A suspensão da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan ocorreu após o registro de dois óbitos e de um caso grave que levou um paciente à UTI. Os episódios estão sendo investigados pelo Ministério da Saúde.
Os três casos envolveram profissionais da saúde que receberam a vacina durante a fase inicial da campanha. O governo afirma que ainda não encontrou evidências que permitam relacionar as mortes diretamente ao imunizante.
Por isso, a aplicação da vacina segue suspensa em todo o país até a conclusão das análises.
O Ministério da Saúde informou que especialistas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Butantan participam do processo de apuração.
Casos graves motivaram decisão
Segundo os dados divulgados pelo governo, 42 pessoas apresentaram eventos adversos classificados como graves após receberem a vacina: entre esses registros, três pacientes precisaram de internação hospitalar.
Dois deles morreram durante o acompanhamento médico. O terceiro caso exigiu atendimento intensivo em uma UTI.
A gravidade dessas ocorrências que levou o Ministério da Saúde a interromper temporariamente a vacinação enquanto as investigações avançam. Técnicos também analisam se os pacientes possuíam doenças antes ou outras condições clínicas que possam ter influenciado o desfecho dos casos.
Governo não estabelece prazo para conclusão
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o governo não pretende definir um prazo para encerrar a apuração. Para as autoridades, a prioridade é garantir que todas as hipóteses sejam avaliadas antes de qualquer conclusão definitiva.
Enquanto isso, autoridades sanitárias mantêm reuniões com representantes dos estados para acompanhar o andamento das investigações.
Vacina era aposta para ampliar proteção
O imunizante se diferenciava por exigir apenas uma dose, característica vista como estratégica para ampliar rapidamente a cobertura vacinal.
Além disso, o Ministério da Saúde planejava expandir gradualmente a oferta do produto para novas regiões e faixas etárias nos próximos anos.
Agora, a retomada da vacinação dependerá do resultado das análises conduzidas pelas autoridades sanitárias, que deverão divulgar novas atualizações assim que houver uma conclusão sobre os casos investigados.




