Wassef e o fuzil AR-15

10.09.20

Uma testemunha que acompanhou a atuação de Frederick Wassef na Fecomércio do Rio conta que o advogado alvo da Lava Jato fluminense gostava de exibir suas armas de fogo por onde passava. No início de 2017, Wassef surgiu no prédio da entidade, no bairro do Flamengo, com um fuzil AR-15 pendurado no pescoço para uma corriqueira reunião de diretoria. O intuito, segundo a testemunha, era ostentar poder e intimidar funcionários alvo de uma sindicância interna. Wassef havia sido contratado pelo ex-presidente Orlando Diniz para investigar supostos vazamentos de informações que seriam usadas para derrubá-lo do cargo. Como revelou Crusoé, o advogado recebeu 2,6 milhões de reais pelo serviço. Em sua delação, que veio a público esta semana, Diniz afirma que Wassef optou por “desconsiderar as sindicâncias internas e conduzir a apuração dos vazamentos mediante instauração de inquéritos policiais”. Segundo o delator, o advogado da família Bolsonaro “era muito instável”, “às vezes sumia por longos períodos” e que a “contratação não valeu a pena”.

Bruno Santos/FolhapressBruno Santos/FolhapressWassef surgiu na sede da Fecomércio do Rio com um fuzil AR-15 no pescoço

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