A Câmara Municipal de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, analisa um Projeto de Lei (PL) que pode reduzir os alagamentos na região. O programa chamado “Bosques de Bairro” propõe a expansão de áreas verdes no município, o que pode aumentar a drenagem natural das chuvas, além de um investimento sustentável.
A proposta, que é de autoria do vereador Roberto Robaina (Psol), prevê a instalação de novas “microflorestas” comunitárias em diversas regiões da capital, incluindo áreas privadas, caso os proprietários tenham interesse.
De acordo com o autor, a construção dessas florestas deve reduzir a sobrecarga no sistema de drenagem da cidade através da absorção natural da água pela terra e pelas plantas, reduzindo o escoamento das chuvas.
Além disso, Robaina ainda afirmou que a construção dessas áreas verdes também irá contribuir para o resfriamento de Porto Alegre, pois irá reduzir o número de ilhas de calor na capital.
O que é o projeto?
O programa propõe transformar espaços urbanos “esquecidos” em pequenos ecossistemas de alta densidade vegetal. O programa terá três frentes de atuação principais; são elas:
- Microflorestas Comunitárias: Plantio de espécies nativas em alta densidade para acelerar o crescimento e a biodiversidade.
- Jardins de Chuva: Sistemas de drenagem natural que ajudam a mitigar alagamentos.
- Restauração Ecológica: Foco na recuperação do solo e na criação de corredores ecológicos locais.
Como as microflorestas ajudam a reduzir o alagamento?
As chamadas microflorestas funcionam como uma espécie de “esponja natural” dentro do ambiente urbano. Isso porque o solo com vegetação tem maior capacidade de absorver e reter a água da chuva quando comparado a superfícies como concreto e asfalto.
Além disso, as raízes das plantas ajudam a melhorar a infiltração da água no solo. Esse processo reduz o escoamento superficial, que é justamente um dos principais responsáveis pelos alagamentos em áreas urbanizadas.
Já os jardins de chuva, outro ponto previsto no projeto, atuam direcionando e armazenando temporariamente a água da chuva. Com isso, o líquido é absorvido de forma gradual, evitando acúmulos rápidos em períodos de precipitação intensa.
O que falta para sair do papel?
O projeto ainda está em análise na Câmara Municipal de Porto Alegre e precisa passar pelas etapas de tramitação antes de uma possível aprovação. Caso avance, a proposta ainda dependerá de regulamentação e planejamento para que seja implementada na prática.
A adesão de moradores e proprietários de áreas privadas também deve ser um fator importante para o alcance da iniciativa, já que o programa prevê a participação voluntária da população.




