais elitista, mais conservador. E isso foi feito de propósito.

O Senado é muitas vezes visto como uma Casa mais prudente, em que os senadores têm mais experiência e não estão tão suscetíveis aos desejos da população em um determinado momento.

Ao Senado cabe revisar projetos iniciados na Câmara e avaliar indicações para cargos importantes, como ministros do Supremo Tribunal Federal, o STF.

Processos de impeachment, de presidente da República ou de ministros do STF, também passam pelo Senado.

São atos de elevada responsabilidade, que precisam de pessoas com maior experiência.

Conservadorismo para o bem

É por isso que os senadores têm hoje um mandato maior, de oito anos — o dobro dos mandatos dos deputados.

Dessa maneira, garante-se uma continuidade saudável para a democracia, pois retarda mudanças bruscas.

A renovação dos postos no Senado também ocorre mais lentamente.

Em uma eleição, troca-se apenas um terço da casa. Na eleição seguinte, os dois terços restantes.

Esse mecanismo, embora possa ser criticado por ser lento, tem suas vantagens, ao impedir que aquilo que foi conquistado a duras penas seja perdido de uma maneira brusca.

E o Brasil tem como mérito o de ter conseguido manter sua democracia desde 1985.

Ao unificar as eleições e reduzir o mandato dos senadores, a PEC do fim da reeleição, embora bem-intencionada, pode trazer riscos desnecessários à democracia brasileira.

Diários

Paz declara fim do bloqueio imposto por apoiadores de Morales

Redação Crusoé Visualizar

Lula desistiu dos Correios para devolução de celulares

João Pedro Farah Visualizar

'Interventor do STF deve perceber como é difícil ser vidraça', diz Portinho

Redação Crusoé Visualizar

Sánchez pede anulação de votos no exterior e denuncia fraude no Peru

Redação Crusoé Visualizar

Contagem preliminar de votos coincide com a oficial, diz órgão eleitoral colombiano

Redação Crusoé Visualizar

Por que o governo Lula não vai participar da audiência sobre tarifaço

Murilo Pavini Visualizar

Mais Lidas

A derrota triunfal de Trump

A derrota triunfal de Trump

Visualizar notícia
A ressaca do IPO mais esperado do ano

A ressaca do IPO mais esperado do ano

Visualizar notícia
"Eu é que fui traída", diz Soraya sobre bolsonarismo

"Eu é que fui traída", diz Soraya sobre bolsonarismo

Visualizar notícia
'Interventor do STF deve perceber como é difícil ser vidraça', diz Portinho

'Interventor do STF deve perceber como é difícil ser vidraça', diz Portinho

Visualizar notícia
Master atinge governo Lula

Master atinge governo Lula

Visualizar notícia
Michelle promete explicar "o que aconteceu no Ceará"

Michelle promete explicar "o que aconteceu no Ceará"

Visualizar notícia
O fenômeno "El Tigre" na Colômbia

O fenômeno "El Tigre" na Colômbia

Visualizar notícia
O impacto eleitoral do caso Master para Ciro Nogueira

O impacto eleitoral do caso Master para Ciro Nogueira

Visualizar notícia
O Irã concordou ou não com inspeções nucleares?

O Irã concordou ou não com inspeções nucleares?

Visualizar notícia
Por que o governo Lula não vai participar da audiência sobre tarifaço

Por que o governo Lula não vai participar da audiência sobre tarifaço

Visualizar notícia

Tags relacionadas

fim da reeleição

PEC

reeleição

Senado

Unificação das eleições

< Notícia Anterior

Harvard reage à decisão de Trump sobre estudantes estrangeiros

22.05.2025 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
Próxima notícia >

Janja e a arte de ignorar o que não se sabe

23.05.2025 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
author

Duda Teixeira

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (2)

Luís Silviano Marka

2025-05-23 14:30:44

Está tudo errado. Os políticos deveriam ser escolhidos por concurso, não por eleição, e o povo em contrapartida votaria diretamente pra aprovar ou rejeitar projetos, leis e decretos. Temos tecnologia que permite isso, ao contrário do que acontecia nos primórdios da Democracia.


JEAN PAULO NIERO MAZON

2025-05-23 12:20:05

Bons argumentos! Mas um sistema bicameral neste país não freia muita coisa! Não precisamos de uma casa revisional faz tempo, já que com o multipartidarismo de compadrio o colégio de líderes e as RP9 quem aprovam leis! Sobre eleição unificada... o executivo quem manda e compra


Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (2)

Luís Silviano Marka

2025-05-23 14:30:44

Está tudo errado. Os políticos deveriam ser escolhidos por concurso, não por eleição, e o povo em contrapartida votaria diretamente pra aprovar ou rejeitar projetos, leis e decretos. Temos tecnologia que permite isso, ao contrário do que acontecia nos primórdios da Democracia.


JEAN PAULO NIERO MAZON

2025-05-23 12:20:05

Bons argumentos! Mas um sistema bicameral neste país não freia muita coisa! Não precisamos de uma casa revisional faz tempo, já que com o multipartidarismo de compadrio o colégio de líderes e as RP9 quem aprovam leis! Sobre eleição unificada... o executivo quem manda e compra



Notícias relacionadas

Paz declara fim do bloqueio imposto por apoiadores de Morales

Paz declara fim do bloqueio imposto por apoiadores de Morales

Redação Crusoé
23.06.2026 19:56 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
Lula desistiu dos Correios para devolução de celulares

Lula desistiu dos Correios para devolução de celulares

João Pedro Farah
23.06.2026 17:01 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
'Interventor do STF deve perceber como é difícil ser vidraça', diz Portinho

'Interventor do STF deve perceber como é difícil ser vidraça', diz Portinho

Redação Crusoé
23.06.2026 15:55 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
Sánchez pede anulação de votos no exterior e denuncia fraude no Peru

Sánchez pede anulação de votos no exterior e denuncia fraude no Peru

Redação Crusoé
23.06.2026 15:34 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
Crusoé
o antagonista
Facebook Twitter Instagram

Acervo Edição diária Edição Semanal

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41
Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Acervo Edição diária

Edição Semanal

Facebook Twitter Instagram

Assine nossa newsletter

Inscreva-se e receba o conteúdo de Crusoé em primeira mão

Crusoé, 2026,
Todos os direitos reservados
Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem somos Princípios Editoriais Assine Política de privacidade Termos de uso