Efeito colateral

04.12.20

Nomeado por Bolsonaro em abril de 2019 para ocupar a diretoria executiva da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural, a Anater, vinculada ao Ministério da Agricultura, o ex-deputado Benjamin Maranhão, do MDB, voltou aos holofotes na última semana ao ser alvo da Polícia Federal na Operação Sem Fundo. Apesar de Maranhão ter deixado o cargo em maio deste ano, para concorrer à prefeitura de Araruna, na Paraíba, a ação da PF não foi bem digerida pelo governo. A avaliação no Planalto foi que a operação contra o ex-diretor, suspeito de integrar um esquema de desvios de verba no Dnocs e no Incra, respingou de certa forma na imagem do presidente, responsável por chancelar a nomeação. O constrangimento, no entanto, poderia ter sido evitado. Em julho de 2019, dois meses depois de Maranhão ser oficializado na diretoria da Anater, o MPF pediu o seu afastamento. O pedido não foi analisado nem tornado público porque a investigação havia utilizado dados do Coaf e, portanto, ficou paralisada em virtude da rumorosa decisão de Dias Toffoli, então presidente do STF, de suspender todas as investigações em curso no país que tivessem como base informações sigilosas compartilhadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras. Foi o efeito Flávio Bolsonaro.

Reprodução/redes sociaisReprodução/redes sociaisNomeado por Bolsonaro para a Anater, Maranhão virou alvo da PF

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  1. Realmente é de espantar pois afinal.... "No meu governo, não há corrupção..." Governo medíocre, comandado por um medíocre...

  2. Pois é o efeito família BOLSONARO já prejudicou muitos. Quando iremos acordar e virar de uma vez por todas esse jogo cruel que está matando os brasileiros?

  3. Não tem corrupção no governo Bolsonaro. Por isso ele acabou com a Lava Jato, colocou Augusto Aras como PGR, indicou um garantista para o STF, visita Toffoli em casa, interfere na PF e tem interlocutores fazendo o Meio de campo com Gilmar Mendes. Toffoli do PT, Gilmar o cara do PSDB. Bolsonaro conservador, conservou todos os vícios da política brasileira. Obviamente não votei nele e nem no PT, pois imaginava como seria o governo de um deputado medíocre, cujo filhos são políticos.

  4. Não há corrupção no governo Bolsonaro. Não há corrupção no governo Bolsonaro. Não há... Cadê a minha cloroquina??

  5. O governo Bolsonaro acabou no dia em que se revelou quem é verdadeiramente Flávio Bolsonaro. De lá pra ca as pedras vem caindo qual efeito dominó e tudo é consequência desta revelação. A coisa é tão surreal que Gilmar Mendes virou aliado e Sérgio Moro, inimigo número 1!

  6. Só dá o 01 desmantelando o governo do pai. Pedra cantada a muito tempo. A quadrilha dos filhos acabou com o governo no primeiro ano. Não teve culhão para fazer a quadrilha assumir seus erros. Segue o baile.

  7. BOLSONARO promoveu retrocessos na luta contra a CORRUPÇÃO que nem mesmo Dilma e Temer ousaram! Em 2022 teremos “UM PRESIDENTE LAVA JATO PURO SANGUE” = SÉRGIO MORO! Triunfaremos!

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