A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou que atualizou a composição das vacinas contra Covid-19 no Brasil. A decisão foi tomada pela diretoria colegiada da agência e segue parâmetros também impostos a outras vacinas que devem ser atualizadas anualmente.
De acordo com o comunicado, a Anvisa orientou as fabricantes das doses para atualizarem a vacina para combater uma nova linhagem do Sars-CoV, vírus da Covid-19. A agência justificou que a mudança foi realizada, pois as vacinas devem ser constantemente adaptadas para combater a cepa em maior circulação do vírus.
No caso, foi pedido para as fabricantes adaptarem as doses para combater a linhagem identificada como “LP.8.1”, uma cepa variante da “Omicron”. A Omicron foi a primeira variação identificada do Sars-CoV em 2021 após a primeira aparição do vírus, em 2019.
Decisão vem de recomendação
Segundo o comunicado, o pedido foi recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A OMS havia instruído para diversas agências reguladoras orientarem sobre as novas adaptações nas vacinas contra Covid-19 no final de 2025.
Com a nova orientação da Anvisa, que foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) semana passada, todas as doses utilizadas no Brasil devem focar na cepa LP.8.1 como alvo.
Apesar da mudança, a administração de algumas doses continua sendo permitida temporariamente. No caso, a Anvisa irá permitir a administração da dose que tem como alvo a cepa “JN.1”, linhagem mais recente antes da LP.8.1. A permissão para usar outras doses tem o objetivo de evitar o adiamento da vacinação na população.
Vacinação no Brasil
O governo federal colocou a vacina contra Covid-19 no calendário nacional de vacinações para o público brasileiro vulnerável. No caso, gestantes, idosos e crianças. Ou seja, é indicado que pessoas desses grupos recebam pelo menos uma dose periodicamente.
Segundo as recomendações oficiais, gestantes devem tomar uma dose a cada gravidez e idosos de 60 anos ou mais devem tomar uma dose a cada seis meses.
No caso de crianças entre seis meses a cinco anos, podem ser duas doses com quatro semanas de intervalo para vacinas da Moderna. Ou três doses com quatro semanas de intervalo da primeira à segunda e oito semanas da segunda para a terceira, para o caso da Pfizer.




