Tiro no pé

09.11.18

Gilberto Kassab, ministro das Comunicações, Ciência e Tecnologia, fez barulho dias atrás ao escolher um general para a presidência dos Correios. Era, aparentemente, uma tentativa de agradar Jair Bolsonaro. Só que, desta vez, o esperto Kassab errou feio na mão. O general que ele nomeou, Juarez Cunha, não desperta boas memórias no presidente eleito. Cunha foi um dos militares que prestaram depoimento em uma investigação aberta pelo Exército contra o então capitão nos anos 1980. O hoje presidente dos Correios era instrutor de Bolsonaro, alvo de sindicância por planejar detonar bombas em unidades militares em um protesto por melhoria salarial. Ao depor, ele disse que o subalterno exercia influência negativa sobre os colegas. Na ocasião, o hoje presidente eleito não gostou ao saber que tinha sido dedurado e bateu de frente com o superior. Disse que Cunha poderia esquecer que eram amigos. Kassab bem que gostaria de permanecer como ministro no governo Bolsonaro, mas lhe restou ser secretário de João Doria em São Paulo.

José Cruz/Agência BrasilJosé Cruz/Agência BrasilO ministro Kassab: se era agrado, deu errado

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