Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O velho novo

Um ano após a posse do Congresso, o mais renovado da história, os números mostram que os parlamentares novatos ainda não conseguem vencer alguns hábitos da velha política
14.02.20

O discurso de combate à velha política e de depreciação dos partidos catapultou a candidatura de boa parte dos novatos do Congresso Nacional. A eleição de 2018 registrou uma renovação recorde na Câmara dos Deputados e no Senado. Mas os ares frescos não mudaram as estruturas e práticas do Congresso como se imaginava – e como deveriam. Entre os neófitos, alguns seguiram os mais arcaicos receituários, caracterizados por gabinetes e gastos inchados. Outros sujeitaram-se à conjuntura outrora tão atacada, a fim de destacar-se nos trabalhos legislativos, relatar grandes temas e aprovar projetos. Para a maioria dos novatos, 2019 constituiu um choque de realidade. Quem dedicou o primeiro ano de legislatura a atacar o sistema e a esbravejar contra caciques do Congresso ganhou seguidores e audiência, mas se ressentiu da falta de poder de articulação.

A face mais clara da rendição ao status quo são os gastos da verba parlamentar, o chamado cotão. Crusoé fez um levantamento das despesas dos deputados, entre titulares e suplentes que em algum momento assumiram o mandato no ano passado. Separou os que já haviam exercido o cargo de federal no passado dos que pisaram na Câmara como representantes pela primeira vez em 2019. As estatísticas mostram o abismo entre o discurso e a prática. Entre os 282 parlamentares que haviam passado pelo cargo, o gasto total com o cotão foi de 95,1 milhões de reais, uma média de 337,4 mil reais por deputado. Os novatos que estrearam no Congresso no ano passado torraram juntos 80,2 milhões de reais, o que representa um valor médio de 313,6 mil reais para cada um – montante muito próximo do registrado pela turma da velha política.

A novata que mais recorreu à generosidade dos cofres públicos foi Jaqueline Cassol, do PP de Rondônia. Embora tenha um pé na política tradicional – ela é irmã do ex-governador e ex-senador Ivo Cassol, condenado por fraude a licitações – Jaqueline foi eleita em seu estado prometendo adotar novas práticas. Não foi o que se viu, no entanto. Estreou na Câmara com despesas de 474 mil reais. A bolada foi usada para fazer publicidade do mandato, comprar passagens aéreas, combustível, enviar cartas e alugar carros. A assessoria da deputada alega que não há ilegalidade nos gastos, mas garantiu que, este ano, “o planejamento seguirá outros modelos”. É o que se espera não só dela, como de outros que deixaram a bandeira da renovação desbotar logo no ano inaugural do mandato.

Os gastos excessivos de parlamentares repetem-se independentemente de matizes ideológicos e colorações partidárias. Marília Arraes, do PT de Pernambuco, chegou à Câmara no ano passado como representante do que tentou vender como “renovação petista”. Em 2019, ela gastou 433,6 mil reais da cota parlamentar. A principal despesa foi com bilhetes aéreos. Os gastos com passagens da deputada chegaram a quase 98 mil reais. Só em maio, o gabinete da deputada emitiu 24 bilhetes – alguns de ida e volta –, o que representa quase uma viagem por dia para ela e seus assessores. A petista também gastou até 10,8 mil reais por mês com o aluguel de carros, valor repassado a uma locadora de veículos localizada a 400 quilômetros de Recife. Assim como Marília Arraes, Coronel Chrisóstomo, do PSL de Rondônia, também desembarcou na casa com o discurso de combate à velha política. No ano passado, o policial militar fez despesas que somaram 455 mil reais. Só em abril, o seu gabinete emitiu 16 bilhetes aéreos. A preferência do parlamentar, contudo, foi pela contratação de empresas para divulgar atividades do seu mandato, como aluguel de outdoor em Rondônia, ao custo de 7,1 mil reais.

Os novos senadores também desfrutaram com abundância de recursos públicos. A reportagem analisou os gastos dos 54 parlamentares que iniciaram o mandato de oito anos em 2019 e gastaram dinheiro da cota. Entre os que já haviam passado anteriormente pelo Congresso Nacional, as despesas somaram 10,6 milhões de reais, uma média de 345,1 mil reais. Já os novatos usaram 4,3 milhões de reais no ano de estreia no Congresso, uma média de 226,5 mil reais por parlamentar.

A novata Marília Arraes, do PT, torrou R$ 98 mil com passagens aéreas
Desde a Odisseia, séculos antes de Cristo, Homero já constatava o encantamento por tudo o que se apresenta como novidade: “o número musical mais aplaudido era sempre o mais recente”, dizia. O “novo” pode magnetizar multidões, mas é preciso que a prática acompanhe a fama. Ninguém prega que o parlamentar não possa dispor de recursos para estruturar o mandato que lhe foi outorgado pelo povo. Mas excessos são injustificáveis. E o exemplo deveria vir de quem, durante a campanha, prometeu fazer diferente quando chegasse lá. Há casos bem-sucedidos de parlamentares que prescindiram de suas verbas de gabinete e, mesmo assim, conseguiram exercer o mandato a contento. Por exemplo, só no primeiro semestre do ano passado, oito deputados do partido Novo haviam conseguido poupar 5 milhões de reais em verbas da Câmara. Não há notícia de que a economia tenha gerado graves prejuízos ao exercício da função. Outros 45 parlamentares (28 deputados e 17 senadores) abriram mão de auxílios, entre os quais o famigerado auxílio-moradia – e, até onde se sabe, todos sobreviveram sem o recurso.

Outro levantamento feito por Crusoé mostra que, dos 5,3 mil projetos apresentados por deputados federais no ano passado, só sete foram apreciados e aprovados. E, entre esses, dois eram de autoria de parlamentares estreantes. Paula Belmonte, do Cidadania do Distrito Federal, e Luiz Lima, do PSL do Rio de Janeiro, conseguiram o feito graças a muita negociação com colegas. Eleito pelo mesmo partido de Jair Bolsonaro, Lima adotou estilo diferente da maioria dos correligionários. Não costuma protagonizar lives e vídeos com ataques à oposição e à cúpula da Câmara, conversa com colegas, independentemente de partidos, e tem uma visão crítica quanto à atuação parlamentar totalmente focada em redes sociais.  Graças à diplomacia, emplacou um projeto que facilita o divórcio de vítimas de violência. “O deputado tem duas opções: ou se torna alguém capaz de colaborar com as políticas públicas ou gasta tempo em redes sociais preocupado em se reeleger. Até dá para fazer as duas coisas, mas quem fica muito focado em fazer barulho corre o risco de não aprovar projetos e de não entrar nas grandes discussões”, diz Lima, ex-atleta da equipe olímpica de natação do Brasil. Para conseguir emplacar sua proposta, o deputado do PSL procurou os líderes partidários e Rodrigo Maia. “Ele é o presidente da Câmara. Não podemos perder oportunidades de fazer a diferença na vida dos brasileiros. E, para isso, é preciso conversar e negociar”, acrescenta.

Na Câmara, outros deputados de primeiro mandato buscaram apadrinhamento para conquistar espaço. Pelas normas vigentes, as vagas nas principais comissões são distribuídas pela regra da proporcionalidade: quanto maior a bancada da legenda, mais espaços ela terá. O comando desses colegiados e as relatorias de matérias importantes, no entanto, são definidos pelo presidente da casa. Maia costuma privilegiar partidos do Centrão e os da oposição que apoiaram sua eleição. Mas há também espaço para novatos que se aproximam dele. Foi o caso, por exemplo, dos deputados Tabata Amaral, do PDT de São Paulo, e Felipe Rigoni, do PSB do Espírito Santo. Os dois foram designados por Rodrigo Maia para cuidar de projetos na área social.

O deputado Marcelo Ramos, do PL do Amazonas, também teve de recorrer aos préstimos de Maia. Em seu primeiro mandato na Câmara, Ramos presidiu duas comissões especiais importantes: a da reforma da Previdência e, agora, do colegiado que analisa a PEC da segunda instância. Ramos diz ter feito o “dever de casa”. Logo após a eleição, veio a Brasília para conhecer Rodrigo Maia, que, àquela altura, era nome certo para o comando da casa. Para isso, contou com a ajuda do deputado Orlando Silva, do PCdoB paulista, o principal aliado do presidente da Câmara hoje na oposição. “Depois, mapeei quem eram os líderes e procurei os players principais”, conta Ramos a Crusoé. Em outras palavras, o deputado sabia que precisaria do apoio desses caciques políticos para conseguir espaço no curto prazo. O parlamentar do PL admite que muitas coisas só andam na casa com as bençãos de quem preside a Câmara.

Foi após ganhar a confiança de Maia que o também deputado de primeiro mandato, Geninho Zuliani, do DEM de São Paulo, conquistou a relatoria do novo marco legal do saneamento, um dos grandes temas debatidos na Câmara em 2019. Para emplacar a relatoria do pacote anticrime no grupo de trabalho composto para discutir as propostas do ministro da Justiça, Sergio Moro, o líder da bancada da segurança pública, também conhecida como “bancada da bala”, Capitão Augusto, seguiu o mesmo script. “Pedi a relatoria ao Rodrigo Maia, o que era uma coisa natural, já que o pacote tinha propostas totalmente relacionadas ao tema da segurança pública”, explica o parlamentar. O apoio também parte dos grandes líderes partidários, especialmente os do Centrão. A escolha de Domingos Neto, do PSD do Ceará, para relatar o Orçamento de 2020, por exemplo, teve a costura de Elmar Nascimento, líder do DEM.

Adriano Machado/CrusoéAdriano Machado/CrusoéParlamentares da nova política recorrem a Rodrigo Maia por espaço na casa
Resta saber, em todos esses casos, o que foi negociado em troca. O problema nunca foi a política, mas a politicagem. Nem os normais acordos de bastidores, mas os conchavos inconfessáveis. O problema também não é o presidente da Câmara, qualquer que seja ele, ter poder. Mas como ele o exerce. Quem está à margem do jogo tenta se virar como pode. O líder do Partido Novo na Câmara, Paulo Ganime, lamenta que a influência da sigla seja hoje limitada. Mas diz que o fato de contar com uma “equipe técnica qualificada” e uma “bancada unida” faz com que a legenda lucre politicamente de outras formas. Segundo Ganime, as grandes vitórias do partido em 2019 foram a aprovação de temas defendidos pela sigla, como a reforma da Previdência, a MP da liberdade econômica, a abertura do mercado de aviação civil e o marco do saneamento. Há, de fato, algo de novo no Congresso. Mas, ao menos por ora, a velha política e os seus velhos hábitos continuam a ditar os rumos.

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500
  1. Não tem almoço grátis. Serão obrigados a doar o voto para Maia. Os exemplos de novato são filhos dos velhos caciques??? A velha prática do conchavo.

  2. O legislativo junto com o Supremo Tribunal Federal são a nova monarquia brasileira. Vivem com salários nababescos e fazem as leis que lhes são convenientes. E o povo que se dane!

  3. façam algo enaltecedor aos deputados e senadores, publiquem um ranking dos mais econômicos pontuando produção. é uma publicidade gratuita e encorajadora

  4. O BRASIL PRECISA COM URGÊNCIA CONVOCAR UMA ASSEMBLÉIA NACIONAL CONSTITUINTE, SEM INTERFERÊNCIA OU PARTICIPAÇÃO DE EX-POLÍTICOS, POLÍTICOS, E UM PERÍODO MÍNIMO DE 10 ( DEZ ), PARA QUE OS PARTICIPANTES FIQUEM IMPEDIDOS DE OCUPAREM CARGOS PÚBLICOS OU SE CANDIDATAREM A FUNÇÕES POLÍTICAS DE NENHUMA NATUREZA, DESSA FORMA FICARÁ ASSEGURADA A REVISÃO E ATUALIZAÇÃO DA NOVA CONSTITUIÇÃO DE 2020, VOLTADA AOS ANSEIOS DA SOCIEDADE, COM IGUALDADE DE OBRIGAÇÕES, DEVERES E LEIS IGUAIS PARA TODOS BRASILEIROS .

  5. O grupo novo tem boa intenção mas não tem habilidade para se impor. OSMAR TERRA está de volta na CÂMARA FEDERAL, e pode ser o LÍDER que falta ao grupo de Deputados alinhados com o BRASIL que queremos, visto que tem no curriculum, de 2010 a 2018, 150 PROPOSTAS LEGISLATIVAS, 245 RELATADAS e 817 VOTOS NOMINAIS. Comparem esses dados com o Deputado que elegeu ou com os do DEPUTADO que vivem ocupando espaço no microfone do Plenário.

  6. Não podemos jogar a toalha! Devemos cobrar dos gastões! Que eles sejam chamados a se explicar. Num país com carência de absolutamente tudo nas áreas de Saúde, Educação, Transportes, Cultura, Segurança Pública, como aceitar calado tamanho desperdício de dinheiro com firulas e excentricidades?? O que tem a dizer a neta do Arraes e os outros citados? A cara de pau dessas pessoas é lastimável, a atuação é vergonhosa! Quando forem pedir votos nas próximas eleições tem que ser confrontados pela má fé

    1. Votar é a maneira mais rápida para mudar. Se você não votar, pode ter certeza que vai ter quem vota por você.

  7. Votei e votarei novamente no Partido Novo. Até aqui esse 30 me representa. Observem o que Romeu Zema tem feito em Minas Gerais.

  8. Eles gastam mais do que trabalha para o país o ttrabalho deles e sempre para próxima eleição afim de se manter no poder.De 5000 projetos so sete foram discutidos não sei se viam concrezados esta provado que não trabalham

  9. Gosto do partido Novo,mas só quando for maioria esmagadora poderá fazer algo efetivo pelo povo.Quanto as benesses que não usam,deveriam construir creches,centros de saúde,escolas,etc que seriam símbolos do respeito ao dinheiro público.

  10. Paulina Gostaria qua a Crusoé informasse o nome dos deputados e senadores que abriram mão de algumas regalias. Essa informação é tambem muito importante. Isso os incentiva a continuarem agindo assim.

    1. O senador Reguffe-DF abriu mão de todas as regalias. Tem um mandato exemplar e já aprovou muitos projetos. Votei nele nas últimas eleições.

  11. Não houve renovação, os filhotes estão na mesma corja. Fechar o congresso e stf é a solução. Democracia é para nível de doutorado, mestrado, ensino supeiro do brasileiro. Estamos longe desses niveis. AI5 já.

  12. Antro ee ratazanas. É nojento rudo isso. O desrespeito,o deboche e o pouco caso com o dinheiro do cidadão. E eles ainda agem como se fosse normal, quando não é. É coisa de nau caráter,de gente tramposa e desonesta.

  13. Oi! se alguns deputados gastaram mais de 400 mil reais no ano passado; quanto realmente gastou cada um desses oito deputados do Novo, que economizaram cerca de 5 milhões de reais?

  14. Enquanto houver dinheiro para os deputados gastarem, será esse o cenário na Câmara. Os eleitores precisam cobrar mais de seus deputados para o quadro mudar.

  15. Mesmo muito tímida, mudanças estão se processando... Se livrar de velhos hábitos é tarefa permanente... No passo que se está, talvez em 50 anos, se tenha o cenário desejado pela grande parte da população, quando então, a política não mais será politicagem!!!

    1. O que é economizado da cota parlamentar não vai para outros partidos.

  16. O Partido NOVO tem sido fiel aos seus valores. Desafio a Crusoé a publicar o valor da cota parlamentar que estão utilizando.

    1. Isso mesmo Cláudio. Faltou mais espaço para o que o Novo fez em economias e outras posturas na Câmara.

  17. Pobre sub-raça. Nesse país ninguém honesto, entra na politica. Honestidade e politica jamais andará juntos sem pena de morte. O preco de um juiz ou desembargador e muito baixo, em relação ao que se rouba. Enquanto existir um STF com Gilmar, Toffoli e etc. honestidade e coisa pra pobre e trabalhador.

  18. Essa Tabata e outros da espécie não sobreviverão. Precisamos é de reformas e a mais emperrada e necessária é a polícia, mas como ela não virá, a luz no fim do túnel, ainda, é o Novo, então vamos confiar no Partido Novo, o único com estatuto diferenciado. Parabéns deputados do Novo!

  19. parabéns ao partido NOVO. Este tem honrado meu voto com etica e atitudes digna de parlamentares responsaveis. É NOVO na cabeça em todas as eleições a partir de agora.

  20. Imagine! Você criar e administrar leis que lhe enchem de privilégios,sem ter a quem prestar contas.O POVO? Kkkkk sabem que somos bobinhos.

  21. Qual a novidade? Há séculos que é assim que funciona.Aqui voto só elege, não muda nada.Não temos o alicerce de países sérios.

  22. Políticos prometem e não cumprem absolutamente nada, com raras exceções. Esqueçam... Comemorar pela renovação política na última eleição era dar com os burros n'água. Entrou, viu o montante de mordomias que possuem e se lambuzam inteiro... não mudam nada !!!

  23. Esperar de Jaqueline Cassol,de tradicional família de larápios rondonense e de algum Arraes de família secularmente "protetora dos pobres pernambucanos" e de outros mais, algo diferente é muita ingenuidade. Enquanto tivermos reeleição, foro privilegiado, sem voto distrital, dentre outros, podemos esquecer: este pais não mudará nunca !

  24. Fico pensando se, futuramente, com todos os recursos tecnologicos sempre avançando, não poderemos ter um congresso virtual, onde o povo possa propor, discutir, acompanhar e votar projetos. Ficaríamos livres dos congressistas parasitas e seria uma grande evolução para a democracia.

  25. Quem nunca come melado, quando come se lambuza, esses são a grande maioria dos novatos, seduzidos pelas benesses. O povo que votou que se lixe.

  26. A Crusoé deve fazer uma reportagem dando ênfase com os políticos de primeiro mandato que estão trabalhando conforme prometeram, dar destaque positivo a eles. Eu acompanho e acho que só o NOVO está nessa linha. A Imprensa tem que nos ajudar a ver o lado positivo, se houver!

    1. Wellington, há sites na internet com o histórico das votações no Congresso. Congresso em Foco e Interlegis são muito bons. Lá você verá que Podemos, PSL e Cidadania não deixaram a desejar.

  27. "a ganancia quando é grande, que cresce e devora o dono" reeleição para desculpas de continuar "fazendo" . Precisamos de Candidaturas Independentes, com Nomes Íntegros, e acabar com o sindicalismo partidário que devora cada brasileiro.

  28. Faço uma torcida danada para que o Partido Novo ganhe mais cadeiras no Congresso. Só com políticos inteligentes, honestos e bem preparados conseguiremos mudar a Banânia Brasil.

    1. Uhullll. Pago com orgulho minha mensalidade. Filiada ha 4 anos

    2. Estou com vc nesta tb estou gostando muito das atitudes do novo

  29. Lamentalmente as Orcrins do congresso, do judiciário e da imprensa continuam tentando acabar com o Brasil. Por isto é preciso que o povo tenha vergonha na cara e faça rolar muitas cabeças (literalmente)

  30. Ao ver o Congresso que temos hoje, concluo que, mesmo que consigamos renová-lo em cem porcento, nada mudará, devido ao sistema partidário existente, pois quem define o caminhar das proposituras são os donos de partidos. Volta e meia ameaçam quem não se alinha ao desejo do partido. Analisem detidamente!

    1. Seu comentário esta corretissimo otima visão...estou gostando muito do partido novo o que vc acha

    2. Perfeito Sr Edson! Eu acredito que no caso somente uma reforma política resolveria, porém não consigo vislumbrar como os congressistas venham a fazê-la. Ao meu ver um projeto de lei popular poderia ser a solução. Com a palavra o povo brasileiro.

    1. Pelos vistos, a promessa dos novatos, na sua maioria, não passaram de promessas... Acabaram por sucumbir à prepotência dos veteranos caciques que ainda dominam Câmara e Senado...

  31. O Brasil ficou deitado em berço esplêndido enquanto outros países faziam seu trabalho. Estamos correndo muito atrás em tudo. Nossos políticos são lamentáveis. Mudar demanda tempo, educação em ética e valores.

  32. Tabata Amaral é aquela que quer ser esquerda limpinha, mas contratou consultoria, rsrsrsrs, de seu próprio namorado. Tendo em vista que recebem dinheiro público, ou é desvio, ou namora mal demais, e não ganhou a consultoria. Kkkkkkkkkk.

  33. Na verdade,o Congresso é uma zona e na zona não existem virgens.Na eleição, aparecem algumas virgens mas poucos meses depois, já estão fazendo barba,cabelo e bigode.É a triste verdade do sistema no Brasil.

    1. Poucos tem personalidade suficiente para não cair na vida fácil. Vai levar décadas para renovarmos de verdade o congresso.

  34. Imperdoável vocês não mencionarem o Kim Kataguiri, que só tem 8 assessores e participa das comissões mais importantes! Hellllouuuu!

    1. A reportagem, pegando esse gancho, deveria ter dado o mesmo peso ao que de bom aconteceu, se é que existe. Pelo menos é o que determina o manual do bom jornalismo.

    2. Estava me perguntando agora: como será que o kim está conduzindo o seu mandato?

  35. A mudança efetiva que houve no Congresso foi a do Partido NOVO. A conduta dos 8 parlamentares completamente diferente. A reportagem, contudo, fala de forma genérica, não detalha as condutas e as práticas diferenciadas. Como entender isso?

    1. Álvaro, o Victor é como milhares de brasileiros um descendente de uma das inúmeras raças que aqui vieram e prosperaram. “ Devagar, devagar vai-se longe. Certamente uma nação não é construída em poucos anos. Nós ...os pioneiros”. Acho que ele não quis exibir erudição, deve ser uma das línguas que fala entre família. Vá ao Sul e entenderás. Tem alemão. Polonês. Asiáticos. Etc. Bom domingo a todos.

    2. Hummm.. esse aí quer mostrar erudição.. ou é um rematado imbecil..

  36. se analisarmos friamente, o que o Congresso nos proporciona? aberrações como o fundo eleitoral, conluios para enfraquecer a lava jato blindando a corrupção, roubalheira, gastos astronômicos, são as "toridades" que podem tudo, e nos palhaços só olhando. Se fosse na iniciativa privada a empresa estaria falida ou fechada por incompetência. Pensem nisso senhores

  37. Esquecem do povo. Nas próximas eleições não estaremos esquecidos. Há um parâmetro na forma do olhar do eleitor. Antes e depois era Bolsonaro/seus ministros. Nos aguardem excelentíssimos congressistas; a última palavra é nossa.

  38. O Partido NOVO é o único que tem um estatuto decente e que é seguido à risca por seus dirigentes. É realmente a única novidade partidária boa da política Brasileira. Espero que não se desvirtuem.

    1. Pra quem acha que o problema é apenas a corrupção, o NOVO é uma boa opção...por enquanto.

    2. Para tentar acabar com a corrupção estruturada pelo PSDB e muito bem utilizada pelo PT. Farinhas do mesmo saco. Lixos.

  39. O ÚNICO PARTIDO COERENTE ATÉ AGORA É O NOVO ,NÃO TEM NOS SEUS QUADROS ,processados ,nem fichas sujas E NÃO PEGOU DINHEIRO DO FUNDO ELEITORAL

    1. O Novo é muito bom nas ideias, mas como implementa-las e conseguir aprova-las com o congresso que temos? Comprando os apoios?

  40. Parabéns Helena Mader pela excelente matéria clara e objetiva. Infelizmente a maioria comandada por Rodrigo Maia continua a mesma, felizmente o partido Novo e poucos dos outros se mostram fiéis ao que pregam.

  41. Porque não nominar os oito deputados do NOVO. Seria bom saber quem são. Vale a pena votar nesse partido. A direção deles é a que eu espero dos políticos.

    1. Todos tem preço!! Novos, Velhos, não resistem a tanta mordomia e grana!,, Alguns até tentam mas, continua valendo a velha máxima: Dinheiro e Sexo mandam no mundo e em Nosso Congresso!

  42. O título me deixou na expectativa de analisar os deputados do Novo nesse quesito. A reportagem, por algum motivo, falhou em excluí-los de sua análise. Se foram diferentes ante os velhos hábitos, mereciam publicidade. Se iguais, mereciam denúncia. Não faz mesmo sentido a Crusoé propor a análise imparcial quando peca em algo tão básico, mesmo que acidentalmente.

  43. Senhora Helena e Sr. Igor. Escrever uma matéria dessa, e não citar o Deputado Kin Kataguire é de uma desinformação transcendental.

    1. Pô turminha.. vamos parar de organizar torcidinha encomendada por deputados e partidos? Esses comentários aqui não servem pra divulgar plataformas de "araque".

  44. Não adianta ser “novato” de um partido viciado em práticas antigas. O Partido Novo está dando o exemplo. Espero que as pessoas enxerguem isso e elejam mais candidatos do partido. Tem que haver coerência entre o discurso e as práticas.

  45. Façam o papel da honesta imprensa: divulguem quem, quando, onde e como? Esse é o "munus" dos esponsáveis e verdadeiros jornalistas.

  46. Para estimular os congressistas a adotar boas práticas seria interessante nominar todos aqueles que assim o fizeram, como é o caso dos oito parlamentares do Novo.

  47. O congresso é espúrio pois sua composição é feita em grande parte por corruptos, analfabetos funcionais, indigentes intelectuais e oportunistas. Se fosse reduzido a um terço trara economia e com certeza maior eficiência na produção de leis que ajudassem o desenvolvimento do país, hoje meia dúzia de líderes ( de péssima qualidade ) comandam o debate e a imensa manada de energúmenos concorda e gastam nosso dinheiro. É um lixo.

  48. Ajudaria muito para uma visão de conjunto uma lista, por exemplo, dos 6 partidos com maior e dos 6 com menor gasto médio por deputado. Ou já fazer uma em ordem crescente com todos os partidos. E nominar os campeões de cada um.

    1. Realmente citou os piores, mas omitiu o nome dos parlamentares que se destacaram por economizar. Assim não ajuda em nada!!!

    2. Se formos levar em conta as principais votações de 2019, Novo, PSL, Podemos e Cidadania se destacam.

  49. Não adianta mudar os nomes e continuar votando em Orcrim. O Novo é um partido de verdade, com valores e princípios republicanos. Sabemos que, qualquer político do Novo, rezará por essa cartilha. Agora, o cara fala que não vota mais no Maia, aí vai lá e vota em outro cara do DEM, outro pilantra. Aí não dá!

    1. A Organização Criminosa que controla as instituições do estado brasileiro foi construída e aperfeiçoada durante quinhentos e vinte anos! Vai ser um trabalho hercúleo desmontar esse Sindicato de Criminosos e Milicianos. Vamos apoiar a PEC dos Penduricalhos; a extinção dos assessores de recrutamento amplo (e as consequentes "rachadinhas"), do congresso bi-cameral, etc, etc. Num país miserável, como justificar quinhentas e tantas excelências se locupletando!!!

  50. É muita farra !O país que carece de educação e saúde ter seus, vulgo, representantes se esbaldando com tanta verba ! Falta de vergonha !De caráter. De humanidade ! Vivem num outro Brasil. Cercados de luxo de segurança e de aproveitadores !Passam longe muito longe de serem funcionários públicos !

    1. André, Minas está numa pindaíba danada, não consegue nem pagar o funcionalismo e você ainda quer que o Zema abra mão de receita?

    2. Cumpriu o q? Pergunta pro bilionário Zema se ele vai diminuir o ICMS do combustível ou algum imposto lá em minas!

  51. O poder sobe à cabeça? Só o tempo dirá. Quem sabe com a saída de Maia no ano que vem e eleito um presidente da Câmara pró Brasil, os novos consigam cumprir suas promessas e não sejam somente mais do mesmo. Merecemos políticos melhores para sermos um país digno.

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