O Exército Brasileiro atingiu um de seus marcos históricos nessa semana após oficializar, nesta semana, a coronel médica Claudia Lima Gusmão Cacho como general. Com a oficialização, Claudia se tornou a primeira mulher a ocupar o cargo de general na história das forças armadas brasileiras.
De acordo com informações divulgadas nas redes do Exército Brasileiro, a oficialização foi feita em uma cerimônia realizada no Clube do Exército, em Brasília.
Como ela foi nomeada?
Cláudia, de 57 anos e moradora do Distrito Federal, havia sido indicada ao cargo por votação em fevereiro deste ano. Após a indicação, o nome da militar foi confirmado pelo presidente Luiz para o cargo de general no dia 31 de março.
Cláudia foi um dos militares presentes na solenidade realizada nesta quarta-feira (1º). Ao todo, foram 17 coronéis promovidos a general de brigada, 11 generais de brigada a general de divisão e dois generais de divisão promovidos a general de Exército. Cláudia foi a única mulher entre os militares agraciados com a promoção.
Quem é a nova general?
Nascida em Recife, Cláudia Gusmão se formou em Medicina pela Universidade de Pernambuco (UPE). Ela ingressou no exército em janeiro de 1996, após atuar por alguns anos como médica pediatra. No Exército Brasileiro, a médica construiu sua carreira na área de saúde das forças armadas.
Ao longo de sua trajetória, Cláudia atuou não apenas diretamente com os pacientes, mas também em cargos administrativos, chegando a ser diretora do Hospital de Guarnição de Natal (RN) e do Hospital Militar da Área de Campo Grande (MS).
Na solenidade de promoção, onde ela recebeu a espada de general e o bastão de comando, que simbolizam o rito de passagem, Cláudia falou da importância do cargo e se comprometeu com seus valores.
“A promoção traz mais responsabilidades. A gente vai continuar fazendo o nosso trabalho, vamos cumprir a nossa missão, seja dentro ou fora do hospital junto ao Exército Brasileiro”, declarou Claudia enquanto recebia a espada durante a solenidade.
Marco histórico
A promoção de Cláudia é amplamente vista como um avanço na igualdade de gênero dentro do Exército Brasileiro. Nas décadas passadas, as Forças Armadas brasileiras tinham baixa presença feminina, ainda mais em cargos de comando como os de general.
Além disso, o fato de ter uma mulher no cargo de general também é visto como uma consolidação do interesse crescente de mulheres na carreira militar.
Recentemente, o Exército Brasileiro vem registrando um aumento no volume de alistamento de mulheres. Em especial, os militares destacaram um crescimento no número de candidatas à Seleção Complementar do Serviço Militar Inicial Feminino (SMIF), ocorrido em fevereiro desse ano, em Brasília.




