Faltando apenas 48 horas para o apito inicial da Copa do Mundo de 2026, o Estádio Azteca, agora oficialmente denominado “Estádio Banorte“, no México, respira a expectativa de fazer história mais uma vez. O colosso de concreto se tornará o primeiro estádio do planeta a sediar uma estreia de Mundial pela terceira vez.
Retorno após 40 anos
Quatro décadas se passaram desde que Diego Maradona encantou o mundo nestas mesmas arquibancadas. Agora, o estádio renasce de uma reforma avaliada em US$ 225 milhões (mais de R$ 1,1 bilhão), projetada para elevar uma estrutura dos anos 1960 aos padrões exigentes da FIFA moderna.
A reabertura oficial ocorreu em 28 de março, em um amistoso contra Portugal, que serviu como teste de estresse para as novas instalações e celebrou a presença de Cristiano Ronaldo em solo mexicano.
“Existe um desafio muito grande, que é pegar um estádio dos anos 1960 e adaptá-lo aos desafios e necessidades de uma Copa do Mundo em 2026”, declarou Alexandre Costa, diretor geral executivo da arena.
Tecnologia de ponta
Um dos principais destaques da reforma não está nas arquibancadas, mas sob os pés dos atletas. Para combater os desafios da altitude de 2.240 metros da região e garantir desempenho máximo, o gramado foi totalmente substituído por um sistema híbrido de última geração.
De acordo com a administração do estádio, as tecnologias instaladas no local incluem um sistema duplo subterrâneo que remove a água da chuva instantaneamente e injeta oxigênio nas raízes, garantindo que a grama “respire” mesmo sob uso intenso.
Devido à nova tecnologia de drenagem de água e injeção de ar para garantir a saúde das plantas, a FIFA classificou o novo campo como o melhor gramado do torneio. Vale reforçar também que, anos atrás, o estádio recebia diversas críticas devido à qualidade do solo.
Além do campo, o estádio ganhou 23.000 m² de telões LED, novo sistema de som imersivo e iluminação eficiente, transformando a experiência visual para os 87.523 espectadores que lotarão o recinto na estreia.



