Quando se fala em novela de grande sucesso da TV Globo, é comum que Avenida Brasil venha à mente. No entanto, ao contrário do que muitos pensam, ela não é a campeã de audiência da emissora.
Esse posto pertence a Roque Santeiro, um marco da teledramaturgia brasileira. Exibida entre 1985 e 1986, a novela conquistou o público e entrou para a história ao atingir 96 pontos de audiência em seu capítulo final.
Escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva, a trama se passa na fictícia Asa Branca e apresenta personagens marcantes que se tornaram ícones culturais, como Viúva Pocina (Regina Duarte) e Roque Santeiro (José Wilker).
Além do sucesso popular, a novela se destacou pela forma inteligente com que satirizava costumes e refletia a realidade brasileira.
A censura de Roque Santeiro
Antes de chegar às telas, a novela enfrentou um grande obstáculo. Em 1975, uma primeira versão foi censurada pelo regime militar, sob a justificativa de que se tratava de uma adaptação não autorizada de uma obra considerada subversiva.
Dez anos depois, em um novo contexto político, a produção foi liberada e finalmente exibida, com um elenco renovado e grande expectativa do público.
Desafios nos bastidores da novela
A trajetória de Roque Santeiro também foi marcada por tensões internas. Após escrever os primeiros capítulos, Dias Gomes se afastou do projeto, deixando Aguinaldo Silva à frente da narrativa.
A mudança gerou conflitos entre os autores, revelando os bastidores complexos da produção. Ainda assim, essas questões não diminuíram o impacto e o sucesso da novela.
Impacto e legado cultural da novela
Mais do que os números expressivos de audiência, Roque Santeiro deixou um legado duradouro. Personagens como Sinhozinho Malta (Lima Duarte) e Viúva Porcina permanecem vivos no imaginário popular até hoje.

A novela também se destacou por abordar, de forma crítica e bem-humorada, temas sociais relevantes, consolidando seu status como um clássico da televisão brasileira.
Décadas após sua exibição, Roque Santeiro ainda detém o recorde de audiência da TV Globo, reforçando sua importância histórica e a forte conexão com o público, um exemplo de como boas histórias atravessam gerações.




