Os Estados Unidos impediram a entrada do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que estava escalado para atuar na Copa do Mundo de 2026.
A decisão das autoridades migratórias americanas tirou o profissional do quadro oficial de arbitragem do torneio, que será disputado em conjunto por Estados Unidos, Canadá e México e começa neste mês de junho.
Artan desembarcou em Miami após viajar de Istambul, mas foi considerado inadmissível pelas autoridades de imigração dos Estados Unidos.
Segundo a agência de proteção de fronteiras do país, a decisão ocorreu após verificações de segurança, embora os motivos específicos não tenham sido divulgados e o visto de Omar ser positivo.
Aos 34 anos, Artan faria história como o primeiro somali a atuar em uma Copa do Mundo.
Fifa confirma exclusão do torneio
Em nota, a Fifa informou que foi comunicada pelas autoridades americanas sobre a decisão e confirmou que o árbitro não poderá participar da competição.
“A Fifa pode confirmar que o oficial de arbitragem Omar Abdulkadir Artan não poderá treinar nem atuar na Copa do Mundo 2026 após ter sua entrada nos Estados Unidos negada.
A Fifa não se envolve nos processos de imigração dos países sedes, incluindo concessões de vistos, e foi informada pelas autoridades que a situação do Sr. Artan não será alterada neste momento”
Artan vive um dos melhores momentos da carreira, em 2025, ele apitou a final da Liga dos Campeões da África e recebeu o prêmio de melhor árbitro masculino do continente concedido pela Confederação Africana de Futebol (CAF).
Debate sobre restrições migratórias
A Somália está entre os países afetados por restrições de entrada impostas pelo governo americano, e autoridades somalis afirmaram ter buscado uma solução diplomática junto à Fifa e aos Estados Unidos sem sucesso.
A exclusão do árbitro é o primeiro caso envolvendo um integrante oficial da Copa do Mundo barrado pela imigração americana.
O episódio levantou questionamentos sobre o impacto das regras de entrada no país para participantes do maior evento do futebol mundial, além disso, a decisão da FIFA também tem sido questionada em redes sociais.




