Mateus Bonomi/Crusoé

“Filho é indemissível”

Eduardo Bolsonaro, tido como o 23º ministro do governo, diz que os filhos são os soldados mais fiéis que o presidente pode ter. Nesta entrevista a Crusoé, ele afirma que o fogo amigo contra ele e os irmãos não vai prosperar: "Não existe uma maneira de nos alijar do convívio familiar"
08.02.19

Eduardo Bolsonaro anda pelo Congresso Nacional com a fleuma de quem sabe que não é só mais um deputado. O terceiro filho do presidente da República, chamado por Jair Bolsonaro de Zero Três, é cortejado por muitos dos colegas, assediado por visitantes e alvo da atenção daqueles que, desde já, tentam identificar atalhos para se aproximar do governo. Dos três filhos políticos de Bolsonaro, Eduardo é quem mais se aproxima do estilo do pai — e exibe certo orgulho disso. Seu protagonismo no governo chama atenção. Não por outra razão, é tratado como o 23º ministro. Desde a eleição, ele participou ativamente da escolha de alguns dos integrantes do primeiro escalão e até representou Jair Bolsonaro em reuniões com autoridades estrangeiras, o que lhe garantiu outro título nas coxias do poder: o de chanceler informal. Eduardo também foi o único filho – e o único deputado – a acompanhar o presidente na recente viagem a Davos, na Suíça.

A condição especial que o diferencia dos demais parlamentares já fez com que ele tivesse de modificar a rotina à qual estava acostumado até o pai ganhar a eleição. Qualquer deslocamento seu exige o acompanhamento de seguranças. Foi preciso, ainda, mudar o endereço do gabinete. O de antes, mais próximo do plenário, mas modesto e sem banheiro privativo, foi trocado por um no Anexo 4, mais confortável e de acesso mais restrito. Foi lá que Eduardo Bolsonaro recebeu Crusoé na última terça-feira. Aos 34 anos, eleito por São Paulo com quase 2 milhões de votos (a maior votação já obtida por um deputado federal), o filho de Jair Bolsonaro começou avisando que gravaria em vídeo toda a conversa. É um procedimento, diz ele, para corrigir eventuais distorções de suas declarações – juntamente com o irmão Carlos, ele costuma disparar críticas diárias ao trabalho dos jornalistas, que, acusa, perseguem sistematicamente a família.

O deputado falou de tudo um pouco. Defendeu um esforço conjunto para aprovar a reforma da Previdência, disse que o ditador Nicolás Maduro só deixará o poder na Venezuela pela força, desfiou argumentos em favor da liberação de armas para os brasileiros e se queixou da maneira como vêm sendo tratadas as suspeitas que colocaram seu irmão mais velho, o senador Flávio Bolsonaro, sob investigação. Também respondeu sobre uma crítica cada vez mais comum, inclusive dentro do governo, à atuação dele e dos irmãos. Os militares, em especial, avaliam que os três podem, de maneiras diferentes e em tempos diferentes, criar embaraços para o mandato do pai. “Filho é indemissível. Não existe uma maneira de nos alijar do convívio familiar”, diz. A seguir, a entrevista.

As vitórias de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre ajudam o governo a aprovar suas pautas prioritárias no Congresso Nacional?
Do Senado, posso pouco falar, porque transito pouco por lá. Na Câmara, eu sei que o Rodrigo Maia tem entrada com o Paulo Guedes e vice-versa. O Rodrigo Maia já deu declarações se comprometendo com as reformas, principalmente as econômicas, que o país precisa. Acredito que ele está bem ciente, principalmente em relação à reforma da Previdência, que é a mais sensível. Ou aprovamos a reforma da Previdência, ou o Brasil vai ser a próxima Grécia. É isso que vai ser posto. Acredito que o governo venha a fazer uma boa propaganda, para esclarecer a população o que vai ser gradual, o que vai ser de transição, o que que vai valer para quem está entrando agora, para deixar a população informada e os deputados confortáveis para votar a favor da reforma. Uma das críticas que ouvi alguns deputados fazerem em relação à reforma da Previdência do Temer é que eles pecaram na parte da propaganda. Que, na demora de fazer uma propaganda esclarecendo o que era a reforma da Previdência, a esquerda conseguiu ir lá, no boca a boca, no povão, e tinha gente achando que ia se aposentar com 70 anos de idade, que ia perder a aposentadoria, ia perder LOAS (refere-se ao benefício previsto na Lei Orgânica da Assistência Social que garante um salário mínimo mensal às pessoas com deficiência e aos idosos com 65 anos ou mais que comprovem não ter meios de se manterem), faz confusão com o que é benefício de seguridade social e o que é aposentadoria. Acredito que, nisso aí, o governo Bolsonaro não pode errar de novo. E acredito que Rodrigo Maia vai trabalhar pela aprovação da reforma da Previdência, porque ele está bem ciente do risco que o Brasil corre caso ela não seja aprovada.

Acredita que agora haverá uma disposição maior de seus colegas parlamentares em aprovar a reforma?
Muito maior. Inegavelmente, quer você goste, quer não, a reforma da Previdência é uma medida muito sensível. Apresentar um pacote sensível perto das eleições (como fez o governo Temer), faz você já largar em desvantagem, porque o político aqui pensa na reeleição dele. Em cima do pleito, ele não fica tão confortável em votar uma reforma dessas. Então, acredito que, como estamos longe do período eleitoral, com um governo novo, com 50% da Câmara praticamente renovada, com praticamente 60% do Senado renovado e todo mundo vindo com uma pegada mais liberal na economia, acho que tem tudo para ser aprovada. E tem que ser aprovada com os deputados dando o exemplo. Começando pelo deputado, pelo juiz. Porque, se a gente for exigir o sacrifício do pessoal do regime geral da iniciativa privada, temos que dar o exemplo.

O sr. defende que o sistema previdenciário dos militares deve ser reformado junto com o dos civis?
Acredito que essa pauta aí o governo é que vai direcionar. O que sempre esclareço é a condição especial dos militares. Esse negócio de 44 horas semanais não vale para eles, eles não podem fazer greve, não podem se sindicalizar, não têm adicional noturno. Se você acompanhar a vida de um militar na fronteira, onde eles têm muita presença, vai ver pessoas que você nem sabe praticamente quando é a folga dele e quando é o trabalho, porque ele vive na vila militar, vive dando serviço, fiscalizando, em operação. Então, é uma situação sensível. Se você parar para ver, quantos filhos de deputados aqui estão servindo às Forças Armadas? Será que as Forças Armadas são tão atrativas assim? As Forças Armadas têm a medida provisória 2.215, que, no final do governo FHC, retirou diversos benefícios dos militares. Se isso aí fosse cortado dos civis, já teria ocorrido uma revolução nesse país.

Uma das ideias em discussão é elevar o tempo de contribuição de 30 para 35 anos, aumentar a alíquota previdenciária e cobrá-la das pensionistas. Isso passa facilmente?
Acho difícil, acho difícil. É o que eu falei: isso tem que vir do governo, tem que passar por uma discussão. Mas eu acho que situações desiguais têm que ser tratadas de maneira desigual. Não tenho pudor nenhum em falar que os militares, hoje em dia, têm uma situação desigual, porque são fatos. Não é a minha opinião por eu ter proximidade com o pessoal da vida da caserna. Não é minha mera opinião. É só você olhar os fatos.

Por que acha difícil aprovar mudanças nas regras para os militares?
Acho que é um tema que vale o debate. Não tenho minha opinião 100% formada. Acredito que, se a gente debater aqui na casa, a gente pode chegar a um denominador comum, onde todos venham a dar a sua parcela de contribuição. Mas situações desiguais tratadas de maneira desigual. Da mesma forma que eu, se tiver um trabalho num escritório, no ar condicionado, posso trabalhar até os 80, 90, 100 anos de idade. Se eu tiver lúcido, se minha cabeça estiver bem, eu posso trabalhar. Não estou falando que a gente vai colocar as pessoas para trabalhar esse tempo. Estou falando da condição da pessoa, que é totalmente diferente da condição de uma pessoa trabalhar, por exemplo, usando a força física dela. Pedreiro, pessoal principalmente da construção civil ou um policial militar correndo atrás de bandido na rua, policial militar e civil, porque fazem a polícia preventiva, vão a campo. Não tem como exigir de uma pessoa dessas, em que o trabalho exige um vigor físico, que ela trabalhe até tantos anos de idade. Citei aqui o exemplo de trabalhar no conforto do ar condicionado e em um escritório porque são trabalhos que exigem apenas o seu intelecto e não seu vigor físico. De forma nenhuma estou falando que as pessoas têm que trabalhar até 80, 90, 100 anos de idade, não. Por favor.

Fatiar a reforma, enviando em dois tempos propostas para civis e militares, não contraria o discurso de “governar pelo exemplo”, já que o presidente, o vice e alguns ministros vêm da carreira militar?
Não vejo dessa forma, não. Você acharia que dar o exemplo, então, seria levar as duas matérias ao mesmo tempo?

É o que o ministro da Fazenda, Paulo Guedes, tem defendido.
Sou deputado federal. O que chegar para mim aqui vou ter que votar, defender o que acho justo e criticar o que achar injusto. O que eles mandarem para cá, a gente vai analisar. Eu não vejo problema em mandar junto e também não vejo problema em mandar separado. Agora, mandando junto para cá, você não pode dar o mesmo tratamento para todas elas. Ou, então, vamos fazer o seguinte: vamos dar o mesmo tratamento. Vamos pegar o servidor civil e vamos também deixar eles nas mesmas situações dos militares. Será que vão topar? É óbvio que não, e a gente nem pretende fazer isso.

A interferência do ministro Onyx Lorenzoni na disputa pela presidência do Senado pode atrapalhar o governo?
Acho que atrapalharia ter um opositor ao governo sentado na cadeira presidencial. Acho que esse seria o pior cenário possível para o governo Bolsonaro. Vejo o Davi (Alcolumbre) como um aliado. Acredito que, pelo discurso que ele está tendo, logo após a eleição, de pacificar, debater, conversar senador por senador, já demonstra um pouquinho o que é o caráter e o que ele quer para a Casa. E, se ele vai dar esse tratamento aos senadores, certamente vai dar o mesmo tratamento para os ministros. Acho que Davi vai ser um aliado e também acredito que também vai ter consciência de pautar e trabalhar pela aprovação da reforma da Previdência.

A base aliada teme uma eventual reação do Renan Calheiros ao governo, após a derrota na disputa pela presidência do Senado?
Desculpa fazer aqui uma crítica a uma parte da imprensa, e isso é natural, tanto que nós deputados somos bastante criticados também. Parecia que era o seguinte: antes da eleição, falavam que o Renan na presidência ia ser ruim para o governo. Agora que foi eleita uma pessoa diferente do Renan, estão falando: não, agora o pior cenário se configurou, com Renan na oposição. Gente, vamos dar tempo ao tempo. O Renan é uma pessoa influente, que tem experiência na Casa, já foi ministro, presidente. É óbvio que ele é uma pessoa que tem um poder e segue sendo influente. Agora, vamos ver como vai ser a conduta dele, se ele vai se comportar como uma pessoa que vai trabalhar contra o governo, chateado porque não foi eleito presidente, ou se ele vai ter a maturidade de trabalhar a favor do Brasil. E eu não vejo ele… Assim, você pode ver: o Jair Bolsonaro, presidente, ligou para todos os candidatos à presidência do Senado, inclusive para o Renan, que, convenhamos, era um dos favoritos junto com o Davi Alcolumbre. Ele teria que começar por alguém. (O deputado ri, ao lembrar que o primeiro telefonema do pai foi para o próprio Renan)

O sr. avalia que a base aliada não deve partir para um confronto com Renan?
Acho que a base aliada tem que ouvir as ruas e os brasileiros nesse novo momento da política que a gente está vivendo. Não interessa se é A, B ou C, quem se coloque contrário aos interesses das ruas, tem que ser combatido, independentemente de quem seja. E se forem votos vencidos, que a população preste atenção na próxima eleição e não reeleja esses parlamentares.

Há incômodo ou mal-estar de sua parte, ou da parte de seus irmãos, com o protagonismo do vice-presidente Hamilton Mourão durante as interinidades?
Nenhum. A relação está tranquila. Se você parar para ver, já tentaram colocar o Paulo Guedes contra o presidente, vira e mexe vejo notinha dizendo que generais querem que os filhos de Bolsonaro sejam afastados do governo. Aí a gente vai lá, fala com o general Heleno, com o Santos Cruz, com o Mourão e não tem absolutamente nada. Eles são governo. Obviamente, somos essas figuras indissociáveis, por sermos filhos do Jair Bolsonaro, mas não tem nada de mais. Zero incômodo. Antes de ir para Davos, eu falei com Mourão. Quando a gente retornou, falei de novo. O Mourão tem as opiniões dele e tem se expressado. Cabe à população fazer o julgamento se isso é certo ou errado. Ninguém aqui acha que vai estar todo mundo dentro de um governo, não sei quantas mil pessoas, todo mundo concordando e balançando a cabeça.

Uma das declarações que geraram reações foi aquela em que Mourão defendeu a descriminalização do aborto.
Acho que ele falou que era uma opinião individual dele, que não era uma política de governo. Ele tem a opinião individual dele. Ele gosta de Flamengo, eu gosto de Botafogo (risos). Isso não interfere em nada no governo.

Como conciliar a pauta econômica com a de costumes no Congresso?
É problema. Assim… A violência, a gente anda pelas ruas… Durante o período eleitoral foi muito comum, as pessoas sempre pediram atenção especial com relação a segurança porque esses níveis que estamos tendo aqui só alguns países em guerra conseguem alcançar, níveis de homicídios e de criminalidade. Por outro lado, um país com 14 milhões de desempregados como o Brasil, com as potencialidades que nós temos, também não é um problema pouco… Se você se colocar na situação da pessoa que está desempregada, também é muito atordoante. Então, acho que são duas pautas preferenciais.

Mas como conciliá-las? O debate em torno de uma não pode contaminar o da outra?
Uma é para você se manter vivo e a outra é para você conseguir se sustentar. Acredito que as duas têm igual prioridade. É que muitas das pautas dos costumes, se o governo não incentivar, ele já está ajudando muito. Por exemplo, em matérias como o kit gay. A esquerda é que vai ter que rebolar para aprovar isso aqui. E outra coisa: eu duvido que consiga, porque este Congresso é mais conservador do que o anterior. Mas, vamos supor que consigam, aprovem aqui uma matéria como kit gay ou ideologia de gênero. Tenho absoluta certeza de que o presidente Jair Bolsonaro vai vetar e eles vão ter um outro trabalho de derrubar o veto aqui.

E o projeto da Escola Sem Partido, passa?
Ele tem muito debate. Acredito que a gente tem que ter como prioridade segurança e economia. Porque são as questões, na minha visão, mais emergenciais. Agora, nada impede que, simultaneamente, o ministro Ricardo Vélez, junto com a sua equipe, venha a olhar os livros didáticos e (faça com que) aqueles que estejam em desconformidade com a maioria da sociedade brasileira sejam vetados. E acabou. Como a esquerda fazia: ela não perguntava para ninguém. Ela fazia o livro com diversas configurações familiares, empurrava para escola e o pai que se danasse e que entrasse na Justiça para reclamar. A gente acaba sofrendo aqui, recebendo denúncia e tendo que chamar atenção, orientando como é que faz, como é que não faz, propor alteração legislativa. Até que a gente chegou ao Escola Sem Partido. Agora, é a vez de dar o troco neles e fazer o que a maioria da sociedade quer. A sociedade não quer ver criança menor de doze anos mudando de sexo. Ela quer ver o filho aprendendo matemática, português, sendo um bom filho, respeitando pai, respeitando a mãe.

Mateus Bonomi/CrusoéMateus Bonomi/Crusoé“O Mourão tem as opiniões dele e tem se expressado. Cabe à população fazer o julgamento se isso é certo ou errado”
Esse projeto tem divergência até dentro da base aliada.
Acho que a gente pode colocar para o voto. E aí a gente decide. Se formos voto vencido, não tem problema nenhum. Aqui é uma democracia. Não tem que passar tudo que eu quero. Agora, tem que dar a oportunidade à população para ver se os seus representantes estão votando a favor ou contra aquilo que ela deseja.

E Rodrigo Maia vai colocar pautas de costumes em votação? Ele se elegeu com apoio e compromissos com partidos de esquerda, como PCdoB e PDT.
Ainda não conversei com ele, mas certamente a gente pode levar a ele essas pautas. E deixa eu dar um testemunho aqui: ele atende todos de maneira igual. Ele fala com o PT igual como ele fala com o PSL, com o MDB e com o PSDB. Então, quando chegar a hora de o PSL falar com ele, com a autoridade de quem tem a segunda maior bancada, tenho certeza de que a gente pode se fazer ouvir junto ao presidente da Casa.

Acredita que a liberação do porte de armas passará com facilidade?
Acho que tem chances de passar, sim. Porque o direito à legítima defesa não é só você ter uma arma em casa. É óbvio, você ter uma arma em casa evita um invasor entrar ali e fazer o que quiser com a sua família. Agora, em pautas como o porte para os atiradores… Poxa, eu sou policial federal. A minha formação na Academia Nacional de Polícia é, talvez, a melhor da América Latina. Sabe quantos tiros a gente dá? Em torno de 1.200 tiros durante a formação, em torno de cinco meses. Um atirador que está treinando para uma competição dá isso daí num final de semana. Poxa, é um cara que tem preparo, não custa nada para o estado e já tem arma, já vai para o clube armado. É um cara que não vai fazer besteira com arma dele. E, se fizer, esse daí vai ser fácil de pegar, porque você vai ter o endereço dele, vai ter tudo bonitinho. Defendo liberar o porte para todos os atiradores esportivos do Brasil. Já é uma previsão que tem no Estatuto do Desarmamento e eu pressiono o governo para que seja dessa maneira. É só um dos exemplos que estou citando. As pessoas no Brasil, às vezes, imaginam o seguinte: ah, Eduardo, mas se todo mundo tiver uma arma, já imaginou, na primeira fechada de trânsito, vai ser um tiroteio. Eu falo: gente, vamos ver como era no Brasil antes de 2003, antes do Estatuto do Desarmamento ou antes de 1997, quando o FHC editou a primeira lei desarmamentista no Brasil. Como era o Brasil? Tinha muito menos homicídios. Se você tivesse a posse ilegal de arma, ela não era nem ilícito. O porte ilegal de arma, você estar com uma nove milímetros na cintura sem o registro, era contravenção penal. Mal dava uma cesta básica. E como eram os homicídios no Brasil? Muito menores. E antes que a pessoa pague de gatão no trânsito, ostentando uma arma na mão, porque tomou uma fechada, ela pensa duas vezes. Sabe por quê? Por que do outro lado pode ter um cara armado também. Então, ela fica mais ciente. Agora, isso que serve para o cara no trânsito serve para o bandido. Ele vai pensar duas vezes antes de meter uma bala na tua cabeça para pegar teu celular no sinal. Porque talvez, atrás, tem um cara armado que ele não viu. Ele sempre vai ter essa dúvida. Então, hoje em dia, o bandido tem a certeza de que a vítima está desarmada, é por isso que ele é cada vez mais ousado. Ele rouba durante o dia. Pega e vê a evolução do número de homicídios, que é um dos indicativos criminais, com a evolução das leis de direitos humanos que deixam o criminoso mais confortável. É diretamente proporcional. Quanto mais conforto o cara tem, mais ele está ousado, mais está matando e nada está acontecendo com ele. É isso que a gente tem que mudar. É só resgatar a política que a gente tinha antes de punir, de prender, de dar autoridade para o policial. O policial que matar o bandido, sim, tem que ser condecorado. Não é mole você ir lá, trocar tiro com o cara e vencer ele, não. Você pode morrer também. Não é um paintball que, se você tomar um tiro, você entra na próxima partida. Tem que ter culhão para fazer um trabalho desse aí. Aí você vai ficar desestimulando o policial que vai para o confronto. Desculpa, então você vai estar mais uma vez estimulando a vagabundagem.

O sr. acha que o Brasil deveria intervir ou apoiar uma intervenção militar na Venezuela?
Sou contra a ideia de que o Brasil venha a declarar uma guerra ou fazer uma intervenção na Venezuela. Até se nós quisermos aqui formar uma força humanitária e mandar um avião sobrevoar as áreas onde estão as pessoas mais ligadas ao Guaidó (Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino do país), qual a garantia teremos de que esse avião não vai ser bombardeado na Venezuela? Nenhuma. Então, a Venezuela hoje não tem sequer uma estabilidade para você mandar uma ajuda humanitária desse porte. Além disso, mandando uma ajuda humanitária, certamente quem está lá embaixo está com armas nas mãos, que são os coletivos do Maduro, para os quais ele distribuiu vários fuzis, inclusive AK. Com apoio da Rússia, alguns anos atrás, o (Hugo) Chávez distribuiu mais de 100 mil (fuzis) para os seus coletivos, os cubanos, que são em torno de 50 mil, expectativa de 50 mil a 100 mil, mais ou menos, que estejam lá, Hezbollah, FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), ELN (Exército de Libertação Nacional). Esse pessoal é que vai pegar a ajuda humanitária e distribuir entre os deles. Então temos que ter a coragem de falar o seguinte: o Maduro só vai sair do poder através do uso da força. Não estou dizendo que o Brasil tem que ir lá, entrar com militares, com as Forças Armadas, para tirar o Maduro, não. Não é isso que estou dizendo. Estou tendo uma conclusão óbvia. Porque através de eleições ele já demonstrou que não vai sair. As últimas eleições tiveram mais de 80% de abstenções. Se levarmos em conta que não houve fraude, o que é uma piada imaginar que não houve fraude naquelas eleições, o Maduro foi reeleito com 17% dos votos.

De onde viria, então, essa força para tirar Maduro do poder? Dos Estados Unidos?
Os Estados Unidos têm grandes Forças Armadas. E não só os Estados Unidos, mas qualquer iniciativa que venha a ser feita na Venezuela, como ocorreu de maneira desorganizada com Oscar Pérez, que juntou um pequeno contingente de militares e policiais e conseguiu fazer uma força ali para tentar bater de frente com o Maduro, qualquer iniciativa dessas tem que ser apoiada. Porque, se ela não for apoiada, a cada dia que passa, mais pessoas estarão morrendo de fome, e o Maduro não está nem aí para isso.

Mas que solução o sr. vê, afinal?
Vejo que, de alguma maneira, alguém tem que se organizar. Principalmente militares venezuelanos que estão no exílio, de alguma maneira, se organizar para conseguir, pouco a pouco, entrar e ir libertando a Venezuela. Agora, entre o que eu acho que pode acontecer e o que vai acontecer, há uma distância bem grande. Estou te falando aqui como um deputado federal do Brasil o que eles podem fazer, o que estão fazendo etc. Agora, toda ditadura, quanto mais ela vai se enrijecendo, mais a oposição também vai tomando medidas contrárias. O povo venezuelano estará vendo que vai morrer de fome ou vai ter que se prostituir para ter umas migalhas do governo, mais e mais pessoas vão pensando que vale a pena tentar ir para o tudo ou nada.

Qual é a sua opinião sobre a transferência da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém?
Acredito que o Brasil não pode errar porque, pelo tamanho que o Brasil tem, ele vai servir de exemplo para toda a região. Então, se o Brasil fizer uma transferência de maneira exitosa, se for um sucesso a transferência da embaixada, isso fará com que outros países possam vir a acompanhar o Brasil. Do mesmo modo que, se nós fizermos alguma coisa errada, isso vai servir de exemplo para que outros países não venham a seguir essa tentativa de transferência da embaixada para Jerusalém. O que as pessoas não atentam é que ocorreu já uma grande mudança no Oriente Médio, onde Israel não é mais visto como inimigo. Israel é cada vez mais visto como um aliado. O grande problema de toda aquela região é o Irã. O Irã é que financia o terrorismo, o Irã é que causa problemas, que dá suporte para grupos extremistas. Para você ver: Israel queria dar de graça a tecnologia de água para os fazendeiros no Irã. O governo do Irã não permitiu porque era uma ajuda de Israel. Ele prefere ver seu povo morrendo sem alimento e sem água a receber uma ajuda de Israel. E eu corroboro que aquelas relações ali mudaram quando você olha a mudança que os Estados Unidos fizeram de sua embaixada para Jerusalém. Vários países censuraram publicamente, mas não houve qualquer tipo de retaliação contra os Estados Unidos. Aí, já sei, você vai perguntar: poxa, mas olha o tamanho dos Estados Unidos. Tudo bem. Mas olha o tamanho da Guatemala. Será que, se os países árabes não quisessem destruir a Guatemala, fazer um embargo econômico, não poderiam fazer? Por que não fizeram? O Brasil é um meio termo. Não está em uma posição como a americana, nem como a guatemalteca. Mas é um meio termo, e acho, sim, que a gente tem que fazer essa mudança. Primeiro, por respeito aos eleitores, já que é uma promessa de campanha do Jair Bolsonaro. E, em conversa com o Benjamin Netanyahu, quando ele veio ao Brasil, Jair Bolsonaro se comprometeu a fazer a mudança.

Há uma pressão da bancada ruralista contra a transferência por receio de retaliações na compra de frango.
Muito frango… E carne. Do Brasil e da Austrália. E se os dois mudarem a embaixada, (os países árabes) vão fazer o quê?

O sr. concorda com o meio termo adotado pela Austrália de instalar a embaixada em Jerusalém Ocidental?
Não. Acho que tem que ser o compromisso de campanha. Você pode botar um gabinete avançado, depois pode fazer a mudança da embaixada. Tem que ver um prédio para isso. Isso pode ser que não saia de graça. Enfim. Mas são medidas que têm que ser tomadas. Outro ponto que a gente não passou, mas que é relevante, é que muitas pessoas têm medo de ataque terrorista. Ah, a gente vai estar trazendo para o Brasil a questão do terrorismo islâmico para cá. Meus caros, a Argentina já teve dois ataques terroristas nos anos 1990. Quem acha que no Brasil não tem operação de grupo extremista está redondamente enganado. O Hezbollah está aqui em cima junto com o Hamas, aqui na Venezuela. E reparem: quantas pessoas morreram de ataques terroristas em 10 anos na Europa? Não chegam a mil.

Mesmo assim é muita gente.
Eu sei. Mas calma lá. Estou querendo dizer o seguinte: e se eles começarem a fazer ataques terroristas reivindicando que as mulheres, sei lá, tenham determinado comportamento? E aí, a gente vai abaixar a cabeça para eles porque vão fazer ataques terroristas? Acho que, se eles radicalizarem com ataques terroristas, a gente poderia enrijecer as nossas leis, especificamente para esses casos. Banimento de passaporte, banimento do país, prisão perpétua. Começar a discutir aqui. Tenho certeza que, se você colocar para um plebiscito, aprova.

Mas é cláusula pétrea na Constituição a proibição da prisão perpétua, por exemplo. Como fazer?
O poder constituinte originário é do povo. O povo tem total poder para mudar. Quem vive no território brasileiro não é o povo brasileiro?

Por que há tanto bate-cabeça dentro da bancada do PSL na Câmara?
A maioria dos assuntos do partido a gente tem que tratar de maneira interna porque, se tratarmos de maneira pública, vai dar essa impressão de bater a cabeça. Acredito que tem muitos deputados que estão chegando com um lado positivo, que é uma grande vontade de ajudar, de ter poder para colocar adiante as pautas do país. Isso é muito saudável, essa proatividade. Por outro lado, e aí me incluo também, nós enquanto partido temos que amadurecer para tratar internamente as nossas causas e saber também a hora de, se a gente não conseguir vencer, não conseguir aquilo que a gente quer, ter paciência. Isso aqui não é uma corrida de 100 metros, é uma maratona de 42 quilômetros. Até costumo dizer: existem os seis primeiros meses de mandato e depois os outros três anos e seis meses seguintes. Tendo em mente que a gente tem que ter a possibilidade de servir aos nossos representados, ao eleitorado, a gente cumpre a nossa missão, isso aí é o norte. A gente não pode aqui deixar cair pelo sistema, por velhas práticas, como o toma lá dá cá.

Mateus Bonomi/CrusoéMateus Bonomi/Crusoé“Está faltando alinhamento para todo mundo correr ali (no PSL) na linha Jair Bolsonaro”
Há quem se queixe na bancada do PSL por não estar ganhando cargos no governo. Isso não contraria o discurso eleitoral do partido e do próprio presidente?
Sim. Meu maior exemplo é o Jair Bolsonaro. E acredito que o maior exemplo para todos os deputados do PSL, se não é, deveria ser o Jair Bolsonaro. Como ele chegou à Presidência? Ele nunca foi líder, vice-líder, nunca foi presidente de uma comissão, nunca deram a ele a relatoria de um projeto substancial. Ele tem uma ou outra lei aprovada. Tem posições aqui que acabaram deixando ele isolado. Nunca participou de toma lá dá cá, nunca teve cargos e, ainda assim, conseguiu ser presidente da República. Quer maior exemplo do que esse em casa? Acho que, se os deputados quiserem indicar pessoas para comporem a liderança, ou o governo, isso é saudável. Agora, eles podem ser admitidos ou não ser admitidos. E eles têm que ter a ciência de que a imprensa é livre. A imprensa, por favor, vai estar de lupa olhando tudo isso. Se tiver qualquer vestígio ou possibilidade de alguma coisa fora dos eixos, esse deputado vai se dar mal publicamente. Então, nós que temos mandato e que temos uma experiência maior, que é o caso do Delegado Waldir, eu e o (Luciano) Bivar, a gente tem que dar essa orientação para os que estão chegando agora. Muitos dos que estão chegando já foram vereadores, assessoraram deputados, sabem mais ou menos como a banda toca. Mas outros não. Eu cheguei aqui direto da Polícia Federal. Se não tivesse meu pai ao meu lado, eu ia ter vários problemas aqui, ia ter dado várias caneladas. Eu tive a sorte de ter o meu pai para me ensinar. E é esse o conselho que dou para eles: gente, vocês chegaram agora, montem seus gabinetes, coloquem pessoas da sua confiança, mas que também tenham aptidão técnica. Mas, mais do que tudo, dá uns três, quatro meses para ver como a banda toca. Ver quem é quem, ver quando é a hora de você ficar quieto, quando é a hora de bater de frente, de articular, quando é a hora de propor alguma medida no STF ou impetrar aqui alguma PEC ou projeto de lei. Você pega isso rápido, não é difícil. Não precisa ter um cérebro fora do normal, não. Você pega isso facilmente. Mas se você achar que sabe de tudo, vai cair do cavalo. Tem uma frase que até peguei do (senador) Major Olímpio: olha, o mais bobinho aqui do Congresso enganou umas 40 mil pessoas para estar aqui. Não queira você achar que é malandro. É aquele negócio: o mal do malandro é achar que todo mundo é otário (risos). Está faltando alinhamento para todo mundo correr ali na linha Jair Bolsonaro, mas acho que dá para você fazer isso, sim. E é normal. Todo partido passa por isso que a gente está passando. Isso não é novidade para ninguém, quanto mais para o partido do presidente com 52 deputados.

Há parlamentares que veem interferência excessiva do Judiciário no Congresso. Esses excessos não têm origem nos próprios parlamentares, que acionam o Supremo para resolver questões internas do Parlamento?
Sou obrigado a dizer que sim. Se todos tivessem a consciência de saber perder… Eu me incluo nisso. Já entrei com mandado de segurança sobre as Dez Medidas de Combate à Corrupção. Mas entrei pressionado por uma iniciativa do meu eleitorado, que me pressionou e falou: o projeto está entrando no Congresso como combate à corrupção, mas a Câmara alterou tanto que ele está saindo como um projeto de controle do Judiciário, da Polícia Federal e do MP, o que é isso? Aí tive que entrar com mandado de segurança, e o (ministro) Luiz Fux deferiu a liminar e acabou travando, graças a Deus, aquelas medidas operadas pelo Frankenstein. Mas, muitas das vezes, o que ocorre não é isso. O que ocorre é que a pessoa perde e… O impeachment foi todo judicializado. E o STF, acredite, fica numa saia justa, porque o Poder Judiciário é inerte. O Judiciário não faz nada se não for provocado. Se ninguém entrar no STF, o STF não vai meter o pitaco. Agora, a partir do momento em que impetram um recurso, ele tem que dizer se é sim ou não ao recurso e, aí, certamente vai estar agradando uma parte e desagradando outra parte. Então, é complicado. Uma crítica a ser feita: a gente viu aí que, para determinados assuntos, o STF vai de maneira muito célere, para outros nem tanto. Se bem que era uma questão emergencial a questão da liminar da votação do Senado, porque, se passasse mais um dia, perderia o objeto, de nada valeria o julgamento do STF.

O sr. considera que o STF é parcial dependendo do processo?
Não estou falando nem que seja parcial. Essa é uma reflexão que cabe ao STF. Não sou eu aqui do Legislativo que vou meter a colher lá nos trabalhos dos ministros. É uma avaliação própria. Agora, se você comparar o STF do Brasil com o dos Estados Unidos (refere-se à Suprema Corte americana), o número de causas que eles recebem aqui… O dos Estados Unidos deve receber pouquíssimas centenas, se recebe, de julgamentos por ano. Então, eles têm a calma e a tranquilidade para analisar caso a caso e fazer o julgamento. Aqui a quantidade de recursos que chegam, recurso extraordinário, reclamação, Adin, ADC, ADPF. Enfim, uma vida aqui de onze ministros realmente não vai dar conta de ser célere. Acho que você pode fazer uma nova reforma, por exemplo, fixando que, como regra geral, os processos acabam em segunda instância e só sigam para o STF realmente causas que sejam de relevância nacional e causas constitucionais. Uma parte também de relevância nacional pode ir para o STJ. Não é tudo que tem que passar pelo STF.

Como o sr. lida com as críticas de quem considera que as opiniões de vocês, filhos do presidente, podem atrapalhar o governo?
Sempre tivemos essas opiniões. Elas estão tendo maiores holofotes agora, obviamente, porque somos filhos do presidente. Mas temos a nossa cota de participação em ajudar ele. Nós é que melhor conhecemos o Jair Bolsonaro. E sempre lembro as pessoas que o filho é indemissível. Então, na verdade, são as outras pessoas que têm que chegar com a gente e conversar. Não estou falando que sou o dono da verdade, não. Estou falando o seguinte: não existe uma maneira de nos alijar do convívio familiar. Então, quando chegar final de semana, vou querer almoçar com meu pai. O que você acha que vou querer falar com ele? Vou falar de política, poxa. O meu trabalho aqui é praticamente 24 horas de política. O dele é 30 horas por dia de política. A gente vai se encontrar e vai bater um papo sobre isso.

Mas as declarações de vocês não podem atrapalhar o governo? Seu irmão Carlos, por exemplo, tem uma postura de enfrentamento com a imprensa.
Se o Jair Bolsonaro entender que isso daí está atrapalhando, cabe a ele conversar com o Carlos. Não estou te respondendo atravessado, não (risos).

Na sua avaliação, essas declarações mais ajudam ou atrapalham?
Eu acho que mais ajudam. Quem está 24 horas por dia com meu pai lá no hospital é o Carlos, com a Michelle. Acho que mais ajudam, sim. Não vejo dessa forma (que atrapalha). (Me) Vejo aqui como um soldado. O governo está enviando matéria para o Congresso, a gente vai estar aqui trabalhando pela aprovação. Quer um soldado mais fiel do que o filho? Não tem. Que pode jogar limpo, que não tem medo de gravar a escuta (refere-se a gravar a conversa), que pode ficar à vontade para conversar. Eu vejo isso aí como uma vantagem. É óbvio que a gente pode dar nossas caneladas às vezes, pode causar um desconforto, mas isso daí sempre ocorreu e sempre vai ocorrer. Mas pode ter certeza de que a gente pode dar nossas caneladas pensando em acertar, pensando no que é melhor para o Brasil, e não pensando em se manter no poder ou querendo abocanhar cargos no governo.

Seu pai já falou que pode não tentar reeleição. Se ele levar isso a cabo, quem o sr. vê como sucessor natural dele?
Acho que tem muita água para passar por debaixo dessa ponte antes de você traçar qualquer coisa. Primeiro é focar nas reformas que o Brasil precisa, da economia, da segurança pública, da saúde.

Mas o sr. vê um sucessor natural? Muita gente fala que o ministro Sergio Moro pode ser um nome.
Tem várias pessoas que poderiam suceder o Jair Bolsonaro. Ninguém é insubstituível. Mas que seja uma pessoa da mesma pegada que ele: patriota, com Deus no coração, pensando em fazer o melhor para os brasileiros. Prefiro não citar nomes para não causar desconfortos. Não quero dar essa canelada.

Nem o Moro?
Para, Gadelha. Próxima pergunta.

A investigação contra seu irmão Flávio pode atrapalhar o governo? Há algum incômodo de vocês em relação a esse caso?
Olha só, dia 18 de janeiro, depois daquele encontro lá do jornalista da Globonews com o zero um do MP do Rio, o Gussem (Eduardo Gussem, procurador-geral da Justiça do Rio de Janeiro), se você parar para ver as notícias, dia 18 de janeiro, o que veio ao ar: depósitos fracionados de 2 mil (reais), como se o Flávio quisesse ludibriar o Coaf. Depois o que ele veio falar? Ele veio a público no dia seguinte falando: olha, isso foi eu que fiz os depósitos de 2 mil, porque é o máximo que cabe no envelope. Você bota no caixa eletrônico e evita pegar fila. Falei com meu gerente da Caixa Econômica Federal e ele falou: Eduardo, isso daí é o maior absurdo que estão fazendo com seu irmão, é a coisa mais rotineira que tem. Ele até falou que os caixas lá, os funcionários do banco, ficam bravos, porque pegam vários depósitos, depois do expediente, colocando na conta. Mas enfim. Enquanto ele estava dando essa explicação, já estava saindo na imprensa uma outra matéria falando que, olha, () 1 milhão aqui em título da Caixa Econômica Federal. E ninguém é bobo. A gente sabe que quando se coloca uma matéria falando em 1 milhão, deputado, investigação, acabou, o cara já está condenado até que ele prove o contrário.

Considera que Flávio já está condenado perante a sociedade?
Não, não, não. Estou falando que querem condenar ele, mesmo sem ele ter culpa nenhuma. Vê esse negócio do 1 milhão. No dia seguinte ele estava se explicando. Olha só, esse 1 milhão foi o quê? Uma mera transferência de um financiamento de um apartamento. Ele poderia pegar até empréstimo maior, visto que ele tem uma franquia de uma loja de chocolates e a esposa dele é dentista, fora o que ele tem como deputado estadual. Ele poderia até ter pego um financiamento maior, mas o financiamento era de 1 milhão. Então, ele foi, comprou o apartamento na planta como todo brasileiro, pegou sua casa própria, financiou em vários anos, só que, como um apartamento na planta não tem o habite-se, ele não conseguiu pegar o financiamento com a Caixa. Ele teve que pegar com a construtora. Quando saiu o habite-se do apartamento, o que ele fez? Transferiu a dívida dele de 1 milhão para a Caixa Econômica Federal. Esse foi o tal título.

Há acusações contra o Fabrício Queiroz também.
O Queiroz aí já é outra história. Estou me atendo aqui só aos fatos que têm relação com o Flávio. Enquanto o Flávio estava falando isso, o que estavam falando? Nova notícia: Queiroz, em três anos, movimentou não sei quantos milhões. E sempre colocam o valor maior, né? Esse 1,2 milhão na verdade não é 1,2 milhão. São 600 mil que entraram e 600 mil que saíram. Então, assim, é (preciso ter) muita calma para ver o que que é cada coisa. Agora, é inegável, inegável, qualquer pessoa quem tenha o tico e o teco na cabeça consegue perceber que ele está sendo alvo de uma perseguição. E já te adianto cenas dos próximos capítulos. Exaurido o Flávio, vão começar a assassinar a reputação do Carlos ou a minha, ou de qualquer pessoa que esteja em volta do Jair Bolsonaro. Onyx Lorenzoni. Paulo Guedes estavam tentando reativar um negócio aí do passado dele. Todos, sem exceção. Onde houver uma possibilidade, vão atrás, pode ter certeza disso.

Queiroz era assessor do seu irmão e tinha ligação com chefe de milícias.
O pessoal começou a relacionar o Flávio com a Marielle Franco. Pelo amor de Deus… É uma sede de botar ele. A coisa está tão degringolada que não sei se você chegou a ver os memes. Estava lá: Odete Roitman, quem matou? Foi o Flávio Bolsonaro. Aí, na outra figura, o John Kennedy sendo assassinado. Quem estava lá? Era o Flávio Bolsonaro.

Fabrício Queiroz não deve explicações, então?
Sim. O Flávio falou isso. Quanto mais o Queiroz tarda em dar as suas explicações às autoridades, pior é para o Flávio. Agora, pô, o cara teve um câncer no intestino. O que é que vou fazer? Você acha que eu não gostaria que ele tivesse ido lá e prestado os esclarecimentos? É óbvio que gostaria. Agora, cabe a ele falar. Você tem noção do que seu colega, o fotógrafo aqui (ele aponta para o fotógrafo de Crusoé que acompanhava a entrevista), estava fazendo ontem, quanto é que ele sacou no banco, se ele tem alguma coisa por fora? Não tem como. Não tem como eu saber o que meus assessores estão fazendo. Quem me garante que não tem um assessor meu que não esteja fazendo alguma coisa ilícita.

Flávio Bolsonaro empregou mãe e filha de um ex-policial investigado por chefiar uma milícia.
Mas o público dele é policial militar. É óbvio que ele vai ter que empregar gente que tenha entrada junto a batalhões, junto a colegas da PM, que tragam para ele as demandas. Isso daí é natural.

Esse caso pode enfraquecer o governo no Congresso?
Não creio, porque costumo definir o seguinte: tem gente que vive numa bolha e tem gente que vive no mundo real. Vou te dar um depoimento do mundo real. Quando eu ando nas ruas, não são poucas, diversas pessoas batem foto comigo e falam: “Olha, Flávio, obrigado, gosto de você”, “Olha, senador, parabéns pela eleição”, “Olha, Flávio, estamos juntos”. Elas confundem com muita frequência. Agora estou de barba, daqui a pouco eu faço (a barba) e volto a ficar mais parecido com o Flávio. Diversas pessoas me confundem com o Flávio. Então, assim, é obvio que arranha a imagem dele. Pode arranhar um pouquinho, sim. Mas acho que não é algo que fira de morte. Perguntaram a ele numa entrevista se ele estava pensando em renunciar. Pelo amor de Deus. Mas nunca nem sequer passou pela cabeça dele.

Por que o sr. diz que pode arranhar a imagem dele?
Porque é um bombardeio, né? Se a pessoa não tiver acesso à informação da outra parte, ela pode acabar acreditando, achando que realmente o cara fez, que aconteceu, quando, na verdade, ele está tranquilo. Tenho certeza que, se fosse uma pessoa comum, isso aí já estava arquivado. O caso do Flávio já estava arquivado. É porque ele é filho do presidente. E eu te falei: não se surpreenda. Hoje é dia 4 de fevereiro. Não estranhe se depois do Flávio, viermos eu, o Carlos. Já adianto: eu tenho apartamento financiado em 35 anos. O UOL no ano passado fez uma matéria canalha comigo. Falou que meu crescimento patrimonial foi de 430% no meu primeiro ano de mandato. Mentira. Consideraram como se eu tivesse pago à vista um apartamento que tenho parcelado em 35 anos na Caixa Econômica Federal, que é como a maioria dos brasileiros consegue ter a sua casa própria. Daí isso depois é replicado pela Folha, pelo não sei quem, pelo não sei quem. E não adianta. Você vai processar o cara e depois já fica replicando. Então, isso daí que me causa indignação. Esclareci, falei o que aconteceu, aí vai e a parte que a gente chama de “extrema imprensa” não está nem aí, não dá bola, não olha os meus argumentos, bem fundamentados e continua dando porrada usando mentira. Aí depois reclama quando eu falo que é fake news, quando fala que a arrecadação dos jornais está baixando. Aí é brincadeira, né?

O que acha dos que dizem que o sr. é o chanceler informal do governo, especialmente pelas viagens que andou fazendo?
Sempre gostei da área internacional, tenho o básico de inglês e espanhol e acompanhei Jair Bolsonaro antes das eleições em suas viagens internacionais. Isso acabou abrindo portas. Num mundo globalizado onde a esquerda é bem organizada, cabe agora à direita fazer o mesmo. Não sou chanceler, nem informal, apenas dou minha cota de contribuição fazendo contatos e mostrando que no Brasil ocorreu uma grande mudança nas eleições de outubro de 2018. Isso pode reverter em confiança para que investidores botem seu capital no Brasil, gerando emprego e aumentando a arrecadação do estado. Todos ganham com isso.

Qual é o tamanho da influência do Olavo de Carvalho e de Steve Bannon, ex-estrategista de Donald Trump, sobre o seu mandato e sobre o governo?
Olavo é o mentor intelectual da maioria dos conservadores no Brasil. O que ele falava há 20, 30 anos está acontecendo. Muitos de seus alunos são prodígios. Um exemplo é o Nando Moura, que tem o maior canal de youtube conservador do mundo. Ler Olavo e seguir seus conselhos significa saber o terreno em que você está pisando, conhecer o cenário e antever problemas. O Olavo abriu caminho para que hoje a direita dê seus primeiros passos na política, mas sua influência não é direta, ele não dá ordens e controla o movimento. Ele dá conselhos com o peso de Olavo de Carvalho, e eu acho melhor ouvi-los. São extremamente úteis e necessários. É um privilégio ter alguém com sua experiência, que tenha lecionado, lido e escrito tantos livros e de maneira voluntária oriente um movimento espontâneo. Seu estilo pode ser por vezes ríspido, mas particularmente sempre preferi os professores mais rigorosos. Você aprende mais. Passar de ano levando nas coxas acaba fabricando uma geração de fracos. Já o Steve Bannon eu conheço há menos tempo, mas logo na primeira impressão, ao ver que ele sofria os mesmos ataques que nós, Bolsonaros, com todos aquele rótulos odiosos, eu pensei: “Esse cara incomoda a esquerdalha, deve ser bom”. Rapidamente percebi que a intenção dele é a mesma que a nossa, de construir um movimento duradouro, formado por pessoas esclarecidas para barrar essa onda nefasta de politicamente correto, inversão de valores e destruição dos valores ocidentais. Tenho admiração por ele e certamente juntos ainda faremos muito. Para a política, sou jovem. Cabe a mim saber escutar os mais experientes para ter um mundo melhor futuramente.

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  1. Impressionante o primarismo desse sujeito . E pensar que mais de 2 milhões de paulistas votaram nele . Como 6 milhões de cariocas votaram no irmão, esse suspeito de sugar contribuições de funcionários através do suspeitissimo Queiroz , o tal que "gerenciava salários a lheios" . É preciso ser muito otário ou mal-intencionado para engolir esse papo furado . E votaram neles porque ? Nosso povo enlouqueceu ?

  2. Excelentes as repostas do senador Eduardo! Sem dúvida Olavo de Carvalho é o grande mentor da direita no Brasil e é lamentável ouvir pessoas que nunca leram minimamente sua vasta obra, riquíssima, e façam lhe críticas tão irresponsáveis. Gostei da entrevista, deu oportunidade de esclarecimento.

  3. Parabéns senhor Gadelha. Raramente vejo entrevista tão completa e que, de fato, espelhe o pensamento, a posição clara de um entrevistado sobre os temas apresentados e pela amplitude e relevância desses temas. Crusoé realmente é uma ilha nessa asneirice global8zante da imprensa.

  4. Parabéns pela entrevista. Ótimas perguntas. Não esqueceram nada. As respostas não trouxeram novidades era o que esperavamos que iria responder.

  5. Família de egocêntricos e nem um pouco políticos. Família não se separa mas profissões sim, devem ficar cada um no seu espaço e parar de se expor em redes sociais feito adolescentes que perderam a namorada.

  6. No lar, o filho biológico deveria ser sempre indemissível. Mas tem pai que simplesmente abandona. E no Planalto, como é a forma assertiva de quem está Pai para mais de 200.000.000 de filhos adotivos, sendo escolhido por mais de 57.000.000 destes?!

  7. Crusoé, é bom que voces tenham certeza absoluta que entre Bolsonaro & Mourao X cambada de politicos "aliados" ficaremos sempre com o Presidente e seu Vice. Nao tem Olavo de Carvalho que nos faça enxergar diferente, muito menos voces..... sinto muito! E com a familia Bolsonaro tambem, é com ela que ficaremos, e nao com as suas "opinioes". Tem gente demais dando pitaco e facadas diarias no Presidente e naqueles que sao de absoluta confiança. Assim nao dá né....

  8. Cara aínda bem que assinei está revista ,da para entender melhor como funciona ,a política e o jornaleco folha de são Paulo e a esquerda

  9. Filho é indemissível desta condição, sim! Esse foi o contexto!! A frase foi pinçada, descontextualizada! Eles são parlamentares eleitos e atuam no Congresso, portanto...

  10. Estou satisfeita com os esclarecimentos e concordo que vem mais fake news por aí pois essa é a prática da esquerda, desde a revolução russa! E para quem leu o livro do Tuma Junior, Assassinato de Reputações e A Corrupção da Inteligência, de Flávio Gordon, entre outros sobre desinformação e táticas comunistas, reconhece esta infâmia com facilidade. É bom ir se preparando para mais chumbo grosso! Eles são capazes de fazer o diabo para não perder ou para recuperar qualquer espaço de poder.

  11. Parabéns Crusoé pela excelente iniciativa de mostrar o outro lado, o qual a grande imprensa não se preocupa. Torço para que essa seja a verdade.

  12. Acredito, que para o bem do governo, os filhos de Bolsonaro deveriam continuar como filhos dele. Não devem ficar se intrometendo nas decisões do governo, dos ministros e onde não são chamados. O protagonista é Jair Bolsonaro.

    1. Mas é bom lembrar que Eduardo não é só filho de Jair Bolsonaro. É também deputado federal e, portanto, tem o direito e o dever de ajudar o Brasil a entrar nos trilhos.

  13. Sem dúvida os Bolsonaros serão alvo de ataques, mas que prevaleça o que o pai disse em Davos, sobre o Flávio: para um pai é triste mas se fez algo errado deve pagar.

    1. Nao eh reportagem, eh entrevista, e so ficou boa pq nao ha cortes. E nao ha cortes pq Deputado tem a gravacao. Caso contrario o jornalista, que ja conhecemos, distorceria tudo

  14. EXCELENTE...!!! - É bom para provar para alguns idiotas que o EDUARDO não é analfabeto como 2 presidentes que tivemos nos últimos anos, Teve um IDIOTA em comentário no ANTAGONISTA dizendo que ele fez concurso para Escrivão da PF porque NÃO exige Curso Superior(?). Tive que informar que é formado em DIREITO.

    1. É para qualquer cargo na PF é preciso curso superior

  15. Votei no Jair Messias Bolsonaro! Os filhos são problemas dele não meu! Saddam Hussein tinha dois filhos que deram muito trabalho ao Iraque. espero que aqui não tenhamos problemas!

  16. Parabéns ao jornalista Igor Gadelha. Conduziu a entrevista com profissionalismo, abordando todos os temas. Excelente. Da gosto ver um trabalho de qualidade, com informações que acrescentam ao leitor. Obrigada Gadelha!!!

    1. Parabens Eduardo. Parabéns Gadelha. Entrevista com perguntas e respostas objetivas, sem enrolação.

  17. Gostei muito da entrevista. Acho que o Eduardo foi muito feliz nas suas colocações expondo de maneira clara o seu pensamento, demonstrando lisura e coerência com a sua postura. Parabéns! E também não poderia deixar de parabenizar o jornalista que, parece-me, não “deturpou”o conteúdo dessa entrevista . Enquanto lia, percebi claramente que não havia tendências; foi imparcial demonstrando profissionalismo.

  18. Conheci e gostei do que vi em Eduardo Bolsonaro.É também diplomata com as palavras,esclareceu e não feriu essa ou aquela pessoa.Parabéns

    1. Isso aí Margarida. Bom ver políticos inteligentes né. Parabéns Eduardo.

  19. Gostei da entrevista. Pessoal da revista as vezes fico puto com vcs algumas reportagem. Mas quando eu leio alguma coisa da Veja, G1, Época e outras aí... volto a lê a revista novamente. Obrigado por serem diferentes.

  20. Também achei a manchete inadequada e meio tendenciosa.A frase foi extraída do contexto onde ele assevera com lógica que um filho é sempre um filho.Muita coisa interessante foi dita(não que tenha concordado com tudo),mas a manchete foi infeliz.

  21. Boa entrevista. Confirmou-me na idéia que os filhos do Bolsonaro podem ajudar muito: o Flávio explicando o angu de caroço em que "dizem" estar metido; o Eduardo fazendo o trabalho dele na Câmara, sem atividades de chanceler e outras; e o Carlos cuidar de ser vereador do Rio de Janeiro. Simples assim. Bolsonaro formou governo para governar o País. Não é negócio de família. Em casa, eles que discutam à vontade. Mas deixem as equipes de governo trabalharem. Já é uma ajuda e tanto.

    1. Estão deixando. Só irritam alguns liberaizinhos e blogs antagônicos pq são o maior obstáculo contra a ideia de tornar o governo em uma continuação do governo Temer, abandonando seu eleitorado e seu conservadorismo pra agradar quem não ajudou em absolutamente nada

  22. Muito boa a entrevista. Nunca havia lido nada sobre o Eduardo, mas gostei. São pontos de vista diferentes, mas interessantes. Boa reportagem Gadelha.

  23. Tendenciosidade: conclusão/manchete incompatível com o conteúdo da entrevista. Indemissibilidade não é o termo que define a entrevista.

  24. A imprensa e os parlamentares, sejam oposição ou situação estão ESPERNEANDO?! Fodam-se! A INVEJA MATA. E para quem o classifica "23º MINISTRO DE ESTADO": é um RECONHECIMENTO QUE ELE AGRADECE. E para quem não está gostando: seja um parlamentar federal eleito de forma regulamentar e tenha um PAI PRESIDENTE! Simples assim.

  25. Fiquei agradavelmente surpresa com essa entrevista. Parabéns ao Gadelha por não ter deixado de lado nenhuma pergunta relevante. Achei muito esclarecedor o posicionamento do deputado e torço por ele.

  26. A diferença entre esses e o resto é que falam o que pensam e não ficam preocu Pados com o que os outros vão pensar... não são politicamente corretos defendem uma ideia e tem posição e em um país hipócrita onde a imprensa exige dos outros o que não pratica gera muita pole mica desnecessária e tentam criar fatos pra montar o governo ...como a relação dos filhos com os generais, Bolsonaro chegou a presidência graças ao empenho dos filhos e todos fomos incluídos graças as redes sociais hoje temos vo

    1. Ops. Estela, fico catando Olavo no YouTube. Como encontro o áudio book?

    2. Meniiina! Leia Olavo. Ou escute. Há o audiobook no youtube. Assista aos videos. Além de lúcido, inteligentissimo Olavo é engracadissimo! Vá descobrir se o velho diabo é feio como pintam. Vc vai se surpreender. Ignore difamadores. Busque a fonte. 😄😄😄

  27. Não é nenhum prodígio intelectual, mas me pareceu bastante honesto em suas opiniões. Ponto fraco: tergiversações sobre a reforma da previdência. Transpareceram-se melindres corporativistas. Ponto forte: defesa do irmão e do pensamento conservador.

    1. De fato. Por que ele abre? Mais parece inexperiência.

    2. De fato. Por que ele abre? Mais parece inexperiência.

    3. Ele nao pode abrir consideracoes dobre a previdencia enquanto o texto final ser aprovado pelo Jair. Ta dificil o pessoal entender isso nao?

  28. Fantástica entrevista LONGA do Eduardo BOLSONARO! A verdade nos liberta!!!! Esta é a prova concreta: falar a verdade é fácil, flui naturalmente, e tem um poder avassalador. Contra fatos não há argumentos. As DIREITAS DEMOCRÁTICAS estão no poder para sempre.

  29. Eduardo Bolsonaro está mal intencionado ou não entende nada de geografia pois dizer que o Brasil irá ser uma nova Grécia se não for aprovada a reforma da previdência é leviano e parece ser de um cretinismo parecido com os políticos esquerdistas.. Grécia não tem milhares de políticos tanto nos Estados e municípios como no governo federal mamando e trocando vantagens e um judiciário cheio de benesses...cortem pela metade os deputados..acabem com os luxos dessa casta que sustentamos e deu...

    1. Qualquer país pode chegar a uma Grécia se não tiver um bom controle fiscal. Em havendo, o país crescerá peconomicamente, haverá criação de mais empregos e com esta seremos mais felizes.

  30. O repórter Igor Gadelha perdeu uma excelente oportunidade para fazer uma entrevista memorável. Preferiu o caminho da intriga e futrica. Fez 8 perguntas sobre o caso Flávio, 4 sobre a previdência dos militares e usou e abusou da retórica de instigar fofocas. Excetuando-se as perguntas e respostas sobre A Venezuela e Embaixada do Brasil em Jerusalém, foi apenas mais do mesmo. Malicioso e fofoqueiro.Nota 3!

    1. Você deve ser muito chato, reclama e reclama...nota zero para você...

  31. O repórter Igor Gadelha perdeu uma excelente oportunidade para fazer uma entrevista memorável. Preferiu o caminho da intriga e futrica. Fez 8 perguntas sobre o caso Flávio, 4 sobre a previdência dos militares e usou e abusou da retórica de instigar fofocas. Excetuando-se as perguntas e respostas sobre A Venezuela e Embaixada do Brasil em Jerusalém, foi apenas mais do mesmo. Malicioso e fofoqueiro.Nota 3!

    1. Verdade, mas aí que serviu para o Eduardo confrontar com a verdade

    1. Vixe... chá de boldo para o fígado. Funciona nesses casos... 😂😂😂😂😂

  32. O Eduardo me surpreendeu, pela maturidade, inteligência. É lúcido e articulado. Tem futuro. Parabéns a entrevistador e entrevistado.

    1. Fabricio é o cara que nunca leu Olavo de Carvalho e provavelmente não teria neurônios para tanto.

  33. Gostaria de ver as matérias que os jornalistas da Crusoé fizeram na época em que trabalhavam em outros órgãos e os filhos do Lula roubaram o Brasil.

    1. Tenho a impressão que se falava também. Só que menos.

  34. "Percebi que a intenção dele é a mesma que nós, de construir um movimento duradouro de pessoas esclarecidas...", falando de Steve Banon, o cara que defendia que o governo colocava hormônio de anfíbios na água para transformar as pessoas em homossexuais.

    1. Nando Moura tem pensamento logico. Estar alinhado com o conservadorismo por ser musico nao desmerece ninguem, pelo contrario. Nando Moura tem seu lado engracado, mas o que fala esta baseado na verdade dos fatos. Menos complexo de vira-latas Fabricio.

  35. Excelente entrevista! Apesar de ser novo na política e também novo na idade, mostrou-se muito perspicaz no entendimento dos grandes problemas e também nas suas posições. Parabéns!

  36. Excelente! Coerente, correto e pautado em fatos. Não se porta deslumbradamente com o poder nem se intimida com as posições reinantes. Que houvessem mais pessoas assim no congresso.

  37. Excelente entrevista. Chega a dar orgulho ao considerar que já votei nele por duas vezes. É um novo tipo de política e de político. Outro enfoque. Nada de excesso de ímpeto. O que há é mudança de ponto de vista. A esquerda e a centro-esquerda perderam o bonde da história do Brasil. Ficaram lá nos anos 90/2000, no politicamente correto e no governo de coalizão. Não perceberam, ainda, que perderam a importância, por conta das práticas antigas. Os Bolsonaros inauguram um novo momento no país!

  38. Quanto a proteger o Pai, os Filhos estão certíssimo, Eduardo ter ido junto a Davos, a situação de saúde de Bolsonaro exigia alguém íntimo e articulado junto a Ele. Guaidó foi apoiado por VÁRIOS Países. E Eduardo faz muito bem em gravar toda entrevista, pois a mídia está distorcendo tudo e qualquer coisa que está sendo dita

  39. Cara centrado. Também acredito no Flavio. So agora depois dessa onda conservadora ser aflorada por Olavo, que vejo claramente como essa imprensa de doentes esquerdopatas com pautas comunistas nos manipulava. Hoje se sou um cara de direita e consrrvador .Agradeço a Olavo , sim!. Vai de encontro o que ensinei aos meus filhos. Respeito a familia, temor a Deus, e ser um patriota.

  40. Por que não perguntaram do pacote de medidas contra a corrupção, do Sergio Moro, que tem que ser aprovado o quanto antes? Como diz o Mario Sabino, as pessoas tem que ficar vivas, pra poderem se aposentar...

  41. Ótima entrevista. Coloca luz num ambiente que a maioria da imprensa prefere “recortar e colar” frases e fatos pontuais que sempre contraditem os Bolsonaros...

    1. Graças a Olavo consegui ver uma luz no fim do túnel. Obrigado Olavo! Essa mídia podre nao me pega mais. Olha que tenho a humildade de dizer que nunca li um dia seus livros. Mas ja me convenci que o farei.

  42. Todo mundo vendo com nitidez a mídia podre, incluindo este panfleto, preparando terreno para assassinar as reputações de todos oa integrantes do Governo Bolsonaro. Vocês são nojentos.

  43. Parabéns Gadelha. Saiu do inferno Foi investigativo e escreveu-nos de forma clara e objetiva como deve ser. Encantado com a família Bolsonaro, acabo me lembrando dos filhos de dona Marisa, cujas batatas estão assando.

  44. Bela entrevista, boas perguntas. O Brasil está passando por uma revolução. Leiam os Donos do Poder e depois comparem o Brasil que mudou em 2018. A república velha a meu ver morreu em 28 de outubro de 2018. Existe um rescaldo representado pela eleição de uma parte dos políticos que se alimentaram da política ao estilo da república velha mas eles terão vida útil curta, os vereadores e os prefeitos em 2020 vão sentir mais rápido essa mudança operada em 2018 e em 2022 o Brasil será outro.

  45. Gadelha conseguiu fazer uma matéria com início, meio e fim !!! Esta aprendendo a fazer jornalismo. Chega de escrever baboseiras, para encher espaço, né !!!!! Quanto ao conteúdo, mostra evidentemente o lado positivo do entrevistado, que a imprensa engajada, sempre omite.

    1. A entrevista é ótima, apenas faltou uma pergunta:vc seria capaz de fazer um projeto de lei cortando tantas regalias dos políticos,como número de assessores, viajens, auxílio moradia, auxílio paletó e etc?

  46. Muito boa entrevista. Esclarecedora. Concordo plenamente sobre a relevância do trabalho do Olavo de Carvalho, que um teve papel de suma importância para a consciêntizacao da direita Brasileira quanto aos danos nefastos da doutrinação socialista, mascarada de democracia, que foi efetivada no nosso país.

    1. Verdade! Concordo com o entrevistado, e só vejo coerência no que ele disse. Queria mais pessoas assim no congresso.

    1. Continue aprendendo, se informando, se articulando tendo em mente : BRASIL ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS!! O socialismo/comunismo de Antonio Gramisci -filósofo comunista italiano -ê mais danoso a uma nação, que o de LÈNIN, na União Souviética!! Se não for replanejado os programas educacionais, serã em vào!! Veja o que fez FHC, incentivou a aposentadoria dos professores, só depois nós demos conta do xeque -mate: substituir por professores de esquerda!! BINGO: estava implantado o comunismo ,

    2. Gostei, um cara bem centrado, soube conduzir bem a entrevista,o caminho é esse mesmo!

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