Gage Skidmore

As chances de um candidato gay na eleição presidencial dos Estados Unidos

08.12.19 09:15

O prefeito de South Bend, em Indiana, Pete Buttigieg (foto), está em quarto lugar na disputa para ser o candidato do Partido Democrata nas eleições do ano que vem. Ele tem recebido o endosso de vários democratas que trabalharam com Barack Obama e está em primeiro lugar na disputa em Iowa, o estado que sediará a primeira primária democrata, em fevereiro.

Pete é gay. Seu marido, Chasten, adotou seu complicado sobrenome, Buttigieg, usa bastante as redes sociais e tem aparecido com Pete em diversos programas de entrevistas. Caso sua candidatura se confirme, Buttigieg será o primeiro caso de um homossexual com chances reais de se tornar presidente dos Estados Unidos. A novidade, contudo, teria de enfrentar algumas resistências.

“Em alguns estados, como a Carolina do Sul e a Georgia, a maioria do eleitorado democrata é composta por negros. Entre eles, especialmente entre os mais velhos, o apoio a um candidato gay tende a ser menor. Além disso, o eleitorado negro já tem seu candidato, que é Joe Biden”, diz o cientista político Donald Patrick Haider-Markel, da Universidade do Kansas.

Pessoas que não têm amigos ou familiares da comunidade LGBT também são menos propensas a escolher um candidato homossexual. “Mas essa desvantagem pode ser facilmente compensada. Buttigieg é um homem religioso que vai à igreja todo domingo e que serviu como militar no Afeganistão. Isso o torna mais atraente para os eleitores mais velhos, religiosos e moderados”, diz Gabriele Magni, professor da Universidade Loyola Marymount, nos Estados Unidos. “De uma maneira geral, o eleitorado democrata não penaliza candidatos gays. Trata-se de uma mudança fundamental de atitude que aconteceu nos últimos anos.”

Em uma eventual disputa com Donald Trump na eleição geral, Buttigieg seria pouco prejudicado. “Os eleitores republicanos de fato são mais hostis a um candidato gay, mas eles não votariam em um candidato democrata de qualquer jeito, independentemente de suas características”, diz Magni.

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  1. Os republicanos não são hostis aos gays . Os republicanos são hostis aos gayzistas , aos gays de esquerda , aos gays da elite , aos gays heterofobicos . 🇧🇷

  2. Então, ele tem chance de se eleger na qualidade de esposa de um primeiro damo? Assim caminha a humanidade e daqui a pouco será tão natural que deixará de ser notícia a opção sexual do camarada.

  3. Se alguém for adotar o discurso belicoso e agressivo dele, aí pode usar EU. Agora, se a ideia é transmitir agregação e trabalho em equipe, então EU tem o efeito contrário.

  4. E se Bloomberg quer ter alguma chance, seria bom ele não se referir a gestão dele na prefeitura de NY na primeira pessoa, eu fiz, eu consegui, mas sim, nosso time, ou em durante meu governo. Além disto, é necessário relacionar o que foi feito lá com os problemas do restante do país e demonstrar que a fórmula adotada lá vale pro país. Falar EU é aborrecido e burocrático, Trump é um caso à parte, o que ele faz não pode ser usado de parâmetro para os demais.

  5. Se vc impede o seu oponente de falar, obviamente que as ideias dele não podem ser conhecidas pelo público e ganharem tração, é uma tática simples, mas muito efetiva similar à criança que coloca a mão no ouvido e começa a gritar, só que neste caso estão colocando a mão no ouvido dos demais eleitores e gritando para eles não ouvirem. Trump tem um eleitorado menos complexo e diversificado, eles têm a agenda deles clara e bem definida, é aquilo e acabou.

  6. Quando se é a personificação da bondade e da perfeição na terra, é difícil ouvir que é necessário respeitar o contraditório, fazer sacrifício. Afinal, se vc está certo, então isto quer dizer que os outros estão errados. Quando se lida com eleitores mimados, qq coisa que possa soar como crítica irá gerar desconforto imediato, o problema nem são todos os eleitores, mas os mais vocais e histéricos. A gritaria e histeria tem o objetivo exatamente de abafar discursos contrários.

  7. O problema do partido Democrata é que eles são o partido maneiro, do politicamente correto, mas isto tem um preço estratégico, pois quem quer agradar a todos tem que abrir mão da estratégia e passar a contar com a engabelação, falar o que os outros querem ouvir. E os eleitores democratas estão por tempo demais expostos a este ambiente em que são mimados pelo partido, nada é responsabilidade deles, eles têm direito a tudo e os outros são maus.

  8. Ninguém sabia que o Brasil era conservador até 2018, em virtude da penetração da religião católica na América Latina, esta é uma hipótese bem plausível, a questão é que a política migratória de Trump acaba anulando isto, pois ela essencialmente atinge latinos tentando entrar no país. Mas há que ser ressaltado que se um latino está apto a votar, então é pq ele está legalmente nos EUA, ou seja, difere inteiramente dos verdadeiros alvos, imigrantes ilegais.

  9. Ele ser homossexual é uma questão à parte, a primeira coisa é que ele é um desconhecido tentando ganhar terreno inclusive junto ao eleitorado que teoricamente corresponderia a ele. E outra coisa que não foi levada em consideração é o eleitorado latino, eles não tendem a ser mais conservadores? Se Trump modular o discurso dele se aproveitando desta brecha, ele pode mais uma vez esmagar estrategicamente e taticamente.

  10. Não que isto seja problema, pois Trump não venceu com nada de encher os olhos, mas se já há no partido democrata uma demagoga carismática e que já está na vantagem, qual a chance de qq um que queira disputar com ela? Em tese, as chances dele são pequenas, pois a base democrata já está fatiada, ele teria que ter um discurso para arrancar eleitores de Warren e .Biden ao mesmo tempo, o que parece contraditório. É mais fácil os dois arrancarem eleitores um do outro.

  11. Os EUA ainda não tiveram uma presidente mulher, chegaram perto com Hillary, mas ela achou que estava ganho e deu um show de amadorismo, foi esmagada estrategicamente e taticamente. Warren é a melhor hipótese neste sentido e ela até pode ser habilidosa no palanque, mas não parece ser uma boa estrategista, se baseia mais em agradar ao eleitorado sem oferecer soluções realmente palpáveis, ou seja, é uma demagoga de esquerda.

  12. Xiiiii, se o povo seguir o caminho do Canadá... a coisa vai de ruim a pior. Trudeau destruiu o país, dividiu os cidadãos, subiu gastos com imigrantes e avançou com os prejuízos para os cidadãos pagadores de impostos, destruiu a educação, a saúde, a segurança e com a liberação das drogas vem destruindo às famílias e ganha muito dinheiro com isso.

  13. Esse cara não tem nenhuma qualidade? Não foi prefeito, governador? Barack Obama era Senador e trabalhava em prol de pessoas necessitadas. Acho que mesmo nos USA já ultrapassamos essa fronteira. Hillary Não perdeu por ser mulher. Se o cara é competente.

  14. Deve ser triste pra uma pessoal ter que se rotulado por dar ou não o bumbum. É ridicula esse redução esquerdista de reduzir uma pessoal pela cor da pele ou preferência sexual.

    1. Pois é, é este um dos motivos de nós termos entrado nesta fase de autodestruição da sociedade ao sermos muito condescendentes com esse tipo de indivíduos. Temos como exemplo esse casal do The IntercePT, são pessoas do mais alto nível, não é?

    1. Pelo jeito vai fazer de tudo pra que pautas de segregação classistas sejam levadas ao limite.

    2. Sendo democrata e com o atual discurso do partido tu já podes imaginar .

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