A Superintendência do Porto de Itajaí iniciou, em 6 de maio de 2025, a articulação técnica para retirar o casco do navio Pallas, submerso há mais de 130 anos na foz do rio Itajaí-Açu, em Santa Catarina.
A embarcação naufragou em 1893 e fica próxima ao molhe norte, no lado de Navegantes.
Segundo a Autoridade Portuária, a remoção integra o planejamento de expansão do complexo e pode permitir a entrada de navios maiores.

Canal e bacia de evolução
O Porto de Itajaí informou que o planejamento não trata apenas da retirada do casco. Além disso, o projeto prevê o alargamento do canal e a construção de uma nova bacia de evolução.
Essa área permite que embarcações façam manobras de giro com mais segurança. Segundo a Autoridade Portuária, a retirada do Pallas é considerada fundamental para ampliar a capacidade operacional do porto.
O superintendente João Paulo Tavares Bastos afirmou que a medida pode viabilizar a recepção de navios de até 366 metros.
Comissão acompanha os estudos
O Porto de Itajaí informou que uma portaria, assinada em 8 de abril, criou uma comissão para acompanhar os estudos técnicos e a execução da remoção.
Antes da reunião de maio, a superintendência também solicitou à Autoridade Portuária de Santos o início do processo licitatório para contratar a empresa responsável pelo estudo técnico da operação.
A reunião teve a participação de trabalhadores portuários, representantes da Portonave, sindicatos, Marinha do Brasil, Polícia Federal, Conselho das Entidades e Autoridade Portuária de Santos.

Remoção exige autorizações
O Porto de Itajaí também pretende acionar a Marinha do Brasil, o Ministério da Cultura e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Esses órgãos entram no processo porque a operação envolve navegação, patrimônio histórico e intervenção em estrutura submersa antiga.
Além disso, a retirada precisa considerar impactos ambientais, segurança das equipes e funcionamento do canal durante as etapas da obra.
Expansão logística
Em 2023, a Autoridade Portuária já havia citado a remoção do casco do Pallas entre as ações necessárias para futuras obras de dragagem e adequação da Bacia de Evolução nº 2.
Na época, o planejamento também previa profundidade de projeto de 16 metros e capacidade para manobras de navios de 400 metros de comprimento.
Com a retirada, o complexo portuário busca ganhar competitividade, aumentar a segurança das manobras e ampliar a capacidade de atendimento a embarcações de maior porte.




