A Coreia do Norte realizou um novo teste militar envolvendo um motor de combustível sólido voltado para mísseis balísticos de longo alcance. A tecnologia é usada em armamentos intercontinentais, que podem atingir alvos a milhares de quilômetros de distância.
O teste foi acompanhado pelo líder Kim Jong-un. Segundo a imprensa estatal do país, esse tipo de participação costuma indicar prioridade dentro do programa militar norte-coreano.
O país vem investindo em diferentes frentes do setor militar. Nos últimos anos, foram registrados testes com mísseis de longo alcance, armamentos hipersônicos e sistemas com maior capacidade de evasão.
Mísseis foram aprimorados com motor mais potente
De acordo com as informações divulgadas, o motor testado tem maior empuxo em comparação com versões anteriores. Esse fator influencia diretamente o alcance e a carga útil dos mísseis.
Motores de combustível sólido também permitem lançamentos mais rápidos. Diferente dos modelos líquidos, eles não exigem abastecimento imediato antes do disparo, o que reduz o tempo de resposta e aumenta a mobilidade.
Esse tipo de tecnologia é associado ao desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais, conhecidos como “ICBMs”.
Alcance inclui EUA
Estimativas de especialistas indicam que os avanços recentes podem permitir que a Coreia do Norte amplie o alcance de seus mísseis. Em cenários teóricos, alguns modelos já desenvolvidos pelo país teriam capacidade de atingir o território continental dos Estados Unidos.
Além da distância, outro ponto analisado é a possibilidade de transportar múltiplas ogivas. Esse recurso dificulta a interceptação por sistemas de defesa antimísseis.
Testes entram em conflito com resoluções internacionais
Lançamentos desse tipo já foram classificados anteriormente como violações de resoluções do Conselho de Segurança da ONU, que impõem restrições ao programa nuclear e balístico da Coreia do Norte.
Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão acompanham esse tipo de movimentação de forma constante, principalmente por causa do impacto direto na segurança regional.




