Amazon enfrenta ameaça de greve nos EUA às vésperas do Natal
Uma greve neste momento pode prejudicar as operações da Amazon em um dos períodos mais movimentados do ano

Trabalhadores do armazém JFK8, em Staten Island, Nova York, ameaçam iniciar uma greve neste domingo, 15 de dezembro, caso a empresa não comece a negociar o primeiro contrato sindical da unidade. Essa paralisação pode ser a primeira em larga escala por práticas trabalhistas injustas contra a gigante do varejo nos Estados Unidos.
Desde que os trabalhadores desse armazém venceram, em março de 2022, a eleição para formar o primeiro sindicato da Amazon no país, a empresa tem resistido às negociações. A Amazon contestou o resultado na Justiça e questionou a imparcialidade do órgão que regula as relações trabalhistas nos Estados Unidos.
A pressão sobre a empresa vem aumentando. A união dos sindicatos locais com outros que representam diferentes categorias tem fortalecido o movimento. Em outros estados, trabalhadores de armazéns e centros de distribuição estão também mobilizados.
Sean O’Brien, líder dos Teamsters, disse que o sindicato não vai mais pedir "educadamente" para que a Amazon cumpra a lei. Ele afirma que a empresa precisa negociar ou enfrentará as consequências.
Uma greve neste momento pode prejudicar as operações da Amazon em um dos períodos mais movimentados do ano. A empresa depende de sua logística para atender à alta demanda de fim de ano, e paralisações em mais armazéns podem intensificar o impacto.
Enquanto isso, trabalhadores relatam insatisfação com as condições atuais. Daniel Salinas, de um centro de transporte na Califórnia, declarou que a mobilização busca garantir melhores condições e mais respeito.
As greves também levantam outra questão: a aceleração da automação. A Amazon já investe pesado em tecnologia para reduzir a dependência de trabalhadores.
A empresa conta com centenas de milhares de robôs em seus armazéns e anunciou um fundo bilionário para novas tecnologias de automação. Essas máquinas podem operar sem interrupções ou greves, aumentando a produtividade e reduzindo custos com salários.
Estima-se que, nos próximos anos, a maioria das grandes empresas do setor adote robôs em suas operações. Essa tendência pode levar à redução de empregos, especialmente em tarefas repetitivas.
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