Nem todo problema de sono aponta para demência. Mas a ciência já ligou alguns sinais a maior risco de declínio cognitivo ou a doenças neurodegenerativas.
Entre os que mais aparecem nas pesquisas estão sonolência excessiva durante o dia, apneia do sono, distúrbio comportamental do sono REM e sono cronicamente curto.
-
Sonolência excessiva durante o dia
Cochilar demais, sentir sono forte o dia inteiro ou ter dificuldade de se manter acordado pode ser mais do que cansaço.
Uma revisão de 2025 encontrou aumento do risco de demência vascular, demência por todas as causas e declínio cognitivo em pessoas com sonolência diurna excessiva.
-
Apneia do sono
A apneia obstrutiva do sono, em que a respiração para e volta várias vezes durante a noite, também entrou no radar. Estudos apontam a apneia como condição associada a pior desempenho cognitivo e possível aumento do risco de demência.
A Alzheimer ‘s Association ainda ressalta que problemas de sono como a apneia precisam ser investigados porque podem piorar sintomas cognitivos ou imitar quadros demenciais.
-
Distúrbio comportamental do sono REM
Esse é um dos sinais que mais chamam atenção dos neurologistas. No distúrbio comportamental do sono REM, a pessoa “atua” com os sonhos, com gritos, socos, chutes ou movimentos bruscos dormindo.
A Mayo Clinic afirma que esse transtorno pode ser um primeiro sinal de doença neurodegenerativa, como Parkinson, atrofia de múltiplos sistemas ou demência com corpos de Lewy.
-
Dormir pouco de forma habitual
Dormir pouco por muitos anos também entrou na lista de alerta.
O National Institutes of Health (NIH) divulgou em 2021 que dormir seis horas ou menos na meia-idade foi associado a risco maior de demência no futuro.
O que isso significa na prática
Os sinais acendem um alerta para investigação, principalmente quando aparecem de forma persistente, pioram com o tempo ou vêm acompanhados de falhas de memória, confusão, mudanças de comportamento ou dificuldade de atenção.
A Alzheimer ‘s Association reforça que sono ruim pode tanto acompanhar doenças neurodegenerativas quanto agravar sintomas cognitivos.





