China anuncia tarifas adicionais de 34% a produtos dos EUA
A medida, que entrará em vigor em 10 de abril, é uma resposta ao 'tarifaço' de Donald Trump

Em resposta ao 'tarifaço' de Donald Trump, a China anunciou nesta sexta-feira, 4, tarifas adicionais de 34% para produtos importados dos Estados Unidos.
A medida entrará em vigor na próxima quinta-feira, 10 de abril.
Em comunicado, a Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado da China afirmou que a imposição das tarifas recíprocas de Trump não está de acordo com as regras do comércio internacional, "prejudicando seriamente os direitos e interesses legítimos da China".
"É uma prática típica de intimidação unilateral que não apenas prejudica os próprios interesses dos EUA, mas também coloca em risco o desenvolvimento econômico global e a estabilidade da cadeia de produção e fornecimento", continuou.
"A China pede que os Estados Unidos cancelem imediatamente suas medidas tarifárias unilaterais e resolvam as diferenças comerciais por meio de consultas de maneira igualitária, respeitosa e mutuamente benéfica", completou.
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As tarifas recíprocas de Trump
Trump anunciou na quarta-feira, 2, a assinatura de uma ordem executiva estabelecendo tarifas recíprocas generalizadas sobre importações dos parceiros comerciais americanos.
"Esse é o dia da libertação que estamos esperando há muito tempo", disse o republicano, acrescentando que a data deveria ser lembrada como "o dia em que a indústria americana renasceu".
Trump apresentou uma lista de países que, segundo ele, "cobram dos Estados Unidos".
Em primeiro lugar, aparecia a China, com impostos de até 67% sobre produtos importados dos EUA.
Agora, a Casa Branca irá impor uma taxa de 34% aos produtos chineses.
O Brasil aparece em 15º lugar da lista, cobrando 10% de imposto e, a partir de agora, será cobrado em 10%.
Este é o patamar mínimo aplicado pelos americanos.
As taxas serão aplicadas a partir de sábado, 5 de abril.
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Promessa de retaliação
Como país mais afetado pelo 'tarifaço', a China já havia prometido retaliar os Estados Unidos.
"A China pede que os EUA resolvam adequadamente as diferenças com os parceiros comerciais por meio de um diálogo igualitário", disse o Ministério do Comércio chinês em comunicado, alertando que tomará "contramedidas resolutas".
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